Q227267
INSTITUTO AOCP - 2024 - UFS - Médico - Psiquiatria - Classe E
Maria é uma mulher de 35 anos que foi
diagnosticada com depressão maior aos 20 anos.
Ela relata ocorrência de episódios depressivos
recorrentes desde a adolescência. O primeiro
episódio depressivo de Maria ocorreu quando ela
estava no ensino médio. Ela experimentou
sintomas clássicos de depressão, como humor
deprimido, anedonia, distúrbios do sono, perda de
apetite e sentimentos de desesperança. Recebeu
tratamento com psicoterapia e uma tentativa de
antidepressivo tricíclico, que a ajudou a se
recuperar após cerca de seis meses. Nos anos
seguintes, Maria experimentou múltiplas recaídas
de depressão, apesar de períodos intermitentes
de estabilidade. Continuou a receber tratamento
em forma de psicoterapia e, subsequentemente,
com diferentes classes de antidepressivos,
incluindo fluoxetina (até 60 mg/dia);
escitalopram (até 20 mg/dia); desvenlafaxina (até
200 mg/dia), e associação desta com bupropiona
300 mg/dia (esquema que mantém até hoje), usados por, pelo menos, 6 semanas cada.
Ela respondeu positivamente a alguns desses
medicamentos em certos momentos, mas as
melhorias foram frequentemente temporárias, e
ela voltou a recair. Atualmente, Maria está
enfrentando um episódio depressivo grave, que
dura aproximadamente um ano. Ela expressa
tristeza, sentimentos de desesperança e
desamparo profundos, aumento de peso, sono
fragmentado, isolamento, além dos sintomas
prévios relatados. Refere ideação suicida, sem
planejamento. Com o esquema medicamentoso
atual (desvenlafaxina 200 mg/dia e bupropiona
600 mg/dia), notou melhora apenas em realizar
tarefas simples do cotidiano e discreta melhora na
volição. São estratégias válidas para a paciente
apresentada, EXCETO
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