Q90714
COMPERVE - 2017 - IF-RN - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Considere o excerto abaixo:
"[...] no convívio com os surdos, o abade L’Epée percebe que os gestos cumpriam as mesmas
funções das línguas faladas e, portanto, permitiam uma comunicação efetiva entre eles. E
assim inicia-se o processo de reconhecimento da Língua de Sinais. Não apenas em
discursos, mas em práticas metodológicas desenvolvidas por ele [...]. Além disso, para o
abade, os sons articulados não eram o essencial na educação de surdos, mas sim a
possibilidade que tinham de aprender a ler e a escrever através da Língua de Sinais, pois
essa era a forma natural que possuíam para expressar suas ideias. A língua utilizada no
processo educativo era a de sinais. É interessante realçar que, nessa época, a educação de
surdos tinha os mesmos objetivos que a educação dos ouvintes, ou seja, o acesso à leitura.
Para o abade, a comunicação em sala de aula se efetivava graças ao domínio que ambos,
professores e alunos, tinham da Língua de Sinais. Portanto, não se justificava poucos alunos
surdos nesse espaço, mas sim classes com a mesma arquitetura das escolas públicas para
ouvintes." (SILVA, 2006, p. 23).
QUADROS, Ronice Müller de. (Org.). Estudos surdos I. Petrópolis: Arara Azul, 2006. p. 14-37. (Série Pesquisas).
Nesse excerto, há descrição de fatos decorrentes da
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