Q171874
INEP - 2022 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2022/1
Um homem com 48 anos de idade, tabagista, em tratamento
irregular de hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e
dislipidemia, é admitido na unidade de emergência de hospital
de pequeno município do interior, com quadro de dor torácica
de forte intensidade, tipicamente anginosa, associada a
diaforese, náuseas e vômitos. Segundo informa, o quadro
álgico tem cerca de 4 horas de evolução, não tendo procurado
antes a unidade de saúde por receio de contaminação devido à
pandemia em curso. O exame físico dirigido revela um paciente
em moderado desconforto agudo, ansioso, com pressão
arterial (PA) de 102 x 70 mmHg, frequência cardíaca de 102
batimentos por minuto, levemente taquipneico, frequência
respiratória de 22 incursões respiratórias por minuto. Na
ausculta cardíaca, revelam−se uma 4
a bulha e um sopro sistólico
suave na ponta, estando os pulmões limpos. É realizado, então,
um eletrocardiograma (ECG) nos primeiros 10 minutos de
atendimento, que mostra a presença de um supradesnível do
segmento ST superior a 2 mm nas derivações D2, D3, aVF e V1,
além de infradesnível de ST de 3 mm nas derivações V2 a V4,
nas quais são observadas ondas R aumentadas e ondas
T positivas proeminentes. São administrados nitrato sublingual
e ácido acetilsalicílico (AAS), além de ser solicitada a infusão
de tenecteplase intravenosa em bolus, uma vez que não há
serviço de hemodinâmica na região. Enquanto é providenciada
a elaboração do trombolítico, o paciente refere piora dos
sintomas, sendo verificado que ele se encontra ainda mais
pálido e hipotenso (PA: 80 x 46 mmHg), a despeito de sua
ausculta pulmonar manter−se sem ruídos adventícios.
Considerando os dados relatados, a melhor explicação para a
piora clínica do paciente logo após a instituição da abordagem
inicial é
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