Questões de Concursos Públicos - EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Resolva questões gratuitas da EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História. Banco com 15 perguntas de concursos. Prepare-se com simulados e estatísticas de acerto.
Q151486
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Para José Carlos Reis (2019), o debate
epistemológico-metodológico e teórico-metodológico assumiu contornos diferenciados na
cultura histórica, em alguns momentos esse debate
foi quase irrelevante. Considerando essa afirmação,
é correto afirmar que o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico entre os
Historiadores do positivismo/empirismo histórico é
caracterizado por:
1. Um debate teórico-metodológico que liga e
aproxima o historiador do que deve realmente
interessá-lo: os fatos, as fontes, a realidade
do passado. Para eles, o historiador-teórico não
poderia pretender ser um historiador, uma vez
que, abandonou o canteiro de obras da história,
os arquivos, os museus, as fontes primárias, e ao
pesquisar somente em bibliotecas, restringindo-se às obras impressas, tornou-se um filósofo, um
literato, um ficcionista.
2. Uma historiografia empirista que se apoia sobre
uma memória arquivada, sobre inscrições, sobre
marcas exteriores, para proteger-se da
contiguidade com a imaginação/ficção. O seu
ponto de vista é objetivante: a lembrança é de
uma experiência vivida localizada e datada. O
testemunho diz: “eu estava lá, eu presenciei,
eu vi”. O arquivo está lá, é um depósito, que
reconhece, conserva e classifica a massa
documental para consulta.
3. Pela data, que é um dado do tempo calendário,
um sistema de datas extrínseco aos eventos.
Pois, todo evento se inscreve neste espaço-tempo exterior: local/data. O historiador que se
equivocar em relação ao local e à data do evento,
estará mergulhado na imaginação, no mito, na
fábula. A organização cronológica, a sucessão
rigorosa dos momentos que constituem um
evento e dos eventos entre si, não pode ser
visível em uma documentação objetiva, sem
antes ser interiorizada.
4. Uma atitude crítica, que reúne credulidade e
ceticismo. A atitude crítica, primeiro, é crédula,
deve receber a informação, acolher o
documento; depois, cética, deve duvidar,
desconfiar, suspeitar, e processá-lo, elaborá-lo.
A confiança no documento não deve ser fundada na declaração de intenção do próprio
documento, mas construída pela dúvida
metódica do historiador.
5. Uma historiografia que busca a verdade
exterior, objetiva, o seu conteúdo são os
testemunhos e as provas do passado. O
testemunho ocular declara que esteve presente e
pede que acreditem nele, é interrogado e
avaliado, confrontado com outros, e só passará a
valer se for aceito. Então, ele se torna um dado
estável, reiterável, que pode ser reaberto e
reavaliado por qualquer um. Ele se torna uma
memória arquivada.
Estão CORRETAS:
Q151485
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
“O historiador François Hartog (2013), elaborou
o conceito de “Regime de historicidades”, para
nomear como as maneiras como dadas sociedades
em dados momentos perceberam, pensaram e se
relacionaram com o tempo, para indicar como
elaboraram e articularam, através de suas
narrativas, as categorias de passado, presente e
futuro, para descrever como um dado indivíduo ou
grupamento humano se instaurou e se desenvolveu
no tempo”.
Sobre esse conceito de Regime de Historicidades
de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que:
Q151484
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Sociedade e Comportamento
Segundo Carmo (1997, p.15), "podemos definir
trabalho como toda atividade realizada pelo homem
civilizado que transforma a natureza pela
inteligência. Há mediação entre o homem e a
natureza: domando-a ele o seu desejo, visa a extrair
dela sua subsistência". Neste conceito, o homem é
um agente de transformação, e o trabalho a sua
obra. A subsistência seria o objetivo e o fim da sua
intervenção.
Sobre a relação Trabalho e sociedade na História
podemos afirmar que:
1. Nas sociedades primitivas o homem começou a
explorar a terra, a ter domínio sobre os animais
que utilizará para corte ou tração, a caçar e a
pescar, já vivendo em pequenas tribos, o trabalho
passou a exigir a participação de todos, e o seu
produto, a ser visto como um bem comum. O
trabalho passou a organizar a vida da tribo, que
sistematizou as forças produtivas, utilizou sua
energia e tempos livres para a criação de novos
instrumentos e o planejamento da produção.
Ainda que primitivamente, o homem construiu a
noção de períodos, uma divisão entre o tempo
destinado ao trabalho e ao lazer.
2. Na idade média, o trabalho se organizou segundo
o modelo de produção feudal, a ênfase do trabalho
recaiu na expiação dos pecados e no combate à
fraqueza da carne. Nesse modelo as relações
sociais caracterizaram-se por rígida hierarquia
entre os senhores, proprietários das terras, e os
servos, aqueles que as cultivavam. A esses
últimos cabia, em troca do trabalho, apenas a parte
da produção necessária à subsistência familiar. Os
servos deviam obediência aos senhores, mas,
diferentemente dos escravos, possuíam direito à vida e proteção dos senhores em caso de guerra.
À igreja, que detinha o saber competia à
manutenção dos princípios de obediência que
regulavam essas relações.
3. No período da revolução industrial, houve o
aniquilamento das manufaturas e um
deslocamento dos operários para as grandes
indústrias, onde desempenharam tarefas rotineiras
e mecânicas. A produção em larga escala, por sua
vez, provocou a alienação do operário do sentido
do seu trabalho. Sendo ele uma "peça da
engrenagem", tendo sua participação restrita a
uma limitada etapa do processo produtivo, o
operário não reconhece no conjunto da produção
o seu trabalho, não sabe quem é o consumidor do
seu produto, bem como não participa das decisões
referentes ao processo de produção. Na revolução
industrial o operário se constituía uma "peça da
engrenagem".
4. Na atualidade, a característica do trabalho é a sua
inquestionável necessidade e importância, a ponto
de identificar o homem. Para Marx a essência do
ser humano está no trabalho. O que os homens
produzem é o que eles são. O homem é o que ele
faz. O homem se vê humano enquanto ser
produtivo, enquanto vinculado a um ofício e
possuidor de uma identidade profissional. O
trabalho lhe confere dignidade, estabilidade,
status e vínculo. O trabalho se confunde com o
cotidiano e representa uma saída para controle da
intimidade espiritual, na medida em que
estabelece identidade e complementariedade com
o coletivo social.
5. Na modernidade, o trabalho apresenta
propriedades extrínsecas e intrínsecas . Nas
condições referentes ao emprego: um salário justo
e aceitável; estabilidade; vantagens apropriadas;
saúde; processos adequados. Nas condições do
trabalho em si são elencados: variedade e desafio;
aprendizagem contínua; margem de manobra,
autonomia; reconhecimento e apoio; contribuição
social que faz sentido; um futuro desejável. Em
seus aspectos dão conta de um valor social do
trabalho, da atribuição de valor ao que se faz da
possibilidade de aprendizagem e criação, do
desafio e de uma perspectiva de futuro atraente.
Estão CORRETAS:
Q151483
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Da ideia de mestiçagem introduzida no Brasil,
apreende-se como a transformação desse conceito
na ideologia de Estado, auxiliará na construção do
Estado nacional a partir dos anos 30. Trata-se de
uma visão de mundo que reinventa o país, na
medida em que revela a possibilidade de
convivência dos diferentes grupos socioculturais
então residentes dentro das fronteiras político-geográficas da nação brasileira. Deve-se lembrar
que até as primeiras décadas do século XX, uma
questão polarizou o debate político brasileiro, a
saber, até que ponto seria possível constituir uma
nação unitária e progressista nos trópicos, partindo-se de grupos populacionais tão heterogêneos
quanto ex-escravos e seus descendentes, os
diversos povos indígenas, imigrantes de diferentes
origens e “mestiços” de todos os tons. Sobre a ideia de mestiçagem, que foi construída ao
longo da História do Brasil como discurso do
Estado é CORRETO afirma que:
1. Os negros possuíam uma consciência
subdesenvolvida, não estando em condições de
assumir todos os direitos e deveres que cabiam
aos demais cidadãos. Nesse sentido, o primeiro
código penal republicano, ao não distinguir os
cidadãos conforme a cor de sua pele, tornou-se
alvo da dura critica. O determinismo biológico
foi o componente fundante para uma leitura de
cidadania que não previa o cruzamento entre
raças no início do século XIX, que
irremediavelmente seria a degradação da “raça
brasileira”.
