Q151778
INEP - 2021 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2021/1
Uma mulher de 38 anos de idade é admitida na enfermaria
de cardiologia de hospital de alta complexidade, em
função de quadro de dispneia progressiva, ortopneia e
dispneia paroxística noturna. Segundo a paciente informa,
seus sintomas anteriores iniciaram-se há cerca de 1 ano,
tendo progredido ao longo do período. Procurou
assistência médica em algumas ocasiões, sendo
finalmente internada para realização de exames
complementares e definição diagnóstica. Em sua história
patológica pregressa, há relato de dois episódios de febre
reumática na adolescência, num dos quais foi detectado
um "sopro no coração". Fez uso de penicilina benzatina de
forma mensal, mas irregular, até os 18 anos de idade.
Nega outros dados relevantes de anamnese. Ao exame
físico, paciente está em bom estado geral, em
atitude ortopneica. Não há febre. PA = 120 x 70 mmHg;
FC = 87 bpm. Ritmo cardíaco é irregular, em 2 tempos, com
1ª bulha hiperfonética e presença de sopro diastólico
(2+/6+) em ponta, melhor audível em semi-decúbito
lateral esquerdo; um ruído protodiastólico curto, de alta
frequência, é também auscultado no foco mitral, mas não
se observa reforço do ruflar diastólico. Há
anicardiosfigmia. Não é detectada turgência jugular a 45º.
Estertores crepitantes finos são auscultados em bases. Não
há congestão hepática, nem edema de MMII. Exames
complementares iniciais (incluindo VHS) revelam-se
normais, sendo a pesquisa de ASLO e swab de orofaringe
negativos para infecção por Streptococcus pyogenes.
Eletrocardiograma revela ritmo de fibrilação atrial, com
QT normal.
Diante dos dados relatados, a melhor explicação para o
quadro da paciente é
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