Questões de Concursos Públicos - Prefeitura de Cabedelo - PB
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Q151491
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Legislação da Educação
A BNCC e os currículos têm papéis
complementares para assegurar as aprendizagens
essenciais definidas para cada etapa da Educação
Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que
caracterizam o currículo em ação. São essas
decisões que vão adequar as proposições da BNCC
à realidade local, considerando a autonomia dos
sistemas ou das redes de ensino e das instituições
escolares, como também o contexto e as
características dos alunos.
Essas decisões, que resultam de um processo de
envolvimento e participação das famílias e da
comunidade, referem-se, entre outras ações, a: I. Contextualizar os conteúdos dos componentes
curriculares, identificando estratégias para
apresentá-los, representá-los, exemplificá-los,
conectá-los e torná-los significativos, com base na
realidade do lugar e do tempo nos quais as
aprendizagens estão situadas;
II. Decidir sobre formas de organização
interdisciplinar dos componentes curriculares e
fortalecer a competência pedagógica das equipes
escolares para adotar estratégias mais dinâmicas,
interativas e colaborativas em relação à gestão do
ensino e da aprendizagem;
III. Selecionar e aplicar metodologias e estratégias
didático-pedagógicas diversificadas, recorrendo a
ritmos diferenciados e a conteúdos
complementares, se necessário, para trabalhar
com as necessidades de diferentes grupos de
alunos, suas famílias e cultura de origem, suas
comunidades, seus grupos de socialização etc.;
IV. Construir e aplicar procedimentos de avaliação
formativa de processo ou de resultado que levem
em conta os contextos e as condições de
aprendizagem, tomando tais registros como
referência para melhorar o desempenho da escola,
dos professores e dos alunos; Estão CORRETAS:
Q151490
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Legislação da Educação
Em conformidade com os fundamentos
pedagógicos apresentados, a BNCC está
estruturada de modo a explicitar as competências
que os alunos devem desenvolver ao longo de toda
a Educação Básica e em cada etapa da escolaridade, como expressão dos direitos de aprendizagem e
desenvolvimento de todos os estudantes. O Ensino
Médio está organizado em quatro áreas do
conhecimento, conforme determina a LDB, são
elas: Assinale a alternativa CORRETA:
Q151489
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Legislação da Educação
De acordo com a BNCC, ao longo do Ensino
Fundamental – Anos Finais, os estudantes se
deparam com desafios de maior complexidade,
sobretudo devido à necessidade de se apropriarem
das diferentes lógicas de organização dos
conhecimentos relacionados às áreas. Tendo em
vista essa maior especialização, é importante, nos
vários componentes curriculares, retomar e
ressignificar as aprendizagens do Ensino
Fundamental – Anos Iniciais no contexto das
diferentes áreas, visando ao aprofundamento e à
ampliação de repertórios dos estudantes. Sobre com a BNCC, Ensino Fundamental – Anos
Finais, assinale a alternativa INCORRETA:
Q151488
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Ética na Administração Pública
Assunto: Introdução, Ética e Moral e Orientações Gerais
Na relação entre ética, democracia, cidadania e a
função pública é CORRETO afirmar:
1) Que a ética da administração pública é orientada
para o serviço público, deve ser suportada por
comportamentos congruentes com o interesse
geral. O primado do interesse público impõe aos
funcionários uma pluralidade de deveres como o
dever de neutralidade; o dever de legalidade;
justiça e imparcialidade; igualdade;
proporcionalidade; colaboração e boa fé;
informação e qualidade, lealdade; integridade;
competência e responsabilidade, deveres estes
preconizados na Carta Ética da Administração
Pública (1989).
2) Que uma administração pública moderna é uma
administração receptiva, que não encara os
cidadãos apenas como votantes, contribuintes ou
consumidores, mas sim como cidadãos ativos
com direitos e obrigações, a quem a administração
se abre para que possam intervir no processo de
gestão pública. Na gestão da vida econômica,
social, política e cultural. Não ó adquirem a
capacidade de influenciar os resultados das
políticas públicas, como sãoco-responsáveis pelas
mesmas.
3) Que é importante produzir e disponibilizar
informação de qualidade, organizada na perspectiva dos cidadãos, horizontal e integrada,
simples, que forneça elementos concretos, como
padrão ao perfil dos diferentes destinatários
melhorando a qualidade da participação cívica,
com a utilização de uma comunicação
como resposta a crises ou pressões de cidadãos
insatisfeitos, uma vez que, o cidadão só tende em
participar quando sente que o seu envolvimento
terá influência nos assuntos em debate.
