Questões de Concursos Públicos - EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
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Q151476
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Leia o texto abaixo e responda:
Comenta Celso Furtado que “a ocupação
econômica das terras americanas constitui um
episódio da expansão comercial da Europa” (1971,
p. 5). Pode-se dizer que algo de similar aconteceu
por ocasião do processo de independência das
antigas colônias ibéricas no Novo Mundo, ocorrido
nas primeiras décadas do Séc. XIX. Este processo
foi decorrente do surgimento e do rápido
desenvolvimento do capitalismo industrial na
Europa – mormente na Inglaterra – a partir de
meados do Séc. XVIII. Em apenas algumas décadas, a proliferação das novas relações de
produção, impulsionadas pelo surgimento do
sistema fabril e do trabalho assalariado, tornou
inteiramente obsoleto o sistema colonial que reinou
entre os Sécs. XVI e XVIII, fundado no trabalho
escravo e no monopólio comercial das metrópoles
sobre as colônias.
Os Impérios coloniais ibéricos fundados puramente
no monopólio, achavam-se por isso condenados, a
independência e a formação dos Estados nacionais
na América Portuguesa e na América Espanhola,
embora ocorridas na mesma época e produto da
mesma situação estrutural, seguiram cursos
extremamente diferenciados. No Brasil, a unidade
política e territorial foi mantida após a
independência, Marcos Kaplan observou:
“Somente o Brasil conserva a unidade herdada da
colônia e mantida pelo Império independente”
(Kaplan, 1974, p. 115).
Considerando a construção do Estado Nacional
Brasileiro, é CORRETO afirmar que:
Q151475
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
Leia o texto abaixo:
“A Escravidão é de fato a Desigualdade Radical por
excelência. Com a Escravidão — principalmente se
o escravo estiver sujeito a todos os rigores que a
Escravidão potencialmente lhe impõe, ao passo em
que neste caso o Senhor estará em pleno exercício
de todos os seus poderes e privilégios relacionados à posse do escravo — podemos dizer que este
escravo estará privado de tudo, de todos os seus
direitos sobre si. No início da Idade Moderna,
difunde‐se muito uma releitura de certas passagens
bíblicas como o notório episódio da “maldição de
Cam”. Trata‐se de associar à Desigualdade
Escrava, relida como Diferença Escrava, uma
Diferença Negra que será reconstruída desde os
tempos da expansão europeia em direção ao Novo
Mundo.”
Com base na conceituação de Escravidão descrita
acima, para a antiguidade e para os tempos
modernos, podemos afirmar que:
1. Os hilotas correspondiam, na Grécia Antiga, a
populações ou grupos de populações submetidas
pelos espartanos e obrigadas, a partir daí, a uma
forma específica de trabalho compulsório. Uma
de suas características essenciais é que eles eram
dependentes coletivos, em contraste, por
exemplo, com o escravo ateniense do período
clássico, que via de regra estava preso a um
destino individual de dependência. Enquanto o
hilota insere‐se em um grupo “escravizado” por
uma comunidade de senhores, já o “escravo”
propriamente dito passa a pertencer a um
indivíduo: ele é propriedade de alguém.
2. A estratificação social no Brasil Colonial
fundou‐se precisamente no deslocamento
imaginário da noção desigualadora de
“Escravo” para a coordenada de contrários
fundada sob a perspectiva da diferença entre
homens livres e escravos. Nesta perspectiva, um
indivíduo não está escravo, ele é escravo, e toda
a violência maior do modelo de estratificação
social típico do Brasil Colonial esteve alicerçada
neste deslocamento, nesta estratégia social
imobilizadora que transmudava uma
circunstância em essência. É digno de nota que
os abolicionistas tenham se empenhado
precisamente em reconduzir o discurso sobre a
Escravidão para o plano das desigualdades.
3. A racialização da escravidão na ótica moderna,
implica em que a escravidão possa ser vista
como uma diferença coletiva. Não seriam certos
indivíduos de natureza humana deficiente, como
propunha Aristóteles, que deveriam estar
destinados à escravidão, mas sim um grupo humano específico, que traria na cor da pele os
sinais de uma inferioridade da alma, mas que
podem adquirir sua liberdade pela comprovada
natureza humanística da raça, nestes termos, a
superação da inferioridade da cor da pele dá
lugar a concepção de cidadania ampliada com o
discurso republicano e positivista no Brasil.
4. O discurso de uma diferença negra
inextricavelmente acompanhada de sua segunda
natureza, que seria a diferença escrava, desponta
desde o início da modernidade europeia, como o
aparato ideológico que sustenta todo um
comércio de escravos. Ainda que tenha
enfrentado críticas, mesmo no período de
vigência do tráfico negreiro, isto não impedirá
que a prática escravista da exploração da mão‐
de‐obra africana encontre a mais ampla difusão.
Justificada apenas pela concepção de que
espanhóis e portugueses não eram os primeiros
a se utilizarem da mão-de-obra escrava africana.
5. A Desigualdade Escrava, relida como Diferença
Negra, foi reconstruída desde os tempos da
expansão europeia em direção ao Novo Mundo.
No cadinho de formação do Escravismo
Colonial, interessou a traficantes e senhores
coloniais a desconstrução de uma série de
diferenças étnicas africanas, com vistas à
construção de uma Diferença Negra no interior
da qual todas as etnias pré‐existentes no
continente africano se misturam. Portanto,
associar Escravidão e Diferença Negra será uma
pedra de toque para o Escravismo Colonial, e
para o concurso desta construção discursiva não
faltaram contribuições que se mostravam
indiferentes à escravização de povos africanos.
Estão CORRETAS:
Q151474
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Geografia
Assunto: Geografia Econômica
Leia o texto abaixo:
“A partir da industrialização no século XIX com o
movimento da urbanização, êxodo do campo na
criação das cidades, quando as fábricas foram o
refúgio e o espaço de trabalho do homem, um novo
tipo de sociedade surgiu, industrial e capitalista.
Mudanças no modo de viver e de trabalhar
caracterizadas por novos referenciais: políticas, a
ensejar relações sociais em padrões de classes;
técnico, a definir uma configuração no modo de
produzir. Isto é, a hegemonia da indústria sobre o
agrário-rural, da cidade sobre o campo.
A expansão capitalista, definida por meio da
produtividade e competitividade com suas forças
vitais e inerentes para acumulação, provoca
alterações substantivas na economia, nas relações
de empregos e na estrutura ocupacional no interior
das organizações trazendo definições para a
formação e a qualificação do trabalhador, além de
incitar contínuas reestruturações produtivas com
consequência para mudanças societárias.”
Ao colocarmos como base o trabalho no sistema
capitalista é CORRETO afirmar que:
1. No capitalismo ao consagrar a dialética trabalho
e capital, a perda da autonomia do trabalhador,
dos seus meios de produção, do planejamento e
do processo de trabalho, o subjuga aos domínios
do capitalista com o seu tipo de estruturação
laboral. Exemplo típico das novas condições de
trabalho e de vida foi definido pelo fordismo,
que fez do trabalhador um consumidor e regulou
seus hábitos e procedimentos sociais no espaço
externo da fábrica.
2. No capitalismo as relações de trabalho podem ser
compreendidas na trajetória dos modelos de
organização com o desenvolvimento
tecnológico. A evolução histórica do
capitalismo se faz em curtos ciclos,
identificados a partir das tecnologias da máquina
a vapor, de fabricação artesanal, passando pela
eletro-mecânica, pelo uso dos motores elétricos
à combustão até nos dias atuais, pelas máquinas
com aparelhagem eletrônica e informatizadas.
3. No capitalismo o controle do trabalho é essencial
para a produção de lucros e se torna uma questão
mais ampla do ponto de vista do modo de
regulamentação, a inovação organizacional e
tecnológica no sistema regulatório, como o
aparelho do Estado, os sistemas políticos de incorporação e representação; se torna crucial
para a perpetuação do capitalismo uma não
modificação da dinâmica da luta de classes cujos
lados em estejam em confronto.
4. No capitalismo devido às contradições inerentes
à sua própria ideologia, o capitalismo impõe,
através de contínuas reestruturações, um
mercado de trabalho com diminuição do
emprego regular, crescente trabalho em tempo
parcial, temporário, ou subcontratado. Nesta
fase da acumulação flexível, as relações de
trabalho enfraquecem na forma do capital menos
industrial e mais financeiro.
5. No capitalismo as políticas liberais impõe ao
trabalhador nova concepção de
empregabilidade, isto é, a responsabilidade de
trabalhador pela descoberta e permanência do
seu emprego ou ocupação no mercado de
trabalho. Quer garantir o mínimo da força de
trabalho essencial a produção, cada vez mais
tecnológica, informatizada e robotizada, e se
quer dispor de um confortável exército de
reserva, para manutenção da regularidade da
produção.
Estão CORRETAS:
Q151473
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Ano: 2020
Órgão:
Prefeitura de Cabedelo - PB
Banca:
EDUCA
Matéria:
Conhecimentos Gerais
Assunto: Questões Sociais
Sobre a História do Movimento Feminista no
Brasil é CORRETO afirmar que:
Q151472
EDUCA - 2020 - Prefeitura de Cabedelo - PB - Professor de Educação Básica II - História
Sobre o conceito de Cultura Histórica é
CORRETO afirmar que:
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