Questões de Concursos Públicos - INSTITUTO MAIS
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Q193776
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Matéria:
Engenharia Civil
Assunto: Geotecnia
Segundo a Lei Complementar n.º 1.025/2019, que institui o
Código de Edificações do Município de Santos, artigo 24,
parágrafo 2º, inciso III, no caso das edificações que
demandem fundações profundas, é necessária a
apresentação de documentação técnica adicional e a
adoção de protocolos específicos, detalhados nos artigos
34 e 94 da referida lei. Entre tais demandas específicas,
solicita-se o(a)
Q193775
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Assunto: Fenômenos de Transporte: Mecânica dos Fluidos, Transferência de Calor e Transferência de Massa
Com base no texto, sabe-se que os solos pseudoplásticos
diminuem sua viscosidade conforme se deformam.
Entretanto, a sua viscosidade também diminui com o
passar do tempo em que estão sobre uma tensão (efeito
tixotrópico). Quando deixados em repouso, tais solos
fluidos retornam à viscosidade normal (voltam do estado
liquidificado para o sólido). Também são exemplos desse
mesmo tipo de comportamentos não-newtonianos a areia
movediça, as tintas de paredes, as pastas de dentes e o
ketchup. Apesar das semelhanças entre os problemáticos
solos de comportamento não-newtonianos da Cidade do
México – MX e de Santos – BR, ao longo das 5 últimas
décadas, não se registraram casos de desabamento de
prédios na orla santista, apesar das inclinações relatadas.
Assim, essa diferença de comportamento se deve
Q193774
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Matéria:
Legislação Municipal
Assunto: Legislação do Município de Santos (São Paulo)
Esse é o Edifício Indaiá, na Praia do Boqueirão, em Santos.
Projeto de Hélio Duarte e Ernest Mange de 1952, que foi
multipremiado pelos muitos cuidados no seu desenho. O
bloco de quinze andares fica mais afastado da calçada para
não projetar a sombra na praia. Tem ainda uma outra torre,
recuada para a direita para dar vista para o mar em todos
os apartamentos do condomínio. A estrutura, de evidente estilo modernista, logo foi
apelidada de “A Baleia”, devido à laje curva do prédio
térreo, bem na frente do condomínio, que foi projetada para
ser o restaurante de serviços para os moradores, assim
como a área comum de jardins e outros serviços pensados
inicialmente, como lavanderia. A ideia seria criar um
tratamento de hotel de luxo para os privilegiados moradores
do condomínio. Visava atender a uma demanda por imóveis
de lazer, fruto de um processo de industrialização da
capital, São Paulo, e regiões do ABC e Baixada Santista.
Infelizmente, o conjunto de edifícios nunca foi o que se
propôs. Ainda durante a construção, o patrocinador do
negócio (Banco Lar Brasileiro), entrou em crise financeira e
decidiu iniciar a construção de um terceiro bloco com
quitinetes, numa tentativa desesperada de rentabilizar mais
o condomínio. O fato dessa obra ter sido modificada sem
as aprovações legais atrasou todo o projeto em mais de um
ano. Por fim, depois de pronto, o restaurante teve sua área
independizada do condomínio, ao qual nunca serviu. No
local, funcionaram restaurantes, uma pizzaria que ficou
relativamente famosa e casas noturnas. Hoje o espaço
abriga um bar com música ao vivo.
Tanto nos anos 50, quanto agora, as obras precisam
respeitar os projetos previamente aprovados pelas
autoridades competentes. A Lei Complementar n.º
1.025/2019 (Projeto de Lei Complementar n.º 15/2018), que
institui o Código de Edificações do Município de Santos
afirma, no capítulo I, artigo 14 que “o Projeto de uma
edificação para fins de aprovação e expedição de licença
na PMS, compõe-se de projeto arquitetônico e memorial
descritivo”.
Assim, assinale a alternativa que apresenta uma dessas
exigências contidas no referido projeto arquitetônico,
detalhadas no artigo 15 da referida Lei Complementar.
Q193773
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Matéria:
Química
Assunto: Técnicas de Laboratório
O uso de cromatografia para separar e identificar
substâncias em uma mistura, é uma das técnicas
experimentais mais versáteis da Química. Diversas são as
técnicas: cromatografia gasosa, cromatografia de fase
líquida, cromatografia de troca iônica, cromatografia por
afinidade etc. Se hoje se usam colunas de cromatografia
líquida super sofisticadas e de longos comprimentos, toda
essa técnica nasceu da cromatografia de fase delgada e da
cromatografia em papel. Mas os princípios básicos são
sempre os mesmos. Trata-se de uma corrida entre
moléculas que se deseja separar, identificar ou medir a
concentração na mistura. Existe uma fase móvel, formada
pelas moléculas sendo comparadas e um fluido carreador,
que viaja através da fase estática. Essa fase estática, por
sua vez, representa desafios diferenciados por afinidade ou
por diferença com cada uma das moléculas que competem
entre si. A medida que cada molécula termina o percurso
estacionário, nessa corrida com obstáculos, seu tempo de
prova pode ser registrado, que passará a identificá-la nas
condições utilizadas. Instrumentos analíticos como
espectrofotômetros de chama ou espectrômetros de massa
etc. podem ser usados para corroborar as identificações
dessas moléculas. Ao final da corrida, plota-se um gráfico
característico. Considerando as informações do gráfico de HPLC (sigla em
inglês de uma técnica cromatográfica, que se traduz como
Cromatografia Líquida de Alta Performance), é correto
afirmar que
Q193772
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Assunto: Técnicas de Laboratório e de Caracterização de Materiais
A absorbância de uma amostra foi medida em condições
padronizadas a partir de uma fonte de luz conhecida e
colimada em determinado comprimento de onda, caminho
ótico conhecido em uma cubeta de dimensões
padronizadas e um indicador eletrônico da intensidade da
luz absorvida pela amostra. Sabendo que o valor da
absorbância medida é proporcional à concentração da
substância amostrada na cubeta de acordo com a equação
de Lambert–Beer: A = εbc Onde: A é a absorbância da amostra; ε é a absortividade molar da substância analisada; b é o comprimento do caminho seguido pela luz,
convencionado em medida unitária (cubeta quadrada de
1 cm por 1 cm); c é a concentração da espécie absorvente. Comparando-se 3 amostras da mesma substância entre si,
chega-se a 3 leituras diferentes de Absorbância, medidas
sempre no mesmo comprimento de onda de 540 nm: Amostra 1 ………… A1 = 2,0 Amostra 2 ………… A2 = 4,0 Amostra 3 ..……….. A3 = 1,0 A partir desses resultados, é correto afirmar que a amostra
Q193771
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Assunto: Balanço de Massa e Energia
A reação de queima do alumínio na oxirredução que
envolve o poderoso oxidante perclorato de amônio e forma
tri-óxido-de-di-alumínio (responsável pelo interminável
rastro branco deixado nos céus durante os lançamentos),
ácido clorídrico, gás nitrogênio, óxido nitroso, e água. Em
seu balanço de massa, vemos que 69,6% do peso é
referente ao oxidante, enquanto o combustível (alumínio
metálico) corresponde a 16%. Imagina-se que para atingir
o ponto de queima de metais, temos de superar uma
importante energia de ativação. Por conta disso, temos a
participação de um catalizador à base de óxido de ferro
(0,4% do peso da mistura). Fundamental nesse sistema,
temos ainda 12,04% de um polímero aglutinante (para
manter os ingredientes posicionados e garantir a
continuidade da combustão). Afinal temos uma força
explosiva tentando separar toda a mistura e não contamos
com a convergente força da gravidade, que temos sempre
quando estamos com os pés na terra. O complemento é
dado por 1,96% do peso total em um agente à base de
resina epóxi para assegurar a cura do polímero aglutinante.
Sem contar que esse tipo de combustível, depois de aceso
no foguete, não pode ser parado. Realmente, avançamos muito nos processos, ingredientes
e tecnologias da combustão desde que começamos a
queimar galhos secos de árvores, incendiados com uma
faísca vinda de duas pedras se chocando. Apesar dessa
incrível jornada tecnológica, os processos de combustão
seguem todos os princípios simples e semelhantes. Sobre
o assunto, assinale a alternativa mais adequada para
resumir a combustão.
Q193770
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
A queima de combustíveis à base de Carbono, na presença
de Oxigênio atmosférico, foi talvez a primeira tecnologia da
engenharia química desenvolvida pelo ser humano.
Quando dominamos o fogo, milênios antes de entendermos
os princípios científicos envolvidos, aprendemos a
reproduzir comportamentos empíricos e a contornar as
dificuldades que apareciam, nos forçando a ser uma
espécie cada vez mais criativa. Seguramente não foram
poucos os dias de vento e chuva, onde os ancestrais
humanos tiveram de usar musgo, cera das cascas de frutas
e óleo de folhas de coníferas para aproveitar as chispas do
novo conhecimento. Muito tempo se passou, a chama do
conhecimento cresceu ainda mais e a humanidade decidiu
explorar o espaço. Novamente, se deparou com
dificuldades impensadas até então. Agora precisamos
queimar metais (para obter maiores quantidades de
energia) e levantar foguetes até superar a atmosfera
terrestre. Exatamente lá onde não temos o oxigênio nos
esperando com nossa fagulha de atrevimento. Mas
encontramos soluções, como sempre fazemos.
Os poderosos combustíveis sólidos foram adotados
inicialmente pela NASA em seus lançamentos e agora
também sendo usados pelas agências privadas que
prestam serviços aos governos, levando carga e
passageiros para suas missões fora do planeta. As reações
a seguir, representam as duas principais reações de
oxirredução envolvidas na queima dos combustíveis
sólidos dos foguetes: Analisando ambas as reações combinadas, fica evidente
que o alumínio passa do estado de oxidação (zero) para
(3+), enquanto o cloro passa de (+7) para (-1). Assim, pode-se concluir nessa análise que o estado de oxidação de
nitrogênio vai de
Q193769
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Matéria:
Física
Assunto: Física Térmica - Termologia
De acordo com medidas e cálculos desenvolvidos pela NASA em 2009, com base nos dados de satélites do projeto CERES, cerca
de 1360 J s-1m-2 de energia solar chegam à alta atmosfera do planeta Terra. Esse é o mesmo valor de energia que o planeta
retorna ao espaço, somando-se a reflexão de parte dessa radiação eletromagnética com o calor emitido pelo planeta de volta ao
espaço. A radiação que chega é composta principalmente de frequências das bandas UV / Visível / Infravermelho Próximo e o
calor irradiado desde a própria atmosfera e da superfície terrestre é composto maiormente pelos comprimentos de onda
eletromagnéticos das bandas Infravermelho próximo e distante.
Pode-se dizer, então, que o fluxo de energia eletromagnética que chega na Terra vindo do Sol, é completamente balanceado pelo
fluxo de energia eletromagnética que deixa o planeta na forma de calor. Em outras palavras, a Terra está em equilíbrio radiante,
o que torna a temperatura relativamente estável ao longo de milênios. Assim, é correto afirmar que o sol fornece
Q193768
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Matéria:
Meio Ambiente
Assunto: O Meio Ambiente
Ao analisar o diagrama, pode-se perceber que o efeito estufa, causado pelos gases da atmosfera, é fundamental para manter a
temperatura dentro de valores capazes de sustentar as inúmeras formas de vida que se encontram em nosso planeta. Sem o
efeito estufa, a temperatura média da Terra poderia ser 20 °C ou 30 °C mais baixa. Tal efeito acontece porque existe uma janela
de transparência no espectro de absorção da mistura de gases da atmosfera que, por sua vez, permite a passagem da radiação
eletromagnética UV/Visível. Uma vez incidindo sobre a superfície do planeta, essa energia será absorvida, usada em processos
ligados à vida e retornada ao meio na forma de calor (radiação eletromagnética infravermelha). Acontece que essa radiação é
reabsorvida pela própria atmosfera terrestre e só uma parte dela é devolvida ao espaço. O processo guarda parte do calor pela
diferença de tempo entre a absorção e a liberação do calor, apesar de que o fluxo de energia eletromagnética vinda do Sol e
devolvida ao espaço está em relativo equilíbrio. Esse equilíbrio nos mantém nessa média de temperaturas, adequadas à vida na
Terra, por milênios sem grandes variações. Sobre o assunto, é correto afirmar que o efeito estufa
Q193767
INSTITUTO MAIS - 2023 - Prefeitura de Santos - SP - Engenheiro Químico
Ano: 2023
Órgão:
Prefeitura de Santos - SP
Banca:
INSTITUTO MAIS
Assunto: Termodinâmica e Equilíbrio de Fases
O gesso é um material aglomerante, obtido a partir da Gipsita, mineral abundante em terrenos cretáceos no Brasil, como o polo
gesseiro do Araripe, estado de Pernambuco. Seu principal componente é o Sulfato de Cálcio di-hidratado. Por meio de calcinação,
parte da água de hidratação é retirada e o mineral é moído para formar um pó, usado na construção civil e na medicina, entre
muitas outras aplicações. Quando se reidrata o Sulfato de Cálcio hemi-hidratado, com cerca de um terço de seu peso em água,
ele volta ao seu estado di-hidratado. Nesse processo, o gesso endurece em alguns minutos, em uma reação perceptivelmente
exotérmica, vista abaixo: CaSO4 . ½ H2O (s) + 3/2 H2O (liq) ➞ CaSO4 . 2 H2O (s) + Energia (Calor) Analisando a variação de entalpia dessa reação: Um paciente, que teve a perna engessada para imobilização ortopédica, se queixou que o gesso esquentou muito enquanto
endurecia. Pode-se estimar a temperatura máxima da peça de gesso assim que se endurece, com base nos dados de entalpia da
reação acima, fazendo as seguintes considerações: - A temperatura ambiente na sala ortopédica ficou estável em 21 °C, não se alterando enquanto o gesso foi aplicado e endureceu; - A pressão não variou ao longo do processo de endurecimento do gesso e os valores de entalpia de cada substância não são
dependentes da temperatura; - Todo o calor liberado pela reação seria expresso no aumento de temperatura da peça de gesso ([ΔHoReação] = ΔHoAquecimento do Gesso). Assim, calculando com base na equação de Kirchhoff: n . [ΔHoReação] = n . Cp . ΔT Onde: n = Número de moles Cp = Capacidade Calorífica do Gesso = 186,2 Joules.K-1.mol-1 ΔT = Variação da Temperatura da peça de Gesso (Temperatura final ºK – Temperatura Inicial do Gesso ºK) Dada a equação de conversão entre °K (kelvin) em °C (celsius): °C = °K - 273,15 Depois de aplicar o cálculo, considerando que toda a energia térmica da reação fosse acumulada no gesso, com relação à
temperatura do gesso, é correto afirmar que