Q171755
INEP - 2022 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2022/2
Homem de 63 anos, portador de hipertensão arterial sistêmica
e diabetes mellitus há longa data, além de cardiopatia
hipertensiva e fibrilação atrial paroxística, foi levado por
familiares a uma unidade de emergência, com quadro
neurológico de instalação abrupta havia cerca de 2 horas.
Segundo informaram seus familiares, o paciente tinha
começado a “falar embolado” e mostrava dificuldade para
movimentar o membro superior direito, tendo evoluído para
progressivo rebaixamento do nível de consciência, o que
motivou a família a levá-lo para a unidade. Não houve
interrupção da administração de fármacos de uso crônico
(valsartana, amlodipina e amiodarona).
No exame físico, o paciente estava em coma superficial,
exibindo evidente hemiparesia de predomínio braquiofacial
direito. Sua pressão arterial (ambos membros superiores) era
de 160 × 100 mmHg, sendo o ritmo cardíaco irregular, em
2 tempos, com bulhas normofonéticas e sem sopros. A glicemia
capilar era de 320 mg/dL, enquanto o eletrocardiograma
revelou apenas ritmo de fibrilação atrial com resposta
ventricular inferior a 110 batimentos por minuto. Uma
tomografia computadorizada de crânio, laudada em 45 minutos
após sua chegada à unidade, mostrou-se sem anormalidades
aparentes.
Visando-se ao melhor prognóstico do paciente, com menores
limitações neurológicas funcionais futuras, a estratégia
terapêutica que deve ser instituída imediatamente é
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