Q51900
INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1
Uma mulher com 38 anos de idade deu entrada em uma
Unidade de Emergência apresentando dispneia e dor
torácica. O quadro teve inicio 5 dias antes com tosse
seca, dor torácica à direita e febre alta. No dia seguinte
ao de início do quadro, ela procurou assistência médica,
tendo-lhe sido prescrito tratamento com levofloxacina para
pneumonia bacteriana comunitária. A paciente relatou
evolução com manutenção do quadro febril e das demais
queixas; posteriormente, passou também a se sentir
cansada, dispneica e com dor precordial do tipo pleurítica.
Como não viu melhora do quadro, procurou a Unidade de
Emergência onde se encontra no momento. No primeiro
atendimento na Unidade de Emergência, a paciente
negou tabagismo, etilismo e uso de drogas ilícitas. Sua
história patológica pregressa revela apenas cistites de
repetição, com último episódio há 2 meses, sempre
tratadas com quinolona por via oral. Ao exame físico,
apresentou pressão arterial = 85 x 40 mmHg; frequência
cardíaca = 120 bpm; frequência respiratória = 28 irpm;
temperatura = 38,7 ºC; exame pulmonar compatível com
condensação lobar à direita. Foi iniciada oxigenioterapia
sob máscara e considerado o diagnóstico de sepse através
dos critérios clássicos (síndrome da resposta inflamatória
sistêmica com infecção comprovada ou suspeita). Foram
colhidas hemoculturas, o lactato sérico foi dosado, o
esquema antibiótico foi modificado para cefalosporina
de terceira geração + macrolídeo e foi iniciado
resgate volêmico generoso. Os exames complementares
realizados confirmam a existência de disfunção
orgânica grave, com presença de 3 disfunções no escore
SOFA (sequential organ-failure assessment): grave
injúria renal, com creatinina sérica = 5,8 mg/dL;
hipercalemia acentuada, com K+ sérico = 7,2 mEq/L;
acidose metabólica importante, com pH = 7,18 e
bicarbonato sérico = 12 mEq/L. Foram então instituídas
medidas terapêuticas intensivas para controle das
disfunções orgânicas, mas, na manhã seguinte, logo após
a realização do registro eletrocardiográfico ilustrado a
seguir, a paciente apresentou parada cardiorrespiratória
em atividade elétrica sem pulso, que foi revertida com
a realização das manobras do suporte básico de vida e
administração intermitente de adrenalina, bicarbonato
de sódio e gluconato de cálcio. Após estabilização
hemodinâmica da paciente, foi indicada a instituição
imediata de suporte dialítico. Considerando que o registro eletrocardiográfico
apresentado indica a causa da parada cardiorrespiratória
da paciente, o que motivou a instituição de terapêutica
dialítica?
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