Questões de Concursos Públicos - IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
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Q47362
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Philippe Perrenoud nos diz:
A avaliação é uma operação intelectual que tenta situar um indivíduo em um universo de
atributos quantitativos ou qualitativos. Diz respeito à epistemologia e à metodologia da
“medida”.
Isso não deveria nos fazer esquecer que a avaliação é sempre muito mais do que uma “medida”.
É uma representação, construída, do valor escolar ou intelectual. Inscreve-se em uma relação
social específica que une avaliador e avaliado(s); o que equivale a dizer que não se pode
abstrair o conjunto dos vínculos que existem. Equivale, também, a dizer que a avaliação deve
ser concebida como um “jogo estratégico” entre agentes que têm interesses distintos, às vezes
até opostos. A avaliação pode contrariar os projetos do aluno ou as ambições de sua família.
Uma coisa é certa: a avaliação faz parte de uma negociação entre família e escola, na qual os
professores e orientadores não são neutros.
Pensando o processo de avaliação em música a partir das reflexões de Perrenoud, assinale a
alternativa INCORRETA.
Q47361
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Tomando como premissa que em uma situação de ensino-aprendizagem de música deve-se
vivenciar o fenômeno musical para depois elaborar a representação do vivenciado,
primeiramente deve-se conduzir os alunos a:
Q47360
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Texto 1:
Keith Swanwick propõe na sua obra que o educar musical seja desenvolvido equilibrando os
aspectos da: técnica, execução, composição, literatura e de apreciação.
Texto 2:
A notação musical braille sempre esteve à margem do ensino musical, ou pela falta de
profissionais que dominam essa escrita para ensinar seus alunos, ou por acomodação do próprio
deficiente, que muitas vezes prefere trabalhar somente com o „ouvido‟, não dando importância
à representação gráfica dos sons.
A opção que indica como compatibilizar a proposta de Keith Swanwick no texto 1,
considerando as dificuldades apresentadas no texto 2, é:
Q47359
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A partir da leitura do Artigo 26-A da Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional:
“Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e
privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1.º O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história
e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos
étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos
indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da
sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política,
pertinentes à história do Brasil.”
De acordo com a Lei nº. 11.645 de 10 de março de 2008, que inclui no currículo oficial da rede
de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”, as
áreas de educação artística, literatura e história brasileiras devem:
Q47358
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O padrão rítmico representado na partitura é típico do samba e comumente realizado por um
instrumento musical percussivo denominado
Q47357
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“(...) a música somente é traduzível por ela mesma, sendo a linguagem que por excelência
obtém transcender a oposição entre o sensível e o inteligível.”
Claude Lévi-Strauss.
Considerando esse contexto, avalie as seguintes asserções e as relações propostas entre elas:
I - Para o pensamento antropológico de Claude Lévi-Strauss a música oferece possibilidades de
interpretação da cultura.
PORQUE
II –Mito e música estabelecem relações de similaridade e contiguidade, assim como para
compreender uma música devemos considerar a totalidade dos eventos da partitura, precisamos
considerar a totalidade dos acontecimentos míticos mesmo que estejam distantes no espaço-tempo.
Baseado nas proposições I e II, podemos afirmar que as asserções:
Q47356
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Voltando à questão do logos, pode-se ainda dizer que este – de maneira análoga à mousiké –
também é ouvido primeiramente como totalidade (ou sentido), como manifestação abrupta e
insistente, que não depende de interpretações para avalizá-lo. Daí o entrelaçamento dos
conceitos e seus respectivos atributos, colocando-os praticamente como sinônimos,
indiferenciados em sua generalidade.
Portanto, é essa singularidade que confere à mousiké sua equivalência com o logos. Não fora
mero acaso que a música se tornasse a base da cultura geral grega e, em certo sentido, o que
distinguisse o homem culto do inculto. Se não houvesse tal singularidade, ela não teria
alcançado esse patamar, tampouco seria uma das bases do paideuma grego.
Lia Tomás.
O texto aponta para uma relação entre logos e mousiké em que se coloca uma compertinência
necessária entre ambas, porque:
Q47355
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“Na vida pessoal, há um contexto importante, o suficiente para merecer consideração
específica, que é o do meio ambiente, corpo e saúde. Condutas ambientalistas responsáveis
subentendem um protagonismo forte no presente, no meio ambiente imediato da escola, da
vizinhança, do lugar onde se vive. Para desenvolvê-las é importante que os conhecimentos das
Ciências, da Matemática e das Linguagens sejam relevantes na compreensão das questões
ambientais mais próximas e estimulem a ação para resolvê-las.”
A partir da leitura do fragmento dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio pode-se propor uma atividade musical que integre questões ambientais e exija uma conduta
protagonista do aluno, utilizando:
Q47354
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- Acaso não existem três formas de cama? Uma que é a forma natural, e da qual diremos, segundo entendo, que Deus a confeccionou. Ou que outro Ser poderia fazê-lo? - Nenhum outro, imagino. - Outra, a que executou o marceneiro. - Outra, feita pelo pintor. Ou não? - Sim. - Logo, pintor, marceneiro, Deus, esses três seres presidem aos tipos de cama. PLATÃO. A república. São Paulo: Martin Claret, 2000: 295. (adaptado) No diálogo do Livro X de “A República”, o autor discorre sobre o processo mimético, ou seja,
a relação imitativa entre as formas naturais e poéticas. A partir da reflexão do fragmento
platônico, música e músico estariam:
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Ainda sobre o diálogo platônico, podemos pensar que o grau mais elevado de verdade
(alétheia) estaria:
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