Questões de Concursos Públicos - IF-RR
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Q47368
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
“Em 1971 houve uma grande reviravolta no ensino da música nas escolas, com a promulgação
da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, n.º 5692/71. Desde sua implantação, o ensino de
música passou e ainda vem passando, por inúmeras vicissitudes, perdendo seu espaço na
escola, pois a citada LDB extinguiu a disciplina educação musical do sistema educacional
brasileiro, substituindo-a pela atividade da educação artística.”
Marisa Trench Fonterrada.
Considerando o contexto apresentado por Marisa Trench Fonterrada, a Lei Federal nº
11.769,
de 18 de agosto de 2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino de música na educação
básica, propõe:
Q47367
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Apesar de sempre citada como o exemplo perfeito da utilização do modomixolídio na música
brasileira; a famosa canção “Baião”, composta em 1946 por Luiz Gonzaga, encerra uma
complexidade harmônico-melódica bem maior, como se pode perceber pela observação da
partitura a seguir, que apresenta apenas a primeira estrofe do canto. Não obstante a mencionada complexidade, a música se encontra claramente no tom de Mi. O
que varia a todo o momento é o modo construído sobre esse Mi, configurando uma verdadeira
mistura modal. Essa é uma interpretação que vai diretamente contra o pragmatismo propagado
pela famosa instituição estadunidense Berklee College of Music, em que uma situação como a
apresentada por esta canção seria analisada de modo a considerar cada acorde, tendo em vista
que todos têm 7ª menor, como um caso de mixolídio ancorado em sua fundamental.
Assumindo, ao contrário, que o Mi nunca para de exercer sua força como polo principal de
atração, assinale a alternativa que mais precisamente lista os modos caracterizados por cada
acorde e o trecho melódico que lhe corresponde.
Q47366
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Ano: 2015
Órgão:
IF-RR
Banca:
IF-RR
Matéria:
Educação Artística
Assunto: História da Arte e Educação
Como muito bem documentado por José Maria Neves, no livro “Música Contemporânea
Brasileira”, publicado em 1981, o meio musical brasileiro do final da década 40 foi marcado
por uma série de manifestações e posicionamentos estéticos quedicotomizam a questão do
nacionalismo musical e a questão dos recursos técnico-composicionais disponibilizados pelo
modernismo desde o início do século XX. A situação atinge seu ápice com a publicação, em
1950, de “Carta Aberta aos Músicos e Críticos do Brasil”, redigida por Camargo Guarnieri, e
da resposta, intitulada da mesma maneira, assinada por Hans-Joachin Koellreuter. Vale
comentar que as cartas e toda a contenda que elas suscitaram foram amplamente divulgadas
pelos principais jornais da época, como bem nos informa Neves. A seguir, trechos de ambas as
cartas:
Camargo Guarnieri:
“Assim, pois, o dodecafonismo [...] é uma expressão característica de uma degenerescência
cultural, um ramo adventício da figueira-brava do Cosmopolitismo que nos ameaça com suas
sombras deformantes e tem por objetivo oculto um lento e pernicioso trabalho de destruição do
nosso caráter nacional.
O dodecafonismo é assim, de um ponto de vista mais geral, produto de culturas superadas, que
se decompõem de maneira inevitável, e um artifício cerebralista, anti-nacional, anti-popular,
levado ao extremo; é química, é arquitetura, é matemática da música – é tudo o que quiserem –
mas não é música.”
Koellreuter:
“Dodecafonismo não é um estilo, não é uma tendência estética, mas sim o emprego de uma
técnica de composição criada para a estruturação do atonalismo, linguagem musical em
formação, lógica consequência de uma evolução e da conversão das mutações quantitativas do
cromatismo em qualitativas, através do modalismo e do tonalismo. Não tende, por um lado –
como toda outra técnica de composição –, outro fim a não ser o de ajudar o artista a expressar-se e, servindo, por outro lado, à cristalização de qualquer tendência estética, a técnica
dodecafônica garante liberdade absoluta de expressão e a realização completa da personalidade
do compositor.
Ela não é mais nem menos “formalista”, “cerebralista”, “anti-nacional” ou “anti-popular” que
qualquer outra técnica de composição baseada em contraponto e harmonia tradicionais.”
Pensando nos conceitos que essa ilustração documental suscita e nos conhecimentos histórico-musicais mais amplos, assinale a alternativa CORRETA:
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“Chega de Saudade” é um dos clássicos do cancioneiro de Tom Jobim. Um trecho dessa música
se encontra na partitura a seguir, baseada nos Songbooks da Editora Lumiar dedicadas a esse
autor. A cifra indicada na versão 1 foi utilizada em edições mais antigas que a da versão 2, ou
seja, a editora, em ambas as épocas ainda coordenada por Almir Chediak, resolveu mudar a
harmonia desse compasso. Sobre os aspectos harmônico-melódicos não apenas desse compasso, mas de todo o trecho, é
correto afirmar que:
Q47364
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Na Idade Média a Igreja Católica proibiu o uso de um determinado intervalo por considerá-lo
impróprio para a liturgia classificando-o como diabólico, este intervalo é justamente a metade
da “oitava musical”, que compreende a escala cromática com seus 12 semitons de Dó a Dó,
conforme representação gráfica na partitura acima. Se invertermos a nota aguda pela grave, e
vice-versa, teremos sempre a mesma relação intervalar, destacada pelas semínimas no segundo
compasso do gráfico, isto porque o intervalo é simétrico e daí seu nome indicar a quantidade de
três tons. O texto refere-se ao intervalo e sua quantidade de semitons:
Q47363
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Texto 1:
De acordo com o educador canadense Peter MacLaren: “O pluralismo, como filosofia do
diálogo, deverá fazer parte integrante e essencial da educação do futuro”. (Ivone Mendes
Richter – Inquietações e mudanças no ensino da arte).
Texto 2:
Pois, à parte o fato já acenado de ser um aspecto constitutivo da humanidade do homem, ocorre
que a música, no Brasil, é também um dado cultural da maior importância, com especial
participação no processo histórico de constituição da identidade nacional. Além disso, passam
pela música muitas das identidades locais no país – as suas “culturas”, como atualmente se fala.
Evidentemente, até em razão dessa diversidade, qualquer “educação” musical entre nós terá
sempre uma natureza problemática, na medida em que diferenças de valores e de concepção de
música tenderão a ganhar muito relevo nesse espaço disciplinar. Todavia, além desse tipo de
conflito já existir em outras situações, como no caso mesmo do ensino da língua portuguesa e
da literatura, o fato é que o debate dessas questões deveria antes estimular a efetivação do
processo de musicalização, em vez de inibi-lo. (Barbeitas, Flávio, 2007).
Considerando os textos 1 e 2, pode-se afirmar que o texto:
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Philippe Perrenoud nos diz:
A avaliação é uma operação intelectual que tenta situar um indivíduo em um universo de
atributos quantitativos ou qualitativos. Diz respeito à epistemologia e à metodologia da
“medida”.
Isso não deveria nos fazer esquecer que a avaliação é sempre muito mais do que uma “medida”.
É uma representação, construída, do valor escolar ou intelectual. Inscreve-se em uma relação
social específica que une avaliador e avaliado(s); o que equivale a dizer que não se pode
abstrair o conjunto dos vínculos que existem. Equivale, também, a dizer que a avaliação deve
ser concebida como um “jogo estratégico” entre agentes que têm interesses distintos, às vezes
até opostos. A avaliação pode contrariar os projetos do aluno ou as ambições de sua família.
Uma coisa é certa: a avaliação faz parte de uma negociação entre família e escola, na qual os
professores e orientadores não são neutros.
Pensando o processo de avaliação em música a partir das reflexões de Perrenoud, assinale a
alternativa INCORRETA.
Q47361
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Tomando como premissa que em uma situação de ensino-aprendizagem de música deve-se
vivenciar o fenômeno musical para depois elaborar a representação do vivenciado,
primeiramente deve-se conduzir os alunos a:
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Texto 1:
Keith Swanwick propõe na sua obra que o educar musical seja desenvolvido equilibrando os
aspectos da: técnica, execução, composição, literatura e de apreciação.
Texto 2:
A notação musical braille sempre esteve à margem do ensino musical, ou pela falta de
profissionais que dominam essa escrita para ensinar seus alunos, ou por acomodação do próprio
deficiente, que muitas vezes prefere trabalhar somente com o „ouvido‟, não dando importância
à representação gráfica dos sons.
A opção que indica como compatibilizar a proposta de Keith Swanwick no texto 1,
considerando as dificuldades apresentadas no texto 2, é:
Q47359
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A partir da leitura do Artigo 26-A da Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional:
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e
privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1.º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história
e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos
indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política,
pertinentes à história do Brasil.”
De acordo com a Lei nº. 11.645 de 10 de março de 2008, que inclui no currículo oficial da rede
de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, as
áreas de educação artística, literatura e história brasileiras devem: