Q51623
PUC-PR - 2015 - TJ-MS - Analista Judiciário - Área Fim
O TREMA
“Caro Sérgio, sou fã do Consultório e gostaria de dividir com você uma singela angústia – a supressão do trema após
a entrada em vigor do Acordo Ortográfico. Permito-me a opinião de que a extinção do famigerado diacrítico foi um
grande desserviço. Gerações lusófonas posteriores, deparadas com vocábulos como ‘equidade’ e ‘equiparar’, poderiam
se perguntar: ‘Onde reside a diferença fonética entre esses termos, se ambos possuem o mesmo radical?’.” (Luís
Carlos Duran)
A angústia de Luís Carlos é compreensível: a ortografia é um hábito e, como todo hábito, mudá-lo costuma provocar
desconforto.
A pronúncia das palavras é, historicamente, um fato anterior à sua expressão escrita em qualquer idioma, e tem seus
próprios mecanismos de permanência. Aliás, para conhecer os efeitos da abolição do trema para os falantes de português,
não será preciso esperar nada: basta perguntar hoje mesmo aos portugueses, que em geral continuam pronunciando
tais palavras da mesma forma que o faziam até 1945, antes de exterminarem esse sinal diacrítico por lá.
Disponível em:. Veja, Edição 2354, p. 26, 1 de janeiro de 2014. Acesso em: abril de 2015.
De acordo com o texto podemos afirmar:
I. O leitor está angustiado com o uso do trema.
II. O escritor afirma que a ortografia é um hábito.
III. A pronúncia correta das palavras veio com a escrita.
IV. Os portugueses continuam pronunciando as palavras corretamente mesmo sem o trema.
V. O trema foi extinto em Portugal em 1945.
Marque a sequência CORRETA das afirmações.
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