Q151484
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Sociedade e Comportamento
Segundo Carmo (1997, p.15), "podemos definir
trabalho como toda atividade realizada pelo homem
civilizado que transforma a natureza pela
inteligência. Há mediação entre o homem e a
natureza: domando-a ele o seu desejo, visa a extrair
dela sua subsistência". Neste conceito, o homem é
um agente de transformação, e o trabalho a sua
obra. A subsistência seria o objetivo e o fim da sua
intervenção.
Sobre a relação Trabalho e sociedade na História
podemos afirmar que:
1. Nas sociedades primitivas o homem começou a
explorar a terra, a ter domínio sobre os animais
que utilizará para corte ou tração, a caçar e a
pescar, já vivendo em pequenas tribos, o trabalho
passou a exigir a participação de todos, e o seu
produto, a ser visto como um bem comum. O
trabalho passou a organizar a vida da tribo, que
sistematizou as forças produtivas, utilizou sua
energia e tempos livres para a criação de novos
instrumentos e o planejamento da produção.
Ainda que primitivamente, o homem construiu a
noção de períodos, uma divisão entre o tempo
destinado ao trabalho e ao lazer.
2. Na idade média, o trabalho se organizou segundo
o modelo de produção feudal, a ênfase do trabalho
recaiu na expiação dos pecados e no combate à
fraqueza da carne. Nesse modelo as relações
sociais caracterizaram-se por rígida hierarquia
entre os senhores, proprietários das terras, e os
servos, aqueles que as cultivavam. A esses
últimos cabia, em troca do trabalho, apenas a parte
da produção necessária à subsistência familiar. Os
servos deviam obediência aos senhores, mas,
diferentemente dos escravos, possuíam direito à vida e proteção dos senhores em caso de guerra.
À igreja, que detinha o saber competia à
manutenção dos princípios de obediência que
regulavam essas relações.
3. No período da revolução industrial, houve o
aniquilamento das manufaturas e um
deslocamento dos operários para as grandes
indústrias, onde desempenharam tarefas rotineiras
e mecânicas. A produção em larga escala, por sua
vez, provocou a alienação do operário do sentido
do seu trabalho. Sendo ele uma "peça da
engrenagem", tendo sua participação restrita a
uma limitada etapa do processo produtivo, o
operário não reconhece no conjunto da produção
o seu trabalho, não sabe quem é o consumidor do
seu produto, bem como não participa das decisões
referentes ao processo de produção. Na revolução
industrial o operário se constituía uma "peça da
engrenagem".
4. Na atualidade, a característica do trabalho é a sua
inquestionável necessidade e importância, a ponto
de identificar o homem. Para Marx a essência do
ser humano está no trabalho. O que os homens
produzem é o que eles são. O homem é o que ele
faz. O homem se vê humano enquanto ser
produtivo, enquanto vinculado a um ofício e
possuidor de uma identidade profissional. O
trabalho lhe confere dignidade, estabilidade,
status e vínculo. O trabalho se confunde com o
cotidiano e representa uma saída para controle da
intimidade espiritual, na medida em que
estabelece identidade e complementariedade com
o coletivo social.
5. Na modernidade, o trabalho apresenta
propriedades extrínsecas e intrínsecas . Nas
condições referentes ao emprego: um salário justo
e aceitável; estabilidade; vantagens apropriadas;
saúde; processos adequados. Nas condições do
trabalho em si são elencados: variedade e desafio;
aprendizagem contínua; margem de manobra,
autonomia; reconhecimento e apoio; contribuição
social que faz sentido; um futuro desejável. Em
seus aspectos dão conta de um valor social do
trabalho, da atribuição de valor ao que se faz da
possibilidade de aprendizagem e criação, do
desafio e de uma perspectiva de futuro atraente.
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