2. A desigualdade e os problemas sociais,
historicamente construídos, como o subjugo de
determinados grupos como mulheres ou negros,
são como constitutivas de uma essência brasileira,
infensas à possibilidade de transformação. Supõe-se uma cultura unificada como fundamento da
nação, em que restam limitados os espaços para a
expressão de novas formas culturais, como
aquelas trazidas pelos imigrantes que chegam ao país a partir da segunda metade do século XIX e
incorporadas a ideia de nação brasileira.
3. A intervenção estatal no campo da cultura baseou-se em um conceito essencialista de brasilidade,
através do qual algumas formas culturais foram
promovidas, enquanto outras manifestações,
igualmente existentes, foram sistematicamente
desconsideradas. Brasilidade se apresentou como
uma identidade mestiça não étnica, capaz de
assimilar todas as outras representações étnicas. A
ideia de raça foi desqualificada enquanto
instrumento dos discursos políticos depois de
1930 e assim se constituiu o mito da democracia
racial, componente indispensável da ideologia da
mestiçagem.
4. A partir dos anos 70 o conceito raça através, da
influência da discussão norte-americana, ganhou
renovada importância política no Brasil,
funcionado como instrumento de ruptura da
homogeneidade construída, simbolicamente, pela
política da mestiçagem, como se tratasse de
dissociar os grupos socioculturais fundidos na
simbologia da nação mestiça. Assim, o conceito
raça se transformou em instrumento de
mobilização política, em construção discursiva e
que deve fazer dos diferentes estratos
populacionais afrodescendentes – do ponto de
vista social e cultural tão diverso entre si – um
coletivo político.
5. O discurso da mestiçagem como etapa transitória
no processo de branqueamento constitui peça
central da ideologia racial brasileira e acrescenta
que a população negra no Brasil representa, do
ponto de visita da elite pensante, uma ameaça ao
futuro da raça e da civilização branca no país. Para
essa elite, o discurso da mestiçagem contém um
ideal implícito de homogeneidade que não
contempla a existência da população negra, o que
o leva a falar de etnocídio e da construção de uma
ideologia de mestiçagem que parte das
organizações étnicas formadoras da sociedade
brasileira para permitir sua aceitação. Estão CORRETAS:
Q151482
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Política Nacional
Os anos de 1980 se constituíram como um marco
importante na história recente do Brasil, tendo em
vista o complexo processo de transição para a
democracia, após quase três décadas de ditadura
civil-militar, onde ocorreram importantes
transformações, no que concerne à ocidentalização
da sociedade brasileira. Entre as lutas pela
democracia empreendidas por movimentos sociais
e grupos progressistas que almejavam a
universalização de direitos de cidadania e bem-estar social, povoaram também nessa sociedade
civil – cada vez mais complexa e ocidentalizada –
uma multiplicidade de organizações da classe
dominante, que nos remete a sua necessidade de
rearticular suas estratégias de acumulação e,
principalmente, sua relação com a ossatura do
Estado.
Ao considerarmos as estratégias de rearticulação
da classe dominante no Brasil e suas estratégias de
acumulação, é CORRETO afirmar que:
1. Foi nos anos de 1990 que esse processo se
intensificou e se consolidou, onde as bandeiras
burguesas da economia de mercado lançadas na
década anterior empunhadas por uma
multiplicidade de aparelhos privados de
hegemonia, começaram a ser operacionalizadas
em um programa de reformas com vistas à
reconfigurar a papel do Estado e a torná-lo
“eficiente”. Este acesso deve ser entendido de
modo que compreendamos que as classes
dominantes necessitam de uma permanente
atualização das formas de expropriação social,
onde a estrutura institucional do Estado, deve
ser sempre reorientada no sentido de
funcionalizar a dominação de classe.
2. O discurso de reformas para o mercado e de
acordo com a cartilha do Consenso de
Washington, determinou que apenas alguns
poucos países latino-americanos deveriam se
engajar neste processo de reconfiguração da
ordem econômica que garantiria sua inserção no
“novo mundo globalizado” e seriam tão mais
bem-sucedidos, quanto maior o grau de abertura
das economias e a desregulamentação dos
mercados. Os organismos internacionais
lançam mão de novas estratégias de ação, tanto
na condução da política econômica quanto na
conformação social dos países. As novas funções do Estado envolveram desde a gestão
das pequenas reformas para implantar as
grandes reformas até a formulação de uma nova
conformação social.
3. As orientações internacionais do capitalismo,
amparadas nas premissas da globalização e
reestruturação produtiva, levou a burguesia
brasileira, nessa reconstrução das regras do jogo
democrático, a defender de forma mais aberta e
articulada o seu modelo de sociedade fundada
nos valores da economia de mercado e da
meritocracia. Temos a organização da burguesia
brasileira em defesa de seus interesses imediatos
de ampliação da acumulação e da defesa de sua
concepção de mundo – o que implicou em
articulações, cisões e conflitos intra-classe,
denotando a complexidade dessas relações de
poder – e, conjuntamente, suas pretensões de se
internacionalizar no plano estrutural do
capitalismo mundializado.
4. Em seu conjunto, a organização da burguesia
brasileira evidencia a redução da arena de
batalhas, com poucas organizações que
denotam a expansão do empresariamento nas
mais diversas áreas de atuação pública. No
interior dessas organizações, temos a
constituição de entidades que atuam na
conversão de lutas, assim como em uma espécie
de organização de nichos de mercado que,
acabam por desmantelar certas conquistas
populares e converter essas atividades em
formas de obtenção de lucro, com velhos
arranjos nos padrões de sociabilidade, que
foram construindo desde os anos 80 e se
consolida na década de 90.
5. A reconstrução do sistema político se deu através
de acomodações e do entrelaçamento de práticas
e estruturas novas e antigas, combinação esta
que estruturou as opções e estratégias seguidas
pelos principais atores do processo político e da
classe dominante. Ainda que consideremos os
avanços democráticos conquistados, os quais
são, em grande medida, o produto da dinâmica
política introduzida pelo próprio processo de
democratização, as extremas desigualdades
sociais são um fator que constrange a
consolidação da democracia, especialmente no
que se refere a efetiva participação política de
todos os cidadãos
Estão CORRETAS:
Q151481
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Legislação da Educação
Segundo o artigo 60 do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal, até o 14º (décimo quarto) ano a partir da
promulgação da Emenda Constitucional nº 53 de
2006, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios destinarão parte dos recursos a que se
refere o caput do art. 212 da Constituição Federal à
manutenção e ao desenvolvimento da educação
básica e à remuneração condigna dos trabalhadores
da educação. Referida distribuição se dá a partir do
FUNDEB – Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de
Valorização dos Profissionais da Educação,
regulamentado pela Lei n° 11.494/2007.
Sobre o FUNDEB, cuja validade foi até o ano de
2020, é CORRETO afirmar que:
1. O FUNDEB, em sua natureza contábil, é pensado
como sendo dos Estados e do Distrito Federal,
pelo fato da arrecadação e distribuição dos
recursos que o formam serem realizadas pela
União e pelos Estados, com a participação dos
agentes financeiros do Fundo e, em decorrência
dos créditos dos seus recursos serem realizados
automaticamente em favor dos Estados de forma
igualitária, com base no nº de alunos.
2. Os Fundos, no âmbito de cada Estado e do
Distrito Federal, são compostos por 40%
(quarenta por cento) do imposto sobre a
propriedade de veículos automotores previsto no
inciso III do caput do art. 155 combinado com o
inciso III do caput do art. 158 da Constituição
Federal e 20% a partir de 2008 Imposto sobre
Produtos Industrializados, proporcional às
exportações – IPIexp de contribuição do Distrito
Federal.
3. É vedada a utilização dos recursos oriundos da
arrecadação da contribuição social do salário-educação a que se refere o § 5º do art. 212 da
Constituição Federal na complementação da
União aos Fundos e dos programas
suplementares de alimentação e assistência à
saúde previstos no art. 208, VII, serão
financiados com recursos provenientes de
contribuições sociais e outros recursos
orçamentários a que se refere o § 4º do art. 212
da Constituição Federal.
4. A partir de 1º de março de 2007, a distribuição
dos recursos do FUNDEB foi realizada com
base nos coeficientes de participação definidos
para o novo Fundo, na forma prevista na MP nº
339/06, convertida na Lei 11.494, de 20 de junho
de 2007. No mês de abril de 2007 foi realizado
o ajuste da distribuição dos recursos referentes
aos meses de janeiro e fevereiro de 2007,
acertando os valores repassados com base na
sistemática do FUNDEB.
5. Os recursos do FUNDEB destinam-se ao
financiamento de ações de manutenção e
desenvolvimento da educação básica pública,
independentemente da modalidade em que o
ensino é oferecido, da sua duração, da idade dos
alunos, do turno de atendimento e da localização
da escola, levando-se em consideração os
respectivos âmbitos de atuação prioritária (art.
211 da Constituição Federal).
Estão CORRETAS:
Q151480
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Temas Educacionais Pedagógicos
Considere as charges e a afirmação sobre o ensino
de História e os PCNs abaixo e responda:
Na intenção de compreender o ensino de História
na proposta dos PCNs, o desafio se configura por
entender as características do saber histórico
escolar presente no cotidiano e o seu processo de
criação, levando em consideração os diversos
aspectos presentes na sociedade, os saberes
presentes na escola e também as suas
representações nos(as) alunos (as).
Sobre o ensino de história e sua relação com a
aprendizagem dos alunos, é CORRETO afirmar
que:
1. O professor deve identificar a apreensão de
conteúdos, noções, conceitos, procedimentos e
atitudes como conquistas dos estudantes,
comparando o antes, o durante e o depois. A avaliação não deve mensurar simplesmente
fatos ou conceitos assimilados. Deve ter um
caráter diagnóstico e possibilitar ao educador
avaliar o seu próprio desempenho como
docente, refletindo sobre as intervenções
didáticas e outras possibilidades de como atuar
no processo de aprendizagem dos alunos.
2. Nas charges fica enunciado que o ensino de
História deve também pautar a defesa de uma
educação como meio de formar e preparar o (a)
aluno (a) para o exercício crítico e consciente da
cidadania, relacionada sobretudo, com as
questões da participação política no Estado e dos
direitos sociais, para enfrentar a questão em uma
espécie de agenda da cidadania para o século
XXI e de fomentação da consciência histórica.
3. Os Parâmetros Curriculares Nacionais de
História destacam que os currículos escolares
apontam para a importância social do ensino de
História de modo a postular os posicionamento
individuais dos educandos como construção da
identidade, sendo esta entendida como a
formação do cidadão patriótico, do homem
civilizado ou da pessoa ajustada ao seu meio.
Isto é, caberia à História desenvolver no aluno a
sua identidade com a pátria, com o mundo
civilizado ou com o país do trabalho e do
desenvolvimento.
4. O ensino de História procura desenvolver uma
educação e um ensino voltados para uma
formação pautada pela cidadania, o PCN de
História destaca que o ensino da disciplina deve
fazer escolhas pedagógicas capazes de
possibilitar ao aluno refletir sobre seus valores e
suas práticas cotidianas e relacioná-los com
problemáticas históricas inerentes ao seu grupo
de convívio, à sua localidade, à sua região e à
sociedade nacional e mundial.
5. As charges reforçam o que formula os PCNs de
História, quando da formação dos alunos (as),
ou seja, a formação e constituição do (a) cidadão
(ã) considerado crítico e consciente da realidade
vivenciada, para que os estudante possa
conhecer as problemáticas e os anseios
individuais, de classes e de grupos - local,
regional, nacional e internacional – a partir da
suas conjunturas individuais para que projetem
a cidadania como prática e ideal, conhecendo as
conceituações históricas delineadas por
estudiosos do tema em diferentes épocas.
Estão CORRETAS:
Q151479
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Questões Sociais
Leia a tirinha abaixo:
Sobre o racismo e o preconceito na história do
Brasil é CORRETO afirmar que:
1. As teorias racistas largamente difundidas na
sociedade brasileira e o projeto de
branqueamento vigoraram até os anos 30 do
século XX, quando foram substituídos pela
chamada ideologia da democracia racial,
entretanto, nesse novo contexto, a valorização
da miscigenação e do mulato continuaram
propiciando a disseminação de um ideal de
branqueamento como projeto pessoal e social.
2. Em um contexto de grande força do pensamento
autoritário, o processo de construção social do
Brasil ganhou expressão máxima na obra de
Francisco Campos, de Oliveira Vianna e da
geração de intelectuais autoritários dos anos 20,
e o diagnóstico de um país marcado pela
desorganização social reforçou a busca de uma
concepção de nação que afirmasse a unidade do
povo em torno de um conjunto integrado e harmonioso, no qual a questão racial foi
sistematicamente negada.
3. A elite colonial brasileira organizou um sistema
de discriminação legal e uma ideologia racista
que justificasse as diferentes posições sociais
dos grupos raciais, ela compartilhava do
conjunto de estereótipos de preconceitos
negativos em relação ao negro em que amparava
sua visão hierárquica de sociedade, por sua vez,
o elemento branco era dotado de uma
positividade que se acentuava quanto mais
próximo estivesse da cultura europeia.
4. O conceito de democracia racial forneceu uma
nova chave interpretativa para a realidade
brasileira, com o progressivo desaparecimento
do discurso racista e preconceituoso, dando
lugar a ideia de cultura como projeto nacional de
valorização do povo brasileiro pela formação da
nação que ultrapassou e fundiu os grupos raciais
presentes em sua formação pelo nascimento de
uma nação integrada, mesmo que heterogênea.
5. O desafio de construir de uma sociedade com
políticas públicas beneficiem, de forma geral e
abrangente, o conjunto da população está
diretamente associado ao enfrentamento da
questão racial, que perpassa o tecido social e as
relações sociais que, de modo geral, estruturam
o cotidiano, reafirmando patamares
surpreendentes de desigualdade, pois a negação
da existência de um problema racial parece ser o
sustentáculo do processo de reprodução das
desigualdades sociais no país.
Estão CORRETAS:
Q151478
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Legislação da Educação
Considere a afirmação abaixo:
A partir do marco temporal de 2003, momento de
conquista social decorrente das lutas dos
movimentos negros em nosso país, instauraram-se
novas políticas públicas que atingiram diretamente
a pesquisa, o ensino e a extensão no campo da
História e do Ensino de História. Estamos citando
a Lei 10.639/03 que criou o artigo 26A da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
(LDBEN), responsável por trazer ao debate
público, via educação escolar, as práticas do
racismo, do preconceito e da discriminação; o
parecer do Conselho Nacional de Educação
CNE/CP n. 003/2004 de 10 de março de 2004 que
instituiu as Diretrizes curriculares nacionais para a
educação das relações étnico-raciais e para o ensino
de História e Cultura Afrobrasileira e Africana e a
Lei n. 11.645 de 10 de Março de 2008.
Sobre o que diz a Lei 11.645/2008 é CORRETO
afirmar que:
Q151477
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Pedagogia
Assunto: Temas Educacionais Pedagógicos
Sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais
Terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental:
História, é CORRETO afirmar que:
« Anterior
Próximo »
Showing 1 to 10 of 15 results
1
2