Questões de Concursos Públicos - História
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Q156690
FEPESE - 2021 - Prefeitura de Florianópolis - SC - Professor de História
Analise o texto abaixo.
O historiador Luiz Felipe de Alencastro escreveu um livro inovador sobre a colonização do Brasil intitulado O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul, no qual afirma que a colonização portuguesa criou um espaço econômico e social constituído por uma zona de produção ................, no litoral americano, e uma zona de reprodução de escravos, centrada em .................... Esse sistema bipolar ainda marca profundamente o Brasil contemporâneo.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Q156220
OMNI - 2021 - Prefeitura de Itamarati de Minas - MG - Auxiliar de Saúde Bucal
Sobre a história do município Itamarati de Minas- MG analise o excerto a seguir: O distrito de Itamarati consegue finalmente sua emancipação, separando-se de Cataguases e passando a município, com o nome de Itamarati de Minas. Este fato ocorreu no ano de:
Q156217
OMNI - 2021 - Prefeitura de Itamarati de Minas - MG - Auxiliar de Saúde Bucal
O movimento que inspirou a bandeira de Minas Gerais, símbolo maior do estado, surgiu com a intenção de romper as relações entre a colônia e a metrópole. O movimento reuniu proprietários rurais, intelectuais, clérigos e militares, numa conspiração que pretendia eliminar a dominação portuguesa e criar um país livre no Brasil, em 1789. Esse movimento recebeu o nome de
Q156103
Prefeitura de Gaspar - SC - 2021 - Prefeitura de Gaspar - SC - Professor de Filosofia
Ano: 2021
Órgão:
Prefeitura de Gaspar - SC
Banca:
Prefeitura de Gaspar - SC
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Segundo o Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC), no ano de 2018 o município de Gaspar gerou um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 3 bilhões de reais. O Painel da Meta 20, lançado em 2021 pelo TCE-SC, mostra que os Gastos com Educação deste município, em relação ao PIB, foram de aproximadamente 1,85%. Com base nestas informações, é correto afirmar que:
Q155438
GANZAROLI - 2021 - Prefeitura de Chapadão do Céu - GO - Professor Nível I - Letras (Português/Inglês)
“A Revolução de 30, embora sem raízes próprias em Goiás, teve uma significação profunda para o estado. É o marco de uma nova etapa histórica. Esta transformação não se operou imediatamente no campo social, mas no campo político. O governo passou a propor, como objetivo primordial, o desenvolvimento do estado”. (PALACÍN, Luis; MORAES, Maria Augusta de S. História de Goiás (1722 - 1972). 7ª ed. Goiânia: Editora Vieira; Editora da UCG, 2008, p. 149).
Sobre a Revolução de 30, em Goiás, não é CORRETO afirmar que:
Q151486
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Para José Carlos Reis (2019), o debate
epistemológico-metodológico e teórico-metodológico assumiu contornos diferenciados na
cultura histórica, em alguns momentos esse debate
foi quase irrelevante. Considerando essa afirmação,
é correto afirmar que o debate epistemológico-metodológico e teórico-metodológico entre os
Historiadores do positivismo/empirismo histórico é
caracterizado por:
1. Um debate teórico-metodológico que liga e
aproxima o historiador do que deve realmente
interessá-lo: os fatos, as fontes, a realidade
do passado. Para eles, o historiador-teórico não
poderia pretender ser um historiador, uma vez
que, abandonou o canteiro de obras da história,
os arquivos, os museus, as fontes primárias, e ao
pesquisar somente em bibliotecas, restringindo-se às obras impressas, tornou-se um filósofo, um
literato, um ficcionista.
2. Uma historiografia empirista que se apoia sobre
uma memória arquivada, sobre inscrições, sobre
marcas exteriores, para proteger-se da
contiguidade com a imaginação/ficção. O seu
ponto de vista é objetivante: a lembrança é de
uma experiência vivida localizada e datada. O
testemunho diz: “eu estava lá, eu presenciei,
eu vi”. O arquivo está lá, é um depósito, que
reconhece, conserva e classifica a massa
documental para consulta.
