Q151474
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Geografia
Assunto: Geografia Econômica
Leia o texto abaixo:
“A partir da industrialização no século XIX com o
movimento da urbanização, êxodo do campo na
criação das cidades, quando as fábricas foram o
refúgio e o espaço de trabalho do homem, um novo
tipo de sociedade surgiu, industrial e capitalista.
Mudanças no modo de viver e de trabalhar
caracterizadas por novos referenciais: políticas, a
ensejar relações sociais em padrões de classes;
técnico, a definir uma configuração no modo de
produzir. Isto é, a hegemonia da indústria sobre o
agrário-rural, da cidade sobre o campo.
A expansão capitalista, definida por meio da
produtividade e competitividade com suas forças
vitais e inerentes para acumulação, provoca
alterações substantivas na economia, nas relações
de empregos e na estrutura ocupacional no interior
das organizações trazendo definições para a
formação e a qualificação do trabalhador, além de
incitar contínuas reestruturações produtivas com
consequência para mudanças societárias.”
Ao colocarmos como base o trabalho no sistema
capitalista é CORRETO afirmar que:
1. No capitalismo ao consagrar a dialética trabalho
e capital, a perda da autonomia do trabalhador,
dos seus meios de produção, do planejamento e
do processo de trabalho, o subjuga aos domínios
do capitalista com o seu tipo de estruturação
laboral. Exemplo típico das novas condições de
trabalho e de vida foi definido pelo fordismo,
que fez do trabalhador um consumidor e regulou
seus hábitos e procedimentos sociais no espaço
externo da fábrica.
2. No capitalismo as relações de trabalho podem ser
compreendidas na trajetória dos modelos de
organização com o desenvolvimento
tecnológico. A evolução histórica do
capitalismo se faz em curtos ciclos,
identificados a partir das tecnologias da máquina
a vapor, de fabricação artesanal, passando pela
eletro-mecânica, pelo uso dos motores elétricos
à combustão até nos dias atuais, pelas máquinas
com aparelhagem eletrônica e informatizadas.
3. No capitalismo o controle do trabalho é essencial
para a produção de lucros e se torna uma questão
mais ampla do ponto de vista do modo de
regulamentação, a inovação organizacional e
tecnológica no sistema regulatório, como o
aparelho do Estado, os sistemas políticos de incorporação e representação; se torna crucial
para a perpetuação do capitalismo uma não
modificação da dinâmica da luta de classes cujos
lados em estejam em confronto.
4. No capitalismo devido às contradições inerentes
à sua própria ideologia, o capitalismo impõe,
através de contínuas reestruturações, um
mercado de trabalho com diminuição do
emprego regular, crescente trabalho em tempo
parcial, temporário, ou subcontratado. Nesta
fase da acumulação flexível, as relações de
trabalho enfraquecem na forma do capital menos
industrial e mais financeiro.
5. No capitalismo as políticas liberais impõe ao
trabalhador nova concepção de
empregabilidade, isto é, a responsabilidade de
trabalhador pela descoberta e permanência do
seu emprego ou ocupação no mercado de
trabalho. Quer garantir o mínimo da força de
trabalho essencial a produção, cada vez mais
tecnológica, informatizada e robotizada, e se
quer dispor de um confortável exército de
reserva, para manutenção da regularidade da
produção.
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