Q191761
INEP - 2023 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2023/1
Um homem com 78 anos, acamado há meses em função de
quadro demencial avançado, chega à unidade de emergência
com quadro de rebaixamento do nível de consciência, febre e
hipotensão arterial. Segundo familiares, o paciente vem
apresentando tosse desde a ocorrência, há 3 dias, de episódio
compatível com broncoaspiração durante tentativa de
alimentação por via oral. Relatam que, nos últimos 2 dias, ele
passou a se mostrar mais apático, não interagindo
minimamente com os familiares, nem aceitando alimentação e
que, no dia de hoje, surgiu febre e a acompanhante aferiu
pressão arterial de 90 × 60 mmHg, uma queda de cerca de
40 mmHg na pressão sistólica em relação ao parâmetro
habitual do paciente. Ao exame físico, é confirmada hipotensão
arterial sistêmica (88 × 48 mmHg), além de sonolência (escore
de coma de Glasgow de 9 pontos), desidratação (+2/+4),
descoramento de mucosas (+1/+4), taquicardia (120 batimentos
por minuto), taquipneia (26 incursões respiratórias por minuto)
e presença de roncos difusos, com estertores crepitantes na
base direita. Exames laboratoriais iniciais revelam anemia
(hemoglobina de 8,5 g/dL - valor de referência [VR]: 13-
17 g/dL), elevação de creatinina (2,3 mg/dL - VR: 0,8-
1,2 mg/dL), ureia (102 mg/dL - VR: 20-40 mg/dL) e lactato (5,1 mmol/L - VR: <= 2,0 mmol/L), além de acidose metabólica e
hipoxemia. São colhidas hemoculturas. O paciente é monitorizado
adequadamente, submetido a oferta suplementar de oxigênio, e
inicia-se o tratamento indicado para o quadro clínico que apresenta. Além da antibioticoterapia de amplo espectro adequada, a
conduta prioritária a ser adotada para esse paciente ainda nas
primeiras horas de abordagem é
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