4) Que trata-se de governação centrada nos cidadãos,
pelo conjunto de práticas governamentais que
encorajam de forma permanente o exercício da
cidadania plena e as suas responsabilidades, em
que a Administração Pública estabelece novas
bases e processos de envolvimento dos cidadãos
na vida pública. Um conceito caracterizado pelo
exercício de poderes e responsabilidades nas
políticas públicas no contexto de governação do
dia-a-dia através da participação cívica. Em
relação à causa pública e de abertura do
funcionamento da administração aos cidadãos.
5)Que a comunicação pública permite desenvolver
uma ética de responsabilidade pelo bem comum
partilhada para quem procura a atividade
administrativa, levando-os a participar mais e
melhor na gestão dos assuntos públicos, de modo
que a capacidade de estabelecer uma relação de
comunicação com o maior número de atores
envolvidos passa por recorrer a canais exclusivos
de acesso a comunicação e atendimento pessoal. Estão CORRETA(S):
Q151487
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - Matemática
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Ética na Administração Pública
Assunto: Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal - Decreto nº 1.171 de 1994
Ao considerarmos que os agentes públicos devem
possuir características éticas e morais para poder
administrar o bem público e não ser corruptível. E
que esses princípios devem ter características
universais e precisam ser válidos para todas as
pessoas e para sempre. É CORRETO afirmar que:
1) A ética na administração e a moralidade
administrativa representam a face da moralidade
pública que se sujeita ao controle social, pois a
moralidade é encontrada nos julgamentos que as
pessoas fazem sobre a conduta e não na própria conduta. E tratando-se de moralidade pública,
torna-se imperioso o baixo grau de generalidade e
autoridade, resultando, então, do julgamento
respectivo, em caráter objetivo e público, não um
ato individual e privado.
2) O bom agente público é o que, usando de sua
competência para o preenchimento das
atribuições legais, se determina não só pelos
preceitos vigentes, mas também pela moral
comum. Se os primeiros delimitam as fronteiras
do lícito e do ilícito, do justo e do injusto – a
segunda espera dele conduta honesta, intrínseca e
extrinsecamente conforme a função realizada por
seu intermédio, Isso porque eles desempenham
um papel fundamental como elementos
reguladores do comportamento das pessoas.
3) O maior teste para a ética é a relação de poder. A
ética deve ser mais forte que o poder, os princípios
éticos precisam estar acima das manifestações de
poder. A sociedade ideal sempre se guia pelos
valores da ética e da moral adaptada. A felicidade
humana se produz pela ética, e não pela política,
mas, por um conjunto cotidiano das ações dos
agentes públicos que reproduzem interesses como
padrão das relações humanas.
4) A moralidade da administração pública não se
limita à distinção entre o bem e o mal, devendo ser
acrescida da ideia de que o fim é sempre o bem
comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que
poderá consolidar a moralidade do ato
administrativo, da mesma forma que tratar mal uma
pessoa que paga seus tributos direta ou
indiretamente significa causar-lhe dano moral.
5) O interesse público, objetivo supremo dos esforços
dos servidores públicos, deve estar associado aos
valores da confiança e do relacionamento entre
cidadãos, e não simplesmente à satisfação de
demandas de consumo, o que significa a busca de
um interesse público formado por interesses
individuais compartilhados e responsabilidades
divididas entre todos em um processo de
construção do bem público de forma colaborativa.
Estão CORRETAS:
Q151486
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Para José Carlos Reis (2019), o debate
epistemológico-metodológico e teórico-metodológico assumiu contornos diferenciados na
cultura histórica, em alguns momentos esse debate
foi quase irrelevante. Considerando essa afirmação,
é correto afirmar que o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico entre os
Historiadores do positivismo/empirismo histórico é
caracterizado por:
1. Um debate teórico-metodológico que liga e
aproxima o historiador do que deve realmente
interessá-lo: os fatos, as fontes, a realidade
do passado. Para eles, o historiador-teórico não
poderia pretender ser um historiador, uma vez
que, abandonou o canteiro de obras da história,
os arquivos, os museus, as fontes primárias, e ao
pesquisar somente em bibliotecas, restringindo-se às obras impressas, tornou-se um filósofo, um
literato, um ficcionista.
2. Uma historiografia empirista que se apoia sobre
uma memória arquivada, sobre inscrições, sobre
marcas exteriores, para proteger-se da
contiguidade com a imaginação/ficção. O seu
ponto de vista é objetivante: a lembrança é de
uma experiência vivida localizada e datada. O
testemunho diz: “eu estava lá, eu presenciei,
eu vi”. O arquivo está lá, é um depósito, que
reconhece, conserva e classifica a massa
documental para consulta.
