Q18811
Instituto Access - 2026 - Prefeitura de Planaltina - GO - Professor de Geografia
Após a crise financeira global de 2008, o capitalismo
internacional entrou em um período de instabilidade
prolongada, posteriormente intensificado por eventos
como a guerra comercial EUA−China, a pandemia de
COVID-19, a ruptura parcial de cadeias globais de valor,
pressões inflacionárias pÛs-2021, crise energética na
Europa e crescimento de movimentos
nacional-protecionistas. Esse contexto expôs fragilidades
do paradigma neoliberal globalizante, ao mesmo tempo
em que ampliou o papel do Estado em economias
centrais ó seja via resgates bancários, pacotes fiscais
trilionários, subsídios industriais estratégicos ou
tentativas de "re-onshoring" produtivo.
Uma geógrafa econômica que estuda fluxos do comércio
internacional observou que, no início da década de 2020,
enquanto o discurso político em alguns países defendia
"excessiva desglobalização", na prática o mundo
experimentava uma reregionalização seletiva da
globalização: a integração de mercados não cessava,
mas tornava-se mais segmentada, tecnológica,
disputada e politicamente condicionada, com uma
crescente divisão entre redes de alto valor agregado
(semicondutores, IA, defesa, energia limpa) e redes
primário-exportadoras dependentes de infraestrutura
logística tradicional. A partir desse cenário, qual
alternativa apresenta a interpretação correta e coerente
sobre a crise do capitalismo global no início do século
XXI e suas implicações territoriais?
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