Q51636
PUC-PR - 2015 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Fim
Graças à língua, o homem liberta-se das circunstâncias imediatas, o ‘aqui e agora’, e expande para o passado e o futuro
o cenário em que se passam os episódios de sua vida. Ou seja: graças à língua, o homem nomeia ou evoca seres
não presentes na situação de fala; reporta-se a situações e experiências passadas, revive-as e provoca em seu
ouvinte ou leitor sensações análogas às que experimentou; projeta experiências futuras ou cria seres que compõem
cenários imaginários e participam de acontecimentos imaginários.
Graças à língua, os conteúdos expressos em nossos enunciados não precisam, portanto, ser reflexos de dados presentes
na situação comunicativa, mas sempre hão de ser conceitos potencialmente significativos, aptos a compor
textos que podem ser produzidos em lugares e épocas distintos do espaço e tempo em que as coisas relatadas ou
referidas ocorreram.
AZEREDO, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2011, p. 49.
De acordo com o texto,
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