3. Pela data, que é um dado do tempo calendário,
um sistema de datas extrínseco aos eventos.
Pois, todo evento se inscreve neste espaço-tempo exterior: local/data. O historiador que se
equivocar em relação ao local e à data do evento,
estará mergulhado na imaginação, no mito, na
fábula. A organização cronológica, a sucessão
rigorosa dos momentos que constituem um
evento e dos eventos entre si, não pode ser
visível em uma documentação objetiva, sem
antes ser interiorizada.
4. Uma atitude crítica, que reúne credulidade e
ceticismo. A atitude crítica, primeiro, é crédula,
deve receber a informação, acolher o
documento; depois, cética, deve duvidar,
desconfiar, suspeitar, e processá-lo, elaborá-lo.
A confiança no documento não deve ser fundada na declaração de intenção do próprio
documento, mas construída pela dúvida
metódica do historiador.
5. Uma historiografia que busca a verdade
exterior, objetiva, o seu conteúdo são os
testemunhos e as provas do passado. O
testemunho ocular declara que esteve presente e
pede que acreditem nele, é interrogado e
avaliado, confrontado com outros, e só passará a
valer se for aceito. Então, ele se torna um dado
estável, reiterável, que pode ser reaberto e
reavaliado por qualquer um. Ele se torna uma
memória arquivada.
Estão CORRETAS:
Q151485
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
“O historiador François Hartog (2013), elaborou
o conceito de “Regime de historicidades”, para
nomear como as maneiras como dadas sociedades
em dados momentos perceberam, pensaram e se
relacionaram com o tempo, para indicar como
elaboraram e articularam, através de suas
narrativas, as categorias de passado, presente e
futuro, para descrever como um dado indivíduo ou
grupamento humano se instaurou e se desenvolveu
no tempo”.
Sobre esse conceito de Regime de Historicidades
de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que:
Q151484
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Sociedade e Comportamento
Segundo Carmo (1997, p.15), "podemos definir
trabalho como toda atividade realizada pelo homem
civilizado que transforma a natureza pela
inteligência. Há mediação entre o homem e a
natureza: domando-a ele o seu desejo, visa a extrair
dela sua subsistência". Neste conceito, o homem é
um agente de transformação, e o trabalho a sua
obra. A subsistência seria o objetivo e o fim da sua
intervenção.
Sobre a relação Trabalho e sociedade na História
podemos afirmar que:
1. Nas sociedades primitivas o homem começou a
explorar a terra, a ter domínio sobre os animais
que utilizará para corte ou tração, a caçar e a
pescar, já vivendo em pequenas tribos, o trabalho
passou a exigir a participação de todos, e o seu
produto, a ser visto como um bem comum. O
trabalho passou a organizar a vida da tribo, que
sistematizou as forças produtivas, utilizou sua
energia e tempos livres para a criação de novos
instrumentos e o planejamento da produção.
Ainda que primitivamente, o homem construiu a
noção de períodos, uma divisão entre o tempo
destinado ao trabalho e ao lazer.
2. Na idade média, o trabalho se organizou segundo
o modelo de produção feudal, a ênfase do trabalho
recaiu na expiação dos pecados e no combate à
fraqueza da carne. Nesse modelo as relações
sociais caracterizaram-se por rígida hierarquia
entre os senhores, proprietários das terras, e os
servos, aqueles que as cultivavam. A esses
últimos cabia, em troca do trabalho, apenas a parte
da produção necessária à subsistência familiar. Os
servos deviam obediência aos senhores, mas,
diferentemente dos escravos, possuíam direito à vida e proteção dos senhores em caso de guerra.
À igreja, que detinha o saber competia à
manutenção dos princípios de obediência que
regulavam essas relações.
3. No período da revolução industrial, houve o
aniquilamento das manufaturas e um
deslocamento dos operários para as grandes
indústrias, onde desempenharam tarefas rotineiras
e mecânicas. A produção em larga escala, por sua
vez, provocou a alienação do operário do sentido
do seu trabalho. Sendo ele uma "peça da
engrenagem", tendo sua participação restrita a
uma limitada etapa do processo produtivo, o
operário não reconhece no conjunto da produção
o seu trabalho, não sabe quem é o consumidor do
seu produto, bem como não participa das decisões
referentes ao processo de produção. Na revolução
industrial o operário se constituía uma "peça da
engrenagem".