3. Pela data, que é um dado do tempo calendário,
um sistema de datas extrínseco aos eventos.
Pois, todo evento se inscreve neste espaço-tempo exterior: local/data. O historiador que se
equivocar em relação ao local e à data do evento,
estará mergulhado na imaginação, no mito, na
fábula. A organização cronológica, a sucessão
rigorosa dos momentos que constituem um
evento e dos eventos entre si, não pode ser
visível em uma documentação objetiva, sem
antes ser interiorizada.
4. Uma atitude crítica, que reúne credulidade e
ceticismo. A atitude crítica, primeiro, é crédula,
deve receber a informação, acolher o
documento; depois, cética, deve duvidar,
desconfiar, suspeitar, e processá-lo, elaborá-lo.
A confiança no documento não deve ser fundada na declaração de intenção do próprio
documento, mas construída pela dúvida
metódica do historiador.
5. Uma historiografia que busca a verdade
exterior, objetiva, o seu conteúdo são os
testemunhos e as provas do passado. O
testemunho ocular declara que esteve presente e
pede que acreditem nele, é interrogado e
avaliado, confrontado com outros, e só passará a
valer se for aceito. Então, ele se torna um dado
estável, reiterável, que pode ser reaberto e
reavaliado por qualquer um. Ele se torna uma
memória arquivada.
Estão CORRETAS:
Q151485
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
“O historiador François Hartog (2013), elaborou
o conceito de “Regime de historicidades”, para
nomear como as maneiras como dadas sociedades
em dados momentos perceberam, pensaram e se
relacionaram com o tempo, para indicar como
elaboraram e articularam, através de suas
narrativas, as categorias de passado, presente e
futuro, para descrever como um dado indivíduo ou
grupamento humano se instaurou e se desenvolveu
no tempo”.
Sobre esse conceito de Regime de Historicidades
de Hartog (2013) é CORRETO afirmar que:
Q151476
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Leia o texto abaixo e responda:
Comenta Celso Furtado que “a ocupação
econômica das terras americanas constitui um
episódio da expansão comercial da Europa” (1971,
p. 5). Pode-se dizer que algo de similar aconteceu
por ocasião do processo de independência das
antigas colônias ibéricas no Novo Mundo, ocorrido
nas primeiras décadas do Séc. XIX. Este processo
foi decorrente do surgimento e do rápido
desenvolvimento do capitalismo industrial na
Europa – mormente na Inglaterra – a partir de
meados do Séc. XVIII. Em apenas algumas décadas, a proliferação das novas relações de
produção, impulsionadas pelo surgimento do
sistema fabril e do trabalho assalariado, tornou
inteiramente obsoleto o sistema colonial que reinou
entre os Sécs. XVI e XVIII, fundado no trabalho
escravo e no monopólio comercial das metrópoles
sobre as colônias.
Os Impérios coloniais ibéricos fundados puramente
no monopólio, achavam-se por isso condenados, a
independência e a formação dos Estados nacionais
na América Portuguesa e na América Espanhola,
embora ocorridas na mesma época e produto da
mesma situação estrutural, seguiram cursos
extremamente diferenciados. No Brasil, a unidade
política e territorial foi mantida após a
independência, Marcos Kaplan observou:
“Somente o Brasil conserva a unidade herdada da
colônia e mantida pelo Império independente”
(Kaplan, 1974, p. 115).
