Questões de Concursos Públicos - Música
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Q47372
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
Frère Jacques Frère Jacques Frère Jacques Dormez-vous? Dormez-vous? Sonnez le matines! Sonnez le matines! Ding, Ding, Dong! Ding, Ding, Dong!
A canção “Frère Jacques” apresenta no arranjo escrito da partitura uma textura:
Q47371
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
“Existem algumas discussões a respeito da “escala blue” e sua harmonia. Sua melhor definição
é, provavelmente, a que a descreve como uma adaptação das escalas europeias às africanas,
ainda que muitos blues primitivos e a linha vocal de muitos clássicos sejam quase que
puramente africana; pois é mais fácil cantar tais canções como um quarto de tom do que tocá-la
em alguns instrumentos europeus. A maneira mais simples de reconhecer sua escala é através
do uso das blue notes, as terceiras e sétimas (aproximadamente) abemoladas na melodia, mas
não na harmonia, que é europeia. O conflito entre as duas coisas produz os efeitos
característicos do blues”.
HOBSBAWM. E. J. História social do jazz. Paz e Terra: São Paulo, 2009.
O uso da escala mixolídia na música brasileira é frequente, a sétima abaixada ou abemolada é
comum nos gêneros típicos do nordeste, a síntese do conflito entre as matrizes africanas e
europeias geraram um efeito similar à ocorrência das blue notes em:
Q47370
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
“? E o que foi feito da segunda sinfonia de Penderecki?
• Você comete um erro ao estabelecer limites muito rígidos. […] Os limites não são claros. É como um dia que começa com um tempo horrível e termina ensolarado. Não se pode precisar quando fez bom ou mau tempo. Para começar, não se tem certeza de que esteja bom ou ruim. Depois, as nuvens começam a clarear. Mas estariam os limites entre bom e ruim às cinco e dez ou às cinco e quinze? Seria a nuvem Penderecki um resquício do mal tempo ou já anuncia a cor menos sombria do tempo bom? ? O pomo é um fenômeno universal? […]
• Ele é uma fase do decorrer artístico a partir da tradição euro-americana. E o pomo, usando de todos os meios, tenta opor-se à tendência uniformizante que nela existe. ? Fico imaginando uma expedição a recantos dos fins-do-mundo esbarrando num reclame do tipo “Drink Coca-Cola”.
• Beba Coca-Cola. Este é o título de uma obra muito gostosa de Gilberto Mendes. Um bom exemplo para ilustrar minha resposta. […] ? E agora você vai dizer que, em flagrante oposição ao modernismo, o pomo tenta não ser exatamente o mesmo na Rússia ou na Inglaterra, apenas como exemplo.
• Assim é. Dificilmente você poderá comparar Gilberto Mendes com Schnittke ou com John Taverner. Essas citações foram extraídas do ensaio “O Pequeno Pomo: ou a história da música do pós-modernismo”, escrito, no formato do diálogo socrático, pelo compositor e musicólogo belga Boudewijn Buckinx. Acerca deste tema e das personalidades que ele aborda, assinale a alternativa INCORRETA.
• Você comete um erro ao estabelecer limites muito rígidos. […] Os limites não são claros. É como um dia que começa com um tempo horrível e termina ensolarado. Não se pode precisar quando fez bom ou mau tempo. Para começar, não se tem certeza de que esteja bom ou ruim. Depois, as nuvens começam a clarear. Mas estariam os limites entre bom e ruim às cinco e dez ou às cinco e quinze? Seria a nuvem Penderecki um resquício do mal tempo ou já anuncia a cor menos sombria do tempo bom? ? O pomo é um fenômeno universal? […]
• Ele é uma fase do decorrer artístico a partir da tradição euro-americana. E o pomo, usando de todos os meios, tenta opor-se à tendência uniformizante que nela existe. ? Fico imaginando uma expedição a recantos dos fins-do-mundo esbarrando num reclame do tipo “Drink Coca-Cola”.
• Beba Coca-Cola. Este é o título de uma obra muito gostosa de Gilberto Mendes. Um bom exemplo para ilustrar minha resposta. […] ? E agora você vai dizer que, em flagrante oposição ao modernismo, o pomo tenta não ser exatamente o mesmo na Rússia ou na Inglaterra, apenas como exemplo.
• Assim é. Dificilmente você poderá comparar Gilberto Mendes com Schnittke ou com John Taverner. Essas citações foram extraídas do ensaio “O Pequeno Pomo: ou a história da música do pós-modernismo”, escrito, no formato do diálogo socrático, pelo compositor e musicólogo belga Boudewijn Buckinx. Acerca deste tema e das personalidades que ele aborda, assinale a alternativa INCORRETA.
Q47369
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
Observe a introdução da “Sonata para Violão” do compositor britânico Peter Maxwell Davies,
nascido em 1934. Assim como em diversas outras obras contemporâneas, as barras de
compasso são indicadas, mas as fórmulas de compasso não. Esta prática se tornou comum em
peças em que o compasso sempre varia de tamanho e de subdivisões internas. Indique a opção que representa respectiva e corretamente, os nove compassos iniciais da
sonata:
Q47367
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
Apesar de sempre citada como o exemplo perfeito da utilização do modomixolídio na música
brasileira; a famosa canção “Baião”, composta em 1946 por Luiz Gonzaga, encerra uma
complexidade harmônico-melódica bem maior, como se pode perceber pela observação da
partitura a seguir, que apresenta apenas a primeira estrofe do canto. Não obstante a mencionada complexidade, a música se encontra claramente no tom de Mi. O
que varia a todo o momento é o modo construído sobre esse Mi, configurando uma verdadeira
mistura modal. Essa é uma interpretação que vai diretamente contra o pragmatismo propagado
pela famosa instituição estadunidense Berklee College of Music, em que uma situação como a
apresentada por esta canção seria analisada de modo a considerar cada acorde, tendo em vista
que todos têm 7ª menor, como um caso de mixolídio ancorado em sua fundamental.
Assumindo, ao contrário, que o Mi nunca para de exercer sua força como polo principal de
atração, assinale a alternativa que mais precisamente lista os modos caracterizados por cada
acorde e o trecho melódico que lhe corresponde.
Q47365
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
“Chega de Saudade” é um dos clássicos do cancioneiro de Tom Jobim. Um trecho dessa música
se encontra na partitura a seguir, baseada nos Songbooks da Editora Lumiar dedicadas a esse
autor. A cifra indicada na versão 1 foi utilizada em edições mais antigas que a da versão 2, ou
seja, a editora, em ambas as épocas ainda coordenada por Almir Chediak, resolveu mudar a
harmonia desse compasso. Sobre os aspectos harmônico-melódicos não apenas desse compasso, mas de todo o trecho, é
correto afirmar que:
Q47364
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
Na Idade Média a Igreja Católica proibiu o uso de um determinado intervalo por considerá-lo
impróprio para a liturgia classificando-o como diabólico, este intervalo é justamente a metade
da “oitava musical”, que compreende a escala cromática com seus 12 semitons de Dó a Dó,
conforme representação gráfica na partitura acima. Se invertermos a nota aguda pela grave, e
vice-versa, teremos sempre a mesma relação intervalar, destacada pelas semínimas no segundo
compasso do gráfico, isto porque o intervalo é simétrico e daí seu nome indicar a quantidade de
três tons. O texto refere-se ao intervalo e sua quantidade de semitons:
Q47358
IF-RR - 2015 - IF-RR - Professor - Arte e Música
O padrão rítmico representado na partitura é típico do samba e comumente realizado por um
instrumento musical percussivo denominado
Q45922
CESPE / CEBRASPE - 2015 - FUB - Regente
A estrutura composicional conhecida como forme fixe foi
utilizada pelos compositores franco-flamengos na composição
de motetos durante toda a renascença.
Q45921
CESPE / CEBRASPE - 2015 - FUB - Regente
Na história da música do renascimento, as reformas propostas
para a música litúrgica pelo Concílio de Trento influenciaram
fortemente a chamada Escola Romana, cujo principal expoente
é Giovanni Pierluigi da Palestrina.