4. Na atualidade, a característica do trabalho é a sua
inquestionável necessidade e importância, a ponto
de identificar o homem. Para Marx a essência do
ser humano está no trabalho. O que os homens
produzem é o que eles são. O homem é o que ele
faz. O homem se vê humano enquanto ser
produtivo, enquanto vinculado a um ofício e
possuidor de uma identidade profissional. O
trabalho lhe confere dignidade, estabilidade,
status e vínculo. O trabalho se confunde com o
cotidiano e representa uma saída para controle da
intimidade espiritual, na medida em que
estabelece identidade e complementariedade com
o coletivo social.
5. Na modernidade, o trabalho apresenta
propriedades extrínsecas e intrínsecas . Nas
condições referentes ao emprego: um salário justo
e aceitável; estabilidade; vantagens apropriadas;
saúde; processos adequados. Nas condições do
trabalho em si são elencados: variedade e desafio;
aprendizagem contínua; margem de manobra,
autonomia; reconhecimento e apoio; contribuição
social que faz sentido; um futuro desejável. Em
seus aspectos dão conta de um valor social do
trabalho, da atribuição de valor ao que se faz da
possibilidade de aprendizagem e criação, do
desafio e de uma perspectiva de futuro atraente.
Estão CORRETAS:
Q151483
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Da ideia de mestiçagem introduzida no Brasil,
apreende-se como a transformação desse conceito
na ideologia de Estado, auxiliará na construção do
Estado nacional a partir dos anos 30. Trata-se de
uma visão de mundo que reinventa o país, na
medida em que revela a possibilidade de
convivência dos diferentes grupos socioculturais
então residentes dentro das fronteiras político-geográficas da nação brasileira. Deve-se lembrar
que até as primeiras décadas do século XX, uma
questão polarizou o debate político brasileiro, a
saber, até que ponto seria possível constituir uma
nação unitária e progressista nos trópicos, partindo-se de grupos populacionais tão heterogêneos
quanto ex-escravos e seus descendentes, os
diversos povos indígenas, imigrantes de diferentes
origens e “mestiços” de todos os tons. Sobre a ideia de mestiçagem, que foi construída ao
longo da História do Brasil como discurso do
Estado é CORRETO afirma que:
1. Os negros possuíam uma consciência
subdesenvolvida, não estando em condições de
assumir todos os direitos e deveres que cabiam
aos demais cidadãos. Nesse sentido, o primeiro
código penal republicano, ao não distinguir os
cidadãos conforme a cor de sua pele, tornou-se
alvo da dura critica. O determinismo biológico
foi o componente fundante para uma leitura de
cidadania que não previa o cruzamento entre
raças no início do século XIX, que
irremediavelmente seria a degradação da “raça
brasileira”.
2. A desigualdade e os problemas sociais,
historicamente construídos, como o subjugo de
determinados grupos como mulheres ou negros,
são como constitutivas de uma essência brasileira,
infensas à possibilidade de transformação. Supõe-se uma cultura unificada como fundamento da
nação, em que restam limitados os espaços para a
expressão de novas formas culturais, como
aquelas trazidas pelos imigrantes que chegam ao país a partir da segunda metade do século XIX e
incorporadas a ideia de nação brasileira.
3. A intervenção estatal no campo da cultura baseou-se em um conceito essencialista de brasilidade,
através do qual algumas formas culturais foram
promovidas, enquanto outras manifestações,
igualmente existentes, foram sistematicamente
desconsideradas. Brasilidade se apresentou como
uma identidade mestiça não étnica, capaz de
assimilar todas as outras representações étnicas. A
ideia de raça foi desqualificada enquanto
instrumento dos discursos políticos depois de
1930 e assim se constituiu o mito da democracia
racial, componente indispensável da ideologia da
mestiçagem.
4. A partir dos anos 70 o conceito raça através, da
influência da discussão norte-americana, ganhou
renovada importância política no Brasil,
funcionado como instrumento de ruptura da
homogeneidade construída, simbolicamente, pela
política da mestiçagem, como se tratasse de
dissociar os grupos socioculturais fundidos na
simbologia da nação mestiça. Assim, o conceito
raça se transformou em instrumento de
mobilização política, em construção discursiva e
que deve fazer dos diferentes estratos
populacionais afrodescendentes – do ponto de
vista social e cultural tão diverso entre si – um
coletivo político.
