Questões de Concursos Públicos - Antropologia

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Q249793 FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão: SED-SC
Banca: FURB
Matéria: Antropologia
Assunto: Teorias de contato interétnico

"Aqui tocamos o ponto central, a questão da tutela. Para que a assimilação ocorra, há necessidade de um agente que, em primeiro lugar, se encarregue ativamente de dirigi-la, exercendo um controle sobre os que estão referidos a outras crenças e costumes, e em segundo lugar, que passe a intermediar em caráter permanente as relações dos europeus com os autóctones. Em termos de controle e mediação sobre os indígenas, o Brasil irá conhecer três regimes − a tutela pelos missionários, por particulares ou pelo Estado (período republicano). Para o Estado brasileiro, só é possível a coexistência de culturas dentro de uma unidade social e política quando imaginada como fato passageiro e controlado, um resultado imediato da guerra de conquista ou de suas reverberações posteriores. É a localização de uma pessoa de um lado ou do outro dessa clivagem cultural que irá, desde o início, definir a sua condição de educador e aprendiz, de superior ou subalterno, em suma, de tutor e tutelado. [...] O tutor, católico e civilizado, supostamente europeizado, e o tutelado, índio, negro ou notoriamente mestiço, presumidamente primitivo e selvagem, foram os componentes essenciais da sociedade brasileira. Ao considerar as culturas indígenas como parte da nação brasileira, a Constituição de 1988 veio, logicamente, a abolir a tutela, introduzindo algo absolutamente novo nas relações entre os indígenas e os demais cidadãos brasileiros. O abandono de uma perspectiva civilizatória na Constituição de 1988 implica que a estruturação da ordem jurídica e administrativa não possa mais fazer-se baseada na absoluta supremacia das tradições ocidentais. Isso abre um espaço importantíssimo para a valorização e o fortalecimento das culturas indígenas. (...) Tudo isso aponta para formas novas de realização da cidadania, em que o paternalismo não tenha mais lugar. Os confrontos que irão se seguir decorrem da dificuldade da sociedade em despojar-se de tal imagem, que tem atrás de si uma longa história, e ainda pode servir a perspectivas tutelares de alguns grupos sociais." (Oliveira, 2016, p. 309-314) Com base na análise de João Pacheco de Oliveira sobre a formação histórica do regime tutelar e sua relação com a construção da nação brasileira, é correto afirmar que:
Q249792 FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão: SED-SC
Banca: FURB
Matéria: Antropologia
Assunto: Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil

A Constituição Federal de 1988 reconheceu o direito dos povos indígenas a uma educação específica, bilíngue e intercultural, como parte do processo de afirmação de suas identidades e da valorização de seus conhecimentos originários. Normativas posteriores consolidaram esse princípio e definiram diretrizes para o funcionamento das escolas indígenas, para a orientação das práticas pedagógicas e dos projetos educativos e para a formação de professores indígenas no Brasil. Com base na consolidação dessas normativas, ao refletir sobre a educação indígena, analise as afirmativas a seguir: I. A educação escolar indígena deve ser específica, bilíngue e intercultural, garantindo o direito de cada povo de ensinar e aprender em sua própria língua, conforme seus processos culturais e modos de conhecer. II. A formação de professores indígenas deve articular os saberes comunitários e os conhecimentos acadêmicos, promovendo o diálogo entre diferentes formas de ensinar e aprender, de modo a assegurar a qualidade e a coerência dos processos formativos. III. A organização das escolas indígenas deve respeitar a estrutura administrativa e curricular das escolas urbanas, sem considerar a autonomia comunitária ou o calendário cultural de cada povo. IV. A interculturalidade na educação indígena visa reafirmar as identidades étnicas e valorizar as línguas e ciências dos povos indígenas, promovendo o diálogo com os conhecimentos da sociedade nacional e o acesso às informações que ela valoriza. V. A docência indígena é compreendida como prática social, política e comunitária, que envolve o compromisso com a memória, a língua e a continuidade das tradições de cada povo. É correto o que se afirma em:
Q249791 FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão: SED-SC
Banca: FURB
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

"A reciprocidade é fundamental na cosmologia indígena Kaingang, ela aponta para a interrelação e interdependência entre todos os sujeitos do cosmos e do âmbito espiritual simbólico. Ela propicia e fundamenta trocas e comunicação, compromissos e cuidados mútuos, cooperação e intercâmbios de saberes e conhecimentos entre os diversos seres do cosmos. Assim, pensar a cosmologia e a educação, a partir desse princípio e contexto, vai fazer com que nós possamos pensar a escola que queremos e a sociedade que queremos para gerações futuras das sociedades. Se antes a escola era um espaço que trazia o conhecimento para os indígenas e tínhamos que aceitar, hoje os indígenas querem compartilhar seus conhecimentos. (...) Eles querem construir essas relações de respeito entre os conhecimentos promovendo o diálogo intercultural. Os indígenas não ensinam ninguém, eles aprendem, aí o outro também aprende. Então essa ideia de ir à escola para aprender é porque lá tem alguém que ensina. Mas nessa relação de quem ensina, existe a negação do aprender, porque um ensina e outro aprende. Não existe a construção intercultural. Na interculturalidade nós trocamos ideias e construímos o que é melhor para nossa sociedade. Então, me parece que tem um abismo entre os indígenas e os não indígenas porque não tem essa compreensão da prática intercultural vivencial." (Ferreira Kaingang, 2024, p. 836, 844, 847-848.) "O que são os conhecimentos para os coletivos Kaingang? Como se produz conhecimentos a partir da relação que se faz com esses seres que o mundo eurorreferenciado não considera humanos e são fundamentais para produção do conhecimento para eles? O professor D. Cardoso [...] é enfático em afirmar constantemente: 'Eu aprendi com o rio, aprendi com a corrente de água; ela me ensina quando está acordada. A água acorda, ela dorme, tem fluxo, ela traz o movimento, o tempo, uma série de conhecimentos, ela pode ser remédio!'. O sistema Kaingang é muito mais aberto ao outro, à alteridade radical, aos seres extra-humanos. Constitui-se como um mundo em que se percebe e se produz a partir de constantes e intensas relações entre os existentes do cosmos. Estamos diante, pois, de uma sócio-cosmo-ontologia instável, em contínua transformação e de criação de seus corpos e de suas pessoas." (Baptista da Silva, 2022, p. 10.) Com base nos trechos selecionados dos textos de Bruno Ferreira Kaingang e Sergio Baptista da Silva, que discutem a cosmologia, a educação e a alteridade no contexto Kaingang, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas: (__) O conhecimento Kaingang é relacional e se produz nas interações entre humanos e extra-humanos, em um sistema aberto à alteridade e em contínua transformação. (__) A reciprocidade é princípio central da cosmologia e da educação Kaingang, pois expressa interdependência, trocas e compromissos entre todos os seres do cosmos. (__) A escola, segundo Ferreira Kaingang, deve manter a lógica unidirecional do ensino, na qual o professor é o portador do saber e o aluno o receptor do conhecimento. (__) A educação intercultural proposta pelos autores se baseia na troca e na construção conjunta de saberes, em que aprender é um processo mútuo e não hierárquico. (__) Para os Kaingang, o conhecimento é prática vivencial e relacional, vinculada à cosmologia e às experiências de reciprocidade com o mundo natural e espiritual. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Q248703 UECE-CEV - 2025 - UECE - Prova de Conhecimentos Gerais - 1ª Fase (1º Semestre de 2026)
Ano: 2025
Órgão: UECE
Banca: UECE-CEV
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

Sobre a interpretação das pinturas rupestres de Várzea Grande, no Piauí, a arqueóloga brasileira Niède Guidon (1933- 2025) afirma: “cada cultura tem sua própria maneira de ver, reconhecer e representar seres ou coisas. Em outras palavras, quando um homem desenha um determinado animal, ele o faz de acordo com convenções geralmente aceitas em sua cultura. Assim, um desenho inclui características significativas para identificação, mas também pode incluir outras que representam uma contribuição pessoal do designer e, por isso, são incomuns”. GUIDON, Niède. Peintures rupestres de Várzea Grande: Piauí, Brésil. Paris: Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, 1975., p.42. (Adaptado). No que diz respeito à epistemologia apresentada por Guidon, é correto afirmar que
Q247529 UECE-CEV - 2025 - UECE - Filosofia e Sociologia - 2ª Fase - 2º Dia (1º Semestre de 2026)
Ano: 2025
Órgão: UECE
Banca: UECE-CEV
Matéria: Antropologia
Assunto: Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo

“O tempo é um conceito-chave para o entendimento do ritmo de vida, do pensamento e das ações existentes no terreiro de Candomblé e na sociedade global. Com o advento da sociedade industrial surge uma nova concepção de trabalho e de tempo incompatíveis com as sociedades norteadas por outras relações de produção, onde o trabalho constituía parte essencial da vida cotidiana e o tempo era marcado segundo o ritmo das tarefas diárias necessárias e das estações do ano.” GONÇALVES, Maria Alice Rezende. A vida lúdica de uma comunidade de Candomblé no Cubango: um estudo sobre a categoria "brincadeira". Cadernos CERU, v. 10, 1999., p. 48s. (Adaptado). Com base no texto, sobre as diferentes formas de lidar com o tempo, é correto afirmar que
Q243787 SELECON - 2025 - Prefeitura de Sapezal - MT - Professor - Educação Física
Ano: 2025
Banca: SELECON
Matéria: Antropologia
Assunto: Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil

Sancionada em julho de 2025, a Lei n.º 15.161/2025 institui o Dia Nacional do Coco de Roda, da Ciranda e da Mazurca, a ser celebrado anualmente no dia 26 de julho em todo o território nacional, reconhecendo e valorizando essas importantes manifestações da cultura popular brasileira. Sobre o Coco de Roda, em específico, Cascudo (2001) descreve-o como:
Q242228 FURB - 2025 - Prefeitura de São João Batista - SC - Professor Fundamental I 1ª/5ª - Educação Física - Edital nº 2
Ano: 2025
Banca: FURB
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

O Professor de Educação Física que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental compreende as dimensões que fundamentam sua área. Considerando a dimensão antropológica da Educação Física, o corpo humano é compreendido como: 
Q224428 FUVEST - 2024 - USP - Especialista em Cooperação e Extensão Universitária (Especialidade: Gestão Cultural - Edital nº 11
Ano: 2024
Órgão: USP
Banca: FUVEST
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

Conforme o texto, a concepção antropológica de cultura reside 
Q224396 FUVEST - 2024 - USP - Especialista em Pesquisa/Apoio de Museu (Especialidade: Curadoria de Esposições Arqueológicas e Etnográficas) – Edital nº 21
Ano: 2024
Órgão: USP
Banca: FUVEST
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

Etnologia é uma ciência social, que estuda de modo cotejado e analítico as características sociais e culturais dos grupos humanos. Neste sentido, qual dos seguintes aspectos melhor define a disciplina etnológica? 
Q224390 FUVEST - 2024 - USP - Especialista em Pesquisa/Apoio de Museu (Especialidade: Curadoria de Esposições Arqueológicas e Etnográficas) – Edital nº 21
Ano: 2024
Órgão: USP
Banca: FUVEST
Matéria: Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica

Fotografias são um dos meios pelo qual o encontro humano, que forma a base da etnografia, é destacado e posicionado em uma moldura de significados. Se o encontro etnográfico consiste em um relato de experiências vividas e compartilhadas, pode-se afirmar que fotografias,