Q51886
INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1
Uma mulher com 40 anos de idade, solteira, iniciou
seguimento no ambulatório de hepatites após seus
exames de rotina terem apresentado resultado positivo
para o anticorpo anti-HCV. Ela relatou ser enfermeira
em Unidade de Terapia Intensiva há 15 anos e negou
comorbidades ou quaisquer outros fatores de risco
para contaminação pelo HCV. Na consulta de triagem,
o exame físico foi normal e os resultados de exames
laboratoriais não apresentaram alteração, à exceção das
transaminases hepáticas, com valores 4 vezes acima
do normal. No retorno ambulatorial, após 6 meses,
foram observados os seguintes resultados de exames:
anticorpo anti-HCV positivo (segunda amostra); PCR em
tempo real quantitativo para HCV-RNA com carga
viral de 600.000 UI/mL (log = 5,78); HCV genótipo 2;
transaminases nos mesmos níveis dos exames
anteriores; alfa-fetoproteína normal; ELISA anti-HIV
negativo. A ultrassonografia de abdome não evidenciou
alteração no parênquima hepático e a biópsia hepática,
realizada em seguida, evidenciou fibrose portal sem
septos (Metavir F1). Considerando-se o caso acima, qual é a conduta
indicada e o que deverá ser informado à paciente sobre a
possibilidade de resposta ao tratamento?
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