Q151486
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Para José Carlos Reis (2019), o debate
epistemológico-metodológico e teórico-metodológico assumiu contornos diferenciados na
cultura histórica, em alguns momentos esse debate
foi quase irrelevante. Considerando essa afirmação,
é correto afirmar que o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico entre os
Historiadores do positivismo/empirismo histórico é
caracterizado por:
1. Um debate teórico-metodológico que liga e
aproxima o historiador do que deve realmente
interessá-lo: os fatos, as fontes, a realidade
do passado. Para eles, o historiador-teórico não
poderia pretender ser um historiador, uma vez
que, abandonou o canteiro de obras da história,
os arquivos, os museus, as fontes primárias, e ao
pesquisar somente em bibliotecas, restringindo-se às obras impressas, tornou-se um filósofo, um
literato, um ficcionista.
2. Uma historiografia empirista que se apoia sobre
uma memória arquivada, sobre inscrições, sobre
marcas exteriores, para proteger-se da
contiguidade com a imaginação/ficção. O seu
ponto de vista é objetivante: a lembrança é de
uma experiência vivida localizada e datada. O
testemunho diz: “eu estava lá, eu presenciei,
eu vi”. O arquivo está lá, é um depósito, que
reconhece, conserva e classifica a massa
documental para consulta.
3. Pela data, que é um dado do tempo calendário,
um sistema de datas extrínseco aos eventos.
Pois, todo evento se inscreve neste espaço-tempo exterior: local/data. O historiador que se
equivocar em relação ao local e à data do evento,
estará mergulhado na imaginação, no mito, na
fábula. A organização cronológica, a sucessão
rigorosa dos momentos que constituem um
evento e dos eventos entre si, não pode ser
visível em uma documentação objetiva, sem
antes ser interiorizada.
4. Uma atitude crítica, que reúne credulidade e
ceticismo. A atitude crítica, primeiro, é crédula,
deve receber a informação, acolher o
documento; depois, cética, deve duvidar,
desconfiar, suspeitar, e processá-lo, elaborá-lo.
A confiança no documento não deve ser fundada na declaração de intenção do próprio
documento, mas construída pela dúvida
metódica do historiador.
5. Uma historiografia que busca a verdade
exterior, objetiva, o seu conteúdo são os
testemunhos e as provas do passado. O
testemunho ocular declara que esteve presente e
pede que acreditem nele, é interrogado e
avaliado, confrontado com outros, e só passará a
valer se for aceito. Então, ele se torna um dado
estável, reiterável, que pode ser reaberto e
reavaliado por qualquer um. Ele se torna uma
memória arquivada.
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