Q227278
INSTITUTO AOCP - 2024 - UFS - Médico - Psiquiatria - Classe E
Uma mulher branca, 76 anos, apresentava, há
3 meses, humor triste, redução do interesse em
atividades prazerosas, preocupação excessiva
com sua situação financeira, sentimentos de
insegurança ao interagir com outras pessoas e
dificuldades de concentração e de lembrar-se de
palavras. Ela havia reduzido suas interações
sociais, parado de frequentar o centro de terceira
idade e desistiu de seu jogo de cartas semanal
porque não conseguia se concentrar nem
memorizar as cartas. Vinha percebendo esses
esquecimentos há alguns meses. Havia perdido
3 quilos nos dois meses anteriores, e o sono era
interrompido por períodos de insônia com
ruminações angustiantes. No entanto, não
aparentava prejuízo em sua independência nas
atividades cotidianas (continuava pagando
contas, cozinhando e mantendo autocuidados). A
mulher tinha hipertensão, hiperlipidemia e história de oclusão coronária, para a qual recebera um
stent. Durante o exame, ela parecia apática. Levou
muito tempo para responder às perguntas;
desenhou as horas de um relógio com
espaçamento desigual, mas colocou os ponteiros
de forma correta. Marcou 24 pontos no Miniexame
de Estado Mental. Em um minuto, conseguiu
pensar em 14 itens disponíveis em um
supermercado, mas não conseguiu agrupar itens
semelhantes. Um exame neurológico não
acrescentou dados relevantes. Uma tomografia
computadorizada (TC) da cabeça revelou
hiperintensidades de substância branca
periventricular e subcortical.
Além do transtorno depressivo, quanto ao quadro
neurocognitivo apresentado pela paciente, qual
alternativa apresenta a hipótese diagnóstica mais
adequada, conforme o DSM-5-TR?
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