Questões de Concursos Públicos - IF-PA
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Q53246
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Várias pessoas acreditam em coisas que não necessariamente sejam verdadeiras. Observamos nos discursos das pessoas que não conhecem os surdos e as línguas de sinais que há uma série de crenças que não correspondem à realidade. As pessoas pensam essas coisas sobre as línguas de sinais, porque por muitos anos houve ideias a respeito que foram disseminadas por questões filosóficas, religiosas, políticas e econômicas. Talvez você mesmo pense que essas coisas sejam verdadeiras. Não se sinta culpado, pois isso é fruto do desconhecimento. Apesar do impacto dessas concepções, as pesquisas avançaram muito e nos mostraram que tais concepções são equivocadas. Um Mito: “Haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas”.
Com base neste Mito, assinale a assertiva que corresponde a evidências que contribuem para desmistificar ideias equivocadas acerca do surdo e da língua de sinais, segundo Quadros e Karnopp (2004:31-37):
Q53245
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Segundo Ferreira (2010), fazendo referência aos trabalhos de Klima e Bellugi (1979), assim “como as línguas orais, as línguas de sinais exibem a dupla articulação, isto é, unidades significativas ou morfemas, constituídas a partir de unidades arbitrárias e sem significados ou fonemas”. Segundo essa autora, a estrutura fonológica das línguas de sinais se organiza a partir de parâmetros visuais. Esses são alguns aspectos próprios da fonologia das línguas que podemos identificar nas línguas de sinais.
É CORRETO afirmar que compõem um conjunto de unidades menores:
Q53244
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação. O intérprete está para intermediar um processo interativo que envolve determinadas intenções conversacionais e discursivas. Nessas interações, o intérprete tem a responsabilidade pela veracidade e fidelidade das informações. Assim, ética deve estar na essência desse profissional.
No Código de ética, capítulo 1 acerca dos princípios fundamentais, em seu Artigo 1 trata como deveres fundamentais do intérprete:
I - O intérprete deve ser uma pessoa de alto caráter moral, honesto, consciente, confidente e de equilíbrio emocional. Ele guardará: informações confidenciais e não poderá trair confidências, as quais foram confiadas a ele.
II - O intérprete deve manter uma atitude imparcial durante o transcurso da interpretação, evitando interferências e opiniões próprias, a menos que seja requerido pelo grupo a fazê-lo;
III - O intérprete deve interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o pensamento, a intenção e o espírito do palestrante. Ele deve lembrar dos limites de sua função e não ir além da responsabilidade;
IV - O intérprete deve reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, procurando assistência de outros intérpretes e/ou profissionais, quando necessário, especialmente em palestras técnicas;
V - O intérprete deve adotar uma conduta adequada de se vestir, sem adereços, mantendo a dignidade da profissão e não chamando atenção indevida sobre si mesmo, durante o exercício da função.
Q53243
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Ano: 2016
Órgão:
IF-PA
Banca:
IF-PA
Matéria:
Legislação Federal
Assunto: Lei nº 10.436 de 2002 e Decreto nº 5.626 de 2005 - Língua Brasileira de Sinais - Libras
A oficialização da Libras garante o seu reconhecimento como meio legal de comunicação e expressão; no entanto, antes de ser oficializada, a libras já era a língua das comunidades surdas. Com a oficialização, a libras, na verdade, tornou-se a língua de todos os brasileiros que não pretendem reproduzir as velhas práticas de imposição da língua portuguesa às pessoas surdas. Apesar de a libras ser, no Brasil, a língua natural da pessoa surda, e instituída oficialmente em Lei, ainda existe a ideia de que os surdos devam ser submetidos à utilização da língua majoritária dos ouvintes, no caso, a LP, para sua inclusão na sociedade.
É CORRETO afirmar que:
Q53240
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Em 1880, foi realizado o II Congresso Internacional, em Milão, que trouxe uma completa mudança nos rumos da educação de surdos e, justamente por isso, ele é considerado um marco histórico. O congresso foi preparado por uma maioria oralista com o firme propósito de dar força de lei às suas proposições no que dizia respeito à surdez e à educação de surdos. O método alemão vinha ganhando cada vez mais adeptos e estendendo-se progressivamente para a maioria dos países europeus, acompanhando o destaque político da Alemanha no quadro internacional da época. As discussões do congresso foram feitas em debates acaloradíssimos. Apresentaram-se muitos surdos que falavam bem, para mostrar a eficiência do método oral. Com exceção da delegação americana (cinco membros) e de um professor britânico, todos os participantes, em sua maioria europeus e ouvintes, votaram por aclamação a aprovação do uso exclusivo e absoluto da metodologia oralista e a proscrição da linguagem de sinais. Acreditava-se que o uso de gestos e sinais desviasse o surdo da aprendizagem da língua oral, que era a mais importante do ponto de vista social. As resoluções do congresso (que era uma instância de prestígio e merecia ser seguida) foram determinantes no mundo todo, especialmente na Europa e na América Latina.
É CORRETO afirmar que:
Q53238
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
As línguas de sinais foram se tornando cada vez mais estruturadas e, com o uso frequente pelos surdos dessa língua, foram surgindo alternativas educacionais orientadas para uma educação bilíngue. Essa proposta defende a ideia de que a língua de sinais é a língua natural dos surdos, que, mesmo sem ouvir, podem desenvolver plenamente uma língua viso-gestual. Assim, tem-se que o modelo de educação 22 bilíngue que se contrapõe ao modelo oralista porque considera o canal viso-gestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem da pessoa surda. E contrapõe-se à comunicação total porque defende um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional.
Marque aassertiva CORRETA:
Q53234
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
No Brasil, A LIBRAS adquiriu status linguístico em 24 de abril de 2002 com a sanção da lei nº 10.436, regulamentada pelo decreto 5.626 de 05 de dezembro, que a reconhece como meio legal de comunicação e expressão das comunidades surdas brasileiras. Esta mesma lei prevê ainda que o poder público e as concessionárias de serviços públicos devem garantir formas institucionalizadas de apoiar o uso e difusão da LIBRAS como meio de comunicação objetiva. A partir da publicação do Decreto n° 5.626 de 2005, as instituições de ensino médio que oferecem cursos de formação para o magistério na modalidade normal e as instituições de educação superior que oferecem cursos de fonoaudiologia ou de formação de professores devem incluir LIBRAS como disciplina curricular. Sobre o processo desta Língua como disciplina, o Art. 3° determina que:
Q53226
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
As pesquisas de Stokoe em American SignLanguage, ASL, constituíram-seno estatuto das línguas de sinais, consideradas línguas naturais desde então. Segundo Quadros e Karnop (2004), o pesquisador Stokoe apresentou um esquema linguístico estrutural para analisar a formação dos sinais e propôs a decomposição dos sinais na ASL em três principais aspectos, ou parâmetros, que não carregam significado isoladamente, a saber:
Q53225
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Os articuladores primários das línguas de sinais são as mãos, que se movimentam no espaço em frente ao corpo e articulam sinais em determinadas locações nesse espaço. Um sinal pode ser articulado com uma ou duas mãos. Um mesmo sinal pode ser articulado tanto com a mão direita quanto com a esquerda; tal mudança, portanto, não é distintiva. Sinais articulados com uma mão são produzidos pela mão dominante (tipicamente direita para destros e a esquerda para canhotos), sendo que sinais articulados com as duas mãos também ocorrem e apresentam restrições em relação ao tipo de interação entre as mãos. (Quadros e Karnopp, 2004, p. 51).
No que se refere ao ponto de articulação (PA), alguns sinais são articulados no espaço diante do corpo, chamado de neutro ou os que se aproximam de uma determinada região do corpo. No sinal de difícil, e, triste tem-se respectivamente:
Q53219
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Um marco importante na educação de surdos e que vai modificar um percurso anterior, que teve a ver com a realização, em 1880, do Congresso Internacional de Educadores de Surdos, em Milão. Este encontro foi, segundo Lane (1997: 110), “ardilosamente arranjado para produzir o efeito desejado” e nessa medida, proibiram os educadores Surdos de participar (embora um tenha conseguido entrar) e os congressistas foram maioritariamente italianos e franceses.
Nesta mudança, estabeleceu-se a: