Questões de Concursos Públicos - FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
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Q175149
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
De acordo com Libâneo, Oliveira e Toschi (2008), as práticas de gestão dizem respeito a ações
de natureza técnico-administrativa e de natureza pedagógico-curricular. Em relação a essas ações,
assinale a alternativa INCORRETA.
Q175148
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Sobre a Avaliação Mediadora no Ensino Médio e Superior, conforme Hoffmann (2011),
assinale a alternativa CORRETA.
Q175147
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Uma das atribuições do cargo de pedagogo é “[…] executar trabalhos especializados de
administração, orientação e supervisão educacional”. A administração escolar assume diferentes
perspectivas, conforme o modo como o gestor educacional concebe a educação. Libâneo, Oliveira
e Toschi (2008) apresentam quatro concepções de organização e gestão escolar e a forma como
elas orientam a prática da administração escolar. Correlacione cada uma das concepções às suas
características.
1. Técnico-científica
2. Autogestionária
3. Interpretativa
4. Democrático-participativa
( ) Decisões coletivas (assembleias, reuniões), eliminação de
todas as formas de exercício de autoridade e de poder.
( ) A escola é uma realidade social subjetivamente construída,
não dada nem objetiva.
( ) Todos dirigem e são dirigidos, todos avaliam e são avaliados.
( ) A ação organizadora valoriza muito as interpretações, os
valores, as percepções e os significados subjetivos,
destacando o caráter humano e preterindo o caráter formal,
estrutural, normativo.
( ) Poder centralizado no diretor, destacando-se as relações de
subordinação, em que uns têm mais autoridade que outros.
( ) Prescrição detalhada de funções e tarefas, acentuando a
divisão técnica do trabalho escolar.
( ) Recusa a normas e a sistemas de controles, acentuando a
responsabilidade coletiva.
A sequência CORRETA é:
Q175146
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Salatiel, coordenador do curso de Agricultura de um campus agrícola do Ifes, tem recebido
frequentes avisos dos professores que, todo ano, no período da colheita, o número de faltas
aumenta exponencialmente, o que tem prejudicado o rendimento dos alunos e comprometido o
aprendizado. Ao refletir sobre possibilidades de reformulação do Projeto Pedagógico do Curso,
convidou a gestão pedagógica para uma reunião com os professores da coordenadoria. Com base
na Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (BRASIL, 2013), pensando no modelo
proposto pela Educação do Campo, em que os discentes participam, simultaneamente e
intercaladamente (dias na mesma semana ou de blocos semanais ou, mesmo, mensais ao longo do
curso) de dois ambientes/situações de aprendizagem – o escolar e o laboral –, a pedagoga
apresentou aos docentes a possibilidade de inserir no Projeto Pedagógico do Curso a:
Q175145
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Leia os fragmentos a seguir. [...] É impossível falar sobre a história única sem falar sobre poder. Existe uma palavra
em igbo na qual sempre penso quando considero as estruturas de poder no mundo: nkali.
É um substantivo que, em tradução livre, quer dizer “ser maior do que outro”. Assim como
o mundo econômico e político, as histórias também são definidas pelo princípio de nkali:
como elas são contadas, quem as conta, quando são contadas e quantas são contadas
depende muito de poder.
O poder é a habilidade não apenas de contar a história de outra pessoa, mas de
fazer que ela seja sua história definitiva. O poeta palestino Mourid Barghouti escreveu
que, se você quiser espoliar um povo, a maneira mais simples é contar a história dele e
começar com “em segundo lugar”. Comece a história com as flechas dos indígenas
americanos, e não com a chegada dos britânicos, e a história será completamente
diferente. Comece a história com o fracasso do Estado africano, e não com a criação
colonial do Estado africano, e a história será completamente diferente.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. O perigo de uma história única. Companhia das Letras, 2019. [...] A pensadora e feminista negra Lélia Gonzalez nos dá uma perspectiva muito
interessante sobre esse tema, porque criticava a hierarquização de saberes como produto da
classificação racial da população. Ou seja, reconhecendo a equação: quem possuiu o privilégio
social possui o privilégio epistêmico, uma vez que o modelo valorizado e universal de ciência é
branco. A consequência dessa hierarquização legitimou como superior a explicação
epistemológica eurocêntrica conferindo ao pensamento moderno ocidental a exclusividade do
que seria conhecimento válido, estruturando-o como dominante e, assim, inviabilizando outras
experiências do conhecimento. Segundo a autora, o racismo se constituiu “como a ‘ciência’ da
superioridade eurocristã (branca e patriarcal)”. Essa reflexão de Lélia Gonzalez nos dá uma pista
sobre quem pode falar ou não, quais vozes são legitimadas e quais não são.
[...] Lélia Gonzalez provoca e desestabiliza a epistemologia dominante, assim como Linda
Alcoff. Em uma epistemologia para a próxima revolução, a filósofa panamenha critica a
imposição de uma epistemologia universal que desconsidera o saber de parteiras, povos
originários, a prática médica de povos colonizados, a escrita de si na primeira pessoa e que se
constitui como legítima e com autoridade para protocolar o domínio do regime discursivo [...].
Seria preciso, então, desestabilizar e transcender a autorização discursiva branca,
masculina cis e heteronormativa e debater como as identidades foram construídas nesses
contextos.
RIBEIRO, Djamila. Lugar de fala. Belo Horizonte, Letramento 2017. A análise da supremacia narrativa baseada nas relações de poder entre as diferentes nações
dominadas e dominadoras, trazida por Chimamanda Adichie, e a proposta de desestabilização e
transcendência, apontada por Djamila Ribeiro, poderiam, de acordo com as teorias trazidas por Silva
(2007), serem mais bem executadas pela construção de um currículo inspirado em qual base
epistemológica?
Q175144
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Observe os fragmentos a seguir: Escola Sem Partido volta ao Congresso, mas agora pior
Texto coloca como direito dos alunos gravar as aulas, denunciar e constranger
professores, e proíbe grêmios estudantis de fazerem ‘atividade político-partidária’
Fonte: Fepesp (06/02/2019) Escola sem partido: BH é a primeira capital a aprovar projeto na Câmara Municipal
Depois de longa obstrução, projeto foi aprovado em primeiro turno na reunião ordinária
desta segunda-feira
Fonte: Estado de Minas (16/10/2019) STF julga inconstitucional lei de Alagoas inspirada no movimento Escola Sem Partido
Por nove votos a um, a corte decidiu pela inconstitucionalidade do texto que determinava
“princípio da neutralidade política e ideológica” em sala de aula e lembrou que a
Constituição prevê a “liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias”
Fonte: O Globo (22/08/2020) O Escola Sem Partido nasceu em 2004, e, de acordo com a definição constante na página do
movimento, trata-se de “[…] uma iniciativa conjunta de estudantes e pais preocupados com o grau
de contaminação político-ideológica das escolas brasileiras, em todos os níveis: do ensino básico
ao superior”. Ao longo dos anos, em todo o país, despontaram esforços na tentativa de legitimar
os anseios do movimento por meio de aprovação de leis tanto na esfera federal, quanto estadual e
municipal. Nesse contexto, qual fragmento abaixo sintetizaria o posicionamento freiriano,
especificamente acerca da abordagem política dentro das escolas?
Q175143
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Leia o fragmento da composição de Bia Ferreira (2017) “Cota não é esmola”, e responda à
questão que se segue.
(...)
E os amigos que riem dela todo dia
Riem mais e a humilham mais
O que você faria?
Ela cansou da humilhação e não quer mais escola
E no natal ela chorou, porque não ganhou uma bola
O tempo foi passando e ela foi crescendo
Agora lá na rua ela é a preta do suvaco fedorento
Que alisa o cabelo pra se sentir aceita
Mas não adianta nada, todo mundo a rejeita
Agora ela cresceu, quer muito estudar
Termina a escola, a apostila, ainda tem vestibular
E a boca seca, seca, nem um cuspe
Vai pagar a faculdade, porque preto e pobre não vai pra USP
Foi o que disse a professora que ensinava lá na escola
Que todos são iguais e que cota é esmola
Cansada de esmolas e sem o dim da faculdade
Ela ainda acorda cedo e limpa três apê no centro da cidade
Experimenta nascer preto, pobre na comunidade
Cê vai ver como são diferentes as oportunidades
E nem venha me dizer que isso é vitimismo
Não bota a culpa em mim pra encobrir o seu racismo!
(Fonte: https://www.letras.mus.br/bia-ferreira/cota-nao-esmola/)
Uma das conquistas da luta dos povos negros e indígenas no Brasil foi a alteração da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional pela Lei nº 11.645, de 2008, que estabeleceu a inclusão
no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro
Brasileira e Indígena”. Com base nessa alteração, analise as afirmativas a seguir para responder à
questão.
I. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna
se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
II. O conteúdo programático do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena incluirá
diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população
brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos
africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena
brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas
contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
III. Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros
serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação
religiosa e de língua portuguesa.
Sobre as afirmativas acima:
Q175142
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Ao discorrer sobre o problema da afetividade em Vygotsky, Oliveira (2019) aponta os
aspectos mais difundidos e explorados da abordagem do autor, no que se refere ao
funcionamento cognitivo. Assinale a opção que NÃO corresponde à abordagem vygotskyana.
Q175141
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
Camila foi aprovada no processo seletivo para ingressar no curso técnico em edificações
integrado ao ensino médio em um campus do Ifes. Antes de realizar a matrícula, sua mãe
procurou a Coordenadoria de Gestão Pedagógica para saber como o Instituto aborda a questão do
nome social, tendo em vista que no registro civil de Camila, que ainda não foi retificado, consta o
nome de Matheus. Com base nas concepções institucionais de educação e na legislação vigente,
uma das diretrizes do Plano Pedagógico Institucional 2019-2024 é regulamentar o uso do nome
social em documentos institucionais. Essa regulamentação veio com a Resolução do Conselho
Superior nº 70/2020 do Ifes, que regulamenta o uso do nome social de:
Q175140
FACTO - 2022 - IF-ES - Pedagogo - Área
O isolamento social provocado pela pandemia do Covid-19 trouxe inúmeros desafios ao
trabalho pedagógico realizado no Instituto. Dentre eles, está a promoção da acessibilidade a
discentes com necessidades educacionais específicas. Com base na Instrução Normativa nº
01/2020, de 25 de maio de 2020, e em concepções da Educação Especial na perspectiva da
Educação Inclusiva, correlacione os conceitos a seguir às suas definições.
1. Acessibilidade comunicacional
2. Desenho Universal
3. Componentes Curriculares Híbridos
4. Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC)
5. Tecnologia Assistiva (TA) ou Ajuda Técnica
( ) Disciplinas que trazem uma abordagem pedagógica que combina atividades presenciais e
atividades realizadas por meio das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC).
Privilegia metodologias ativas (sala de aula invertida, aprendizagem baseada em modelos ou
projetos, peer instruction etc.) e adota diversos modelos: de rotação, flex, à la carte ou virtual
enriquecido, pois o objetivo fundamental é a centralidade do processo de ensino
aprendizagem para a autonomia e o protagonismo do discente.
( ) produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços
que objetivem promover a funcionalidade relacionada à atividade e à participação do sujeito
com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência,
qualidade de vida e inclusão social. ( ) oferta de recursos, de atividades e de bens culturais que promovam independência e
autonomia aos sujeitos que necessitam de serviços específicos para acessar as atividades
educacionais propostas. Audiodescrição, legendas, janela de Libras, escrita de sinais,
impressões em braille e dublagem são alguns dos exemplos existentes.
( ) ambientes virtuais e suas ferramentas, redes sociais e suas ferramentas, fóruns eletrônicos,
blogs, chats, tecnologias de telefonia, teleconferências, videoconferências, TV digital e
interativa, programas específicos de computadores (softwares), objetos de aprendizagem,
conteúdos disponibilizados em suportes eletrônicos (CD, DVD, memória flash etc.), entre
outros.
( ) concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas os
sujeitos, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de
tecnologia assistiva.
A relação CORRETA é:
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