5. O discurso da mestiçagem como etapa transitória
no processo de branqueamento constitui peça
central da ideologia racial brasileira e acrescenta
que a população negra no Brasil representa, do
ponto de visita da elite pensante, uma ameaça ao
futuro da raça e da civilização branca no país. Para
essa elite, o discurso da mestiçagem contém um
ideal implícito de homogeneidade que não
contempla a existência da população negra, o que
o leva a falar de etnocídio e da construção de uma
ideologia de mestiçagem que parte das
organizações étnicas formadoras da sociedade
brasileira para permitir sua aceitação. Estão CORRETAS:
Q151482
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Política Nacional
Os anos de 1980 se constituíram como um marco
importante na história recente do Brasil, tendo em
vista o complexo processo de transição para a
democracia, após quase três décadas de ditadura
civil-militar, onde ocorreram importantes
transformações, no que concerne à ocidentalização
da sociedade brasileira. Entre as lutas pela
democracia empreendidas por movimentos sociais
e grupos progressistas que almejavam a
universalização de direitos de cidadania e bem-estar social, povoaram também nessa sociedade
civil – cada vez mais complexa e ocidentalizada –
uma multiplicidade de organizações da classe
dominante, que nos remete a sua necessidade de
rearticular suas estratégias de acumulação e,
principalmente, sua relação com a ossatura do
Estado.
Ao considerarmos as estratégias de rearticulação
da classe dominante no Brasil e suas estratégias de
acumulação, é CORRETO afirmar que:
1. Foi nos anos de 1990 que esse processo se
intensificou e se consolidou, onde as bandeiras
burguesas da economia de mercado lançadas na
década anterior empunhadas por uma
multiplicidade de aparelhos privados de
hegemonia, começaram a ser operacionalizadas
em um programa de reformas com vistas à
reconfigurar a papel do Estado e a torná-lo
“eficiente”. Este acesso deve ser entendido de
modo que compreendamos que as classes
dominantes necessitam de uma permanente
atualização das formas de expropriação social,
onde a estrutura institucional do Estado, deve
ser sempre reorientada no sentido de
funcionalizar a dominação de classe.
2. O discurso de reformas para o mercado e de
acordo com a cartilha do Consenso de
Washington, determinou que apenas alguns
poucos países latino-americanos deveriam se
engajar neste processo de reconfiguração da
ordem econômica que garantiria sua inserção no
“novo mundo globalizado” e seriam tão mais
bem-sucedidos, quanto maior o grau de abertura
das economias e a desregulamentação dos
mercados. Os organismos internacionais
lançam mão de novas estratégias de ação, tanto
na condução da política econômica quanto na
conformação social dos países. As novas funções do Estado envolveram desde a gestão
das pequenas reformas para implantar as
grandes reformas até a formulação de uma nova
conformação social.
3. As orientações internacionais do capitalismo,
amparadas nas premissas da globalização e
reestruturação produtiva, levou a burguesia
brasileira, nessa reconstrução das regras do jogo
democrático, a defender de forma mais aberta e
articulada o seu modelo de sociedade fundada
nos valores da economia de mercado e da
meritocracia. Temos a organização da burguesia
brasileira em defesa de seus interesses imediatos
de ampliação da acumulação e da defesa de sua
concepção de mundo – o que implicou em
articulações, cisões e conflitos intra-classe,
denotando a complexidade dessas relações de
poder – e, conjuntamente, suas pretensões de se
internacionalizar no plano estrutural do
capitalismo mundializado.
4. Em seu conjunto, a organização da burguesia
brasileira evidencia a redução da arena de
batalhas, com poucas organizações que
denotam a expansão do empresariamento nas
mais diversas áreas de atuação pública. No
interior dessas organizações, temos a
constituição de entidades que atuam na
conversão de lutas, assim como em uma espécie
de organização de nichos de mercado que,
acabam por desmantelar certas conquistas
populares e converter essas atividades em
formas de obtenção de lucro, com velhos
arranjos nos padrões de sociabilidade, que
foram construindo desde os anos 80 e se
consolida na década de 90.
5. A reconstrução do sistema político se deu através
de acomodações e do entrelaçamento de práticas
e estruturas novas e antigas, combinação esta
que estruturou as opções e estratégias seguidas
pelos principais atores do processo político e da
classe dominante. Ainda que consideremos os
avanços democráticos conquistados, os quais
são, em grande medida, o produto da dinâmica
política introduzida pelo próprio processo de
democratização, as extremas desigualdades
sociais são um fator que constrange a
consolidação da democracia, especialmente no
que se refere a efetiva participação política de
todos os cidadãos
Estão CORRETAS: