Q193738
UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Assistente em Administração
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi palco das comemorações do centenário da Independência
do Brasil. Tornou-se guardião de nossa tradição histórica desde 1838, quando se iniciaram as atividades
voltadas para sedimentar o corpo da memória nacional. O instituto procurava estabelecer um laço de
continuidade entre a história do Brasil e a história europeia, fixando, dessa maneira, o Brasil na tradição
civilizatória europeia. A partir da memória escrita por Von Martius, o IHGB inicia a obra de coligir, organizar e
interpretar a marcha dos acontecimentos históricos brasileiros com base no estudo das três raças formadoras
da nacionalidade. Entretanto, nota-se um visível empenho em aprofundar o estudo da atuação dos portugueses
no período colonial. Em relação aos indígenas, abre-se uma polêmica acerca da sua identificação como
portadores da identidade nacional. Varhagen critica largamente tal pretensão, presente sobretudo nos
escritores românticos. Para o instituto, o indígena deveria ser tomado como objeto de pesquisa histórica e
etnográfica, atestando a superioridade da raça branca e mesmo sugerindo o seu aproveitamento como mãode-obra. Quanto aos negros, pouco havia a pesquisar. Lamentavam-se, como em quase todos os discursos
ilustrados à época, os males oriundos da escravidão, delineando, sob o signo da ausência, a participação do
negro em nossa história. SANDES, Noé Freire. A invenção da Nação: entre a Monarquia e a República. Goiânia: Editora UFG, 2000. p. 81. [Fragmento adaptado]. Os termos negritados promovem, no texto, EXCETO, o efeito de
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