Considerando a construção do Estado Nacional
Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
Q151475
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Leia o texto abaixo:
“A Escravidão é de fato a Desigualdade Radical por
excelência. Com a Escravidão — principalmente se
o escravo estiver sujeito a todos os rigores que a
Escravidão potencialmente lhe impõe, ao passo em
que neste caso o Senhor estará em pleno exercício
de todos os seus poderes e privilégios relacionados à posse do escravo — podemos dizer que este
escravo estará privado de tudo, de todos os seus
direitos sobre si. No início da Idade Moderna,
difunde‐se muito uma releitura de certas passagens
bíblicas como o notório episódio da “maldição de
Cam”. Trata‐se de associar à Desigualdade
Escrava, relida como Diferença Escrava, uma
Diferença Negra que será reconstruída desde os
tempos da expansão europeia em direção ao Novo
Mundo.”
Com base na conceituação de Escravidão descrita
acima, para a antiguidade e para os tempos
modernos, podemos afirmar que:
1. Os hilotas correspondiam, na Grécia Antiga, a
populações ou grupos de populações submetidas
pelos espartanos e obrigadas, a partir daí, a uma
forma específica de trabalho compulsório. Uma
de suas características essenciais é que eles eram
dependentes coletivos, em contraste, por
exemplo, com o escravo ateniense do período
clássico, que via de regra estava preso a um
destino individual de dependência. Enquanto o
hilota insere‐se em um grupo “escravizado” por
uma comunidade de senhores, já o “escravo”
propriamente dito passa a pertencer a um
indivíduo: ele é propriedade de alguém.
2. A estratificação social no Brasil Colonial
fundou‐se precisamente no deslocamento
imaginário da noção desigualadora de
“Escravo” para a coordenada de contrários
fundada sob a perspectiva da diferença entre
homens livres e escravos. Nesta perspectiva, um
indivíduo não está escravo, ele é escravo, e toda
a violência maior do modelo de estratificação
social típico do Brasil Colonial esteve alicerçada
neste deslocamento, nesta estratégia social
imobilizadora que transmudava uma
circunstância em essência. É digno de nota que
os abolicionistas tenham se empenhado
precisamente em reconduzir o discurso sobre a
Escravidão para o plano das desigualdades.
3. A racialização da escravidão na ótica moderna,
implica em que a escravidão possa ser vista
como uma diferença coletiva. Não seriam certos
indivíduos de natureza humana deficiente, como
propunha Aristóteles, que deveriam estar
destinados à escravidão, mas sim um grupo humano específico, que traria na cor da pele os
sinais de uma inferioridade da alma, mas que
podem adquirir sua liberdade pela comprovada
natureza humanística da raça, nestes termos, a
superação da inferioridade da cor da pele dá
lugar a concepção de cidadania ampliada com o
discurso republicano e positivista no Brasil.
4. O discurso de uma diferença negra
inextricavelmente acompanhada de sua segunda
natureza, que seria a diferença escrava, desponta
desde o início da modernidade europeia, como o
aparato ideológico que sustenta todo um
comércio de escravos. Ainda que tenha
enfrentado críticas, mesmo no período de
vigência do tráfico negreiro, isto não impedirá
que a prática escravista da exploração da mão‐
de‐obra africana encontre a mais ampla difusão.
Justificada apenas pela concepção de que
espanhóis e portugueses não eram os primeiros
a se utilizarem da mão-de-obra escrava africana.
5. A Desigualdade Escrava, relida como Diferença
Negra, foi reconstruída desde os tempos da
expansão europeia em direção ao Novo Mundo.
No cadinho de formação do Escravismo
Colonial, interessou a traficantes e senhores
coloniais a desconstrução de uma série de
diferenças étnicas africanas, com vistas à
construção de uma Diferença Negra no interior
da qual todas as etnias pré‐existentes no
continente africano se misturam. Portanto,
associar Escravidão e Diferença Negra será uma
pedra de toque para o Escravismo Colonial, e
para o concurso desta construção discursiva não
faltaram contribuições que se mostravam
indiferentes à escravização de povos africanos.
Estão CORRETAS:
Q151472
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Sobre o conceito de Cultura Histórica é
CORRETO afirmar que: