Questões de Concursos Públicos - Antropologia
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Q19923
IGEDUC - 2026 - Prefeitura de Riacho das Almas - PE - Agente Comunitário de Saúde
Ano: 2026
Banca:
IGEDUC
Matéria:
Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica
Apesar de haver pontos comuns no cuidado de todas as
culturas do mundo, culturas diferentes percebem,
conhecem e praticam o cuidado de maneiras diferentes.
Diante de tais considerações, a família não pode ser
vista apenas como aquela que cumpre as ações
determinadas por profissionais de saúde. Fonte: https://www.periodicos.unc.br/index.php/agora/artic
le/view/89/170
Considerando esse contexto, analise as afirmativas
abaixo.
I. Ao receber o papel da família em responder pela
saúde de seus membros, o profissional deve considerar
as dúvidas, opiniões e a atuação da família na
proposição de suas ações.
II. Todas as famílias são portadoras da cultura da
sociedade em que vivem e da cultura com a qual se
identificam. III. Estilos de vida, valores, ideais, crenças e práticas
estão impregnados em suas definições e são
transmitidos de geração para geração, afetando o
comportamento e, consequentemente, o estado de
saúde da família.
É CORRETO o que se afirma em:
Q13774
AMAUC - 2026 - Prefeitura de Itá - SC - Professor de Educação Física
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Itá - SC
Banca:
AMAUC
Matéria:
Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica
Jocimar Daolio, fundamentado na antropologia social e
na fenomenologia, discute o corpo e a experiência na
Educação Física. Assinale a alternativa que reflete
corretamente a visão deste autor sobre a "cultura
corporal".
Q8485
AMAUC - 2026 - Prefeitura de Irani - SC - Facilitador de Oficinas de Capoeira
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Irani - SC
Banca:
AMAUC
Matéria:
Antropologia
Assunto: Interacionismo Simbólico e Antropologia Urbana. Estigma e Desvio. Cultura e Arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. Antropologia e Cultura no Brasil
A Capoeira transmite valores éticos e sociais através de sua prática, ritualística e oralidade. Analise as assertivas a seguir sobre esses valores. I.A oralidade é um pilar da capoeira, onde os saberes, as músicas e as histórias dos antigos mestres são transmitidos verbalmente e na prática da roda, preservando a memória ancestral. II.O respeito à hierarquia e aos mais velhos (mestres) é um valor central, refletindo a ancestralidade africana onde o conhecimento é acumulado com a experiência de vida. III.A malícia ou mandinga na capoeira deve ser entendida como desonestidade e violência desmedida, incentivando a traição fora do contexto do jogo para obter vantagens sociais. Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Q249800
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão:
SED-SC
Banca:
FURB
Matéria:
Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica
O desenvolvimento do conceito de cultura é essencial
para compreender a diversidade de comportamentos e
modos de vida da espécie humana. Nesse sentido, o ser
humano é biologicamente semelhante em qualquer parte
do mundo, mas vive de formas muito distintas porque:
Q249799
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão:
SED-SC
Banca:
FURB
Matéria:
Antropologia
Assunto: Psicanálise e antropologia. Totem e tabu. Simbologia cultural. Durkheim, Mauss e Malinowski - Funcionalismo Social
"O corpo é o primeiro e mais natural instrumento do
homem. Ou, mais exatamente, sem falar de instrumento:
o primeiro e o mais natural objeto técnico, e ao mesmo
tempo meio técnico, do homem, é seu corpo." (Mauss,
2003, p. 407)
O texto de Marcel Mauss aborda a importância do corpo
nas formas de aprendizado e transmissão da cultura.
Com base nessa perspectiva, analise as afirmativas a
seguir.
I. O corpo é compreendido como um meio por meio do
qual a cultura se expressa e se transmite entre os
indivíduos.
II. As maneiras de andar, nadar ou dormir são exemplos
de comportamentos universais e invariáveis,
determinados pela biologia.
III. As técnicas do corpo são aprendidas socialmente e
variam conforme o contexto cultural, histórico e
educacional.
IV. A educação e as tradições desempenham papel
central na formação das técnicas corporais. É correto o que se afirma em:
Q249798
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão:
SED-SC
Banca:
FURB
Matéria:
Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica
Compreender as diferenças culturais é essencial para
que as Ciências Humanas evitem interpretações
etnocêntricas sobre os modos de vida e as experiências
particulares de diferentes povos. No contexto "pós 11 de
setembro", discursos políticos e midiáticos
frequentemente apresentam as mulheres muçulmanas
como vítimas que precisariam ser "salvas" de suas
culturas e religiões. Considerando esse cenário, analise
o seguinte excerto:
"Quando se salva alguém, assume-se que a pessoa está
sendo salva de alguma coisa. Você também a está
salvando para alguma coisa. Que violências estão
associadas a essa transformação e quais presunções
estão sendo feitas sobre a superioridade daquilo para o
qual você a está salvando? Projetos de salvar outras
mulheres dependem de, e reforçam, um senso de
superioridade por parte dos ocidentais, uma forma de
arrogância que merece ser desafiada. Tudo o que se
precisa fazer para vislumbrar a qualidade
condescendente da retórica de salvar mulheres é
imaginar utilizá-la hoje nos Estados Unidos em relação a
grupos em desvantagem, como mulheres
afro-americanas ou mulheres proletárias. Nós agora entendemos que elas sofrem uma violência estrutural."
(Abu-Lughod, 2012, p. 465.)
Com base nessa reflexão, é correto afirmar que o texto
evidencia:
Q249797
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
"Vamos compreender por colonização todos os
processos etnocêntricos de invasão, expropriação,
etnocídio, subjugação e até de substituição de uma
cultura pela outra, independentemente do território físico
geográfico em que essa cultura se encontra. E vamos
compreender por contra-colonização todos os processos
de resistência e de luta em defesa dos territórios dos
povos contra colonizadores, os símbolos, as
significações e os modos de vida praticados nesses
territórios. [...]
É sabido que o povo da África, ao chegar ao Brasil,
imediatamente se rebelou contra os colonizadores, deles
escapando de várias maneiras: adentrando-se pelas
matas virgens, reconstituindo os seus modos de vida em
grupos comunitários contra colonizadores, formando
comunidades em parceria com os povos nativos, em
determinados casos organizados como nômades, outras
vezes ocupando um território fixo. Para essas
comunidades contra colonizadoras, a terra era (e
continua sendo) de uso comum e o que nela se produzia
era utilizado em benefício de todas as pessoas, de
acordo com as necessidades de cada um, só sendo
permitida a acumulação em prol da coletividade para
abastecer os períodos de escassez."
(Bispo dos Santos, 2015, p. 47-48.)
Com base no texto, registre V, para verdadeiras, e F,
para falsas:
(__) O processo de colonização é descrito como uma
imposição violenta, marcada pela invasão dos territórios,
pela expropriação das terras e pela tentativa de
substituição dos modos de vida e das cosmovisões dos
povos originários e africanos trazidos ao Brasil.
(__) A "contra-colonização" é compreendida como o
conjunto de processos de resistência e de luta em
defesa dos territórios, dos símbolos, das significações e
dos modos de vida praticados pelos povos que se
opuseram à colonização.
(__) A colonização é apresentada como um fenômeno de
intercâmbio cultural e econômico, em que a convivência
entre colonizadores e povos locais se deu de modo
negociado e sem a imposição de uma cultura sobre a
outra.
(__) As comunidades contra colonizadoras estruturaram
suas formas de convivência com base na partilha da
terra e no trabalho coletivo, valorizando a solidariedade e
a autonomia como fundamentos de sua resistência
histórica.
(__) A colonização utilizou instrumentos políticos e
religiosos − como as Bulas Papais, as mudanças
forçadas de nomes, a catequese e a criação de leis −
para justificar a dominação e desarticular as identidades
e territórios dos povos invadidos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
Q249796
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
As comemorações dos "500 anos do Brasil", realizadas
no ano 2000, provocaram debates sobre a memória
nacional e o lugar dos povos indígenas na história.
Nesse contexto, o pensador e líder indígena Ailton
Krenak propôs uma reflexão crítica sobre o chamado
"descobrimento" e os sentidos do encontro entre o
Ocidente e os povos originários do continente
americano. Para Krenak, esse contato não foi um evento
único, datado de forma fixa em 1500, mas um processo
histórico contínuo que se repete até hoje, marcado por
um "eterno retorno" que passa tanto pela violência
quanto pela possibilidade de diálogo e resistência. Ao
abordar a complexidade dessa convivência, Krenak
questiona as versões oficiais da história que reduzem os
povos originários a personagens do passado, afirmando
sua presença contemporânea e a necessidade de
reconhecer seus direitos e saberes no presente. Tal
perspectiva também convida a repensar o modo como o
Brasil construiu sua memória histórica, muitas vezes
centrada em uma narrativa eurocêntrica de perspectiva
colonial que ainda silencia as vozes dos povos indígenas
e afrodescendentes.
Considerando a reflexão de Ailton Krenak sobre a
história indígena no Brasil e as discussões em torno da
memória e da contemporaneidade dos povos originários,
assinale a alternativa correta:
Q249795
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão:
SED-SC
Banca:
FURB
Matéria:
Antropologia
Assunto: Conceito e objeto da antropologia. Cultura. Relativismo cultural versus etnocentrismo. Observação participante e técnica
"À medida que a cultura, num passo a passo
infinitesimal, acumulou-se e se desenvolveu, foi
concedida uma vantagem seletiva aos indivíduos da
população mais capazes de tirar proveito disso − o
caçador mais hábil, o colhedor mais persistente, o
melhor ferramenteiro, o líder de mais recursos − até que
o que havia sido o Australopithecus proto-humano, de
cérebro pequeno, tornou-se o Homo sapiens, de cérebro
grande, totalmente humano. Entre o padrão cultural, o
corpo e o cérebro formou-se um sistema de
realimentação (feedback) positiva, no qual cada um
modelava o progresso do outro [...]. Submetendo-se ao
governo de programas simbolicamente mediados para a
produção de artefatos, a organização da vida social e a
expressão das emoções, o homem determinou, embora
inconscientemente, os estágios culminantes do seu
próprio destino biológico.
Grosso modo, isso sugere não existir o que chamamos
de natureza humana independente da cultura. [...] Como
nosso sistema nervoso central − e principalmente a
maldição e glória que o coroam, o neocórtex − cresceu,
em sua maior parte, em interação com a cultura, ele é
incapaz de dirigir nosso comportamento ou organizar
nossa experiência sem a orientação fornecida por
sistemas de símbolos significantes. [...] Para obter a
informação adicional necessária para agir, fomos
forçados a depender cada vez mais de fontes culturais −
o fundo acumulado de símbolos significantes. Assim, é
na carreira do homem, em seu curso característico, que
podemos discernir, embora difusamente, sua natureza,
e, apesar de a cultura ser apenas um elemento na
determinação desse curso, ela não é o menos
importante.
Por estranho que pareça − embora, num segundo
momento, não tão estranho −, muitos de nossos sujeitos
parecem compreender isso mais claramente que nós
mesmos, os antropólogos. Em Java, por exemplo, onde
executei grande parte do meu trabalho, as pessoas
diziam com tranquilidade: "ser humano é ser javanês".
[...] Ser humano não é apenas respirar, mas controlar a
respiração pelas técnicas do ioga, de forma a ouvir
literalmente, na inspiração e na expiração, a voz de Deus
pronunciar o seu próprio nome − "hu Allah". Não é
apenas falar, mas emitir as palavras e frases
apropriadas, nas situações sociais apropriadas, no tom
de voz apropriado e com a indireção evasiva adequada.
Não é apenas comer: é preferir certos alimentos, cozidos
de certas maneiras, e seguir uma etiqueta rígida à mesa
ao consumi-los. Não é apenas sentir, mas sentir certas
emoções distintamente javanesas − "paciência",
"desprendimento", "resignação", "respeito".
Aqui, ser humano certamente não é ser qualquer
homem; é ser uma espécie particular de homem, e sem
dúvida os homens diferem − "outros campos", dizem os
javaneses, "outros gafanhotos". (...) O caso é que há
maneiras diferentes e, mudando agora para a
perspectiva antropológica, é na revisão e na análise
sistemática dessas maneiras − a bravura do índio das
planícies, a obsessão do hindu, o racionalismo do
francês, o anarquismo berbere, o otimismo americano
(para citar uma série de etiquetas que eu não gostaria de
defender como tais) — que poderemos encontrar o que é
ser um homem, ou o que ele pode ser."
(Geertz, 2008, p. 35)
Em "O impacto do conceito de cultura sobre o conceito
de homem" (2008), Clifford Geertz discute a importância
de compreender a teia de significados que a cultura
abarca para entender o que constitui o ser humano. Com
base no trecho selecionado, registre V, para verdadeiras,
e F, para falsas:
(__) A tarefa do antropólogo consiste em identificar o que
é concreto, particular e circunstancial em cada cultura,
ao invés de buscar o que é universal na experiência
humana.
(__) A cultura é um ornamento da existência humana, um
acréscimo circunstancial à natureza, sem papel essencial
na constituição do homem.
(__) Não há uma natureza humana independente da
cultura, esta constitui condição essencial da existência e
base da especificidade da espécie.
(__) O relativismo, segundo essa perspectiva, pressupõe
que cada cultura possui sistemas próprios de
significados que devem ser interpretados em seus
próprios termos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
Q249794
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Antropologia - Edital nº 3.022
Ano: 2025
Órgão:
SED-SC
Banca:
FURB
Matéria:
Antropologia
Assunto: Sistemas Religiosos - Magia, Ciência, Religião, Ritos e Cerimônias. Antropologia Econômica. Divisão do trabalho, comércio e consumo
Entre os Yanomami, o xamã é aquele que aprende a ver
e a ouvir os espíritos da floresta, chamados xapiri,
responsáveis por defender o mundo. Esse aprendizado
não é apenas religioso, mas um modo de conhecimento
que integra o corpo, o tempo do sonho e da visão, e a
cosmologia nativa. Ao "fazer dançar os espíritos", o
xamã renova o elo entre humanos, animais e ancestrais,
garantindo a continuidade da vida. Para Davi Kopenawa,
esse conhecimento não se separa da política nem da
ecologia, já que o xamã também protege o céu e a terra
contra a destruição causada pelo "povo da mercadoria".
Assim, o xamanismo yanomami expressa uma forma de
pensamento que une o domínio espiritual com a cura e o
compromisso com a coletividade, revelando um modo de
conhecer e existir próprio dos povos da floresta.
Sobre a relação entre xamanismo e conhecimento na
cultura yanomami, é correto afirmar que:
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