Questões de Concursos Públicos - SED-SC
Resolva questões gratuitas da SED-SC. Banco com 469 perguntas de concursos. Prepare-se com simulados e estatísticas de acerto.
Q251018
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
De acordo com o Currículo Base do Ensino Médio do
Território Catarinense (CBTC), 2020, "Respeitar e
reconhecer os modos de vida dos diferentes sujeitos na
escola possibilita a pluralidade de ideias, a socialização
de experiências históricas e culturais, que se expressam
em possibilidades de ensino e aprendizagem com as
diferentes linguagens. Ainda, a questão das
diversidades, vinculada à educação inclusiva e à
educação integral, encontra chão fértil na Área de
Linguagens, pois o trabalho com as linguagens
possibilita a problematização de questões de ordem
étnico-racial, da sexualidade, de questões geracionais,
dos direitos humanos e do meio ambiente,
compreendendo que todos os sujeitos da escola se
encontram em diferentes realidades/contextos (campo,
cidade, centro, periferia, territórios de povos originários
indígenas, comunidades tradicionais quilombolas), o que
tem implicações para a compreensão das suas práticas
de linguagem e das múltiplas dimensões e
singularidades vinculadas a elas".
Partindo desse pressuposto e relacionando-o ao
processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa,
analise as sentenças a seguir e registre V, para
verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Não há como dissociar as manifestações linguísticas
dos seus contextos de uso, da cultura de cada
comunidade de falantes, pois os usos da língua se
vinculam diretamente à identidade de um povo. Nessa
perspectiva, em se tratando do ensino de línguas, é
importante marcar o alinhamento ao plurilinguismo e à
heterogeneidade linguística, pois no Brasil coexistem
línguas indígenas, de imigração, de fronteira, de sinais,
crioulas e afro-brasileiras, além do português e de suas
variedades.
(__)Ao se considerar as línguas faladas, ao lado do
português, pelas diferentes comunidades como um bem
e um patrimônio cultural imaterial do próprio estado,
muitas vezes, de pouco prestígio e estigmatizadas na
sociedade em geral, torna-se crucial promover uma
educação (pluri)linguística que valorize o conhecimento
das línguas que compartilham esse mesmo território,
acolhendo a todos na escola. (__)Parte-se de uma ancoragem teórica e epistemológica
que toma a interação social como central,
compreendendo como papel da educação criar
condições para a ampliação do repertório cultural e para
um percurso formativo que possibilite aos(às) estudantes
a compreensão crítica de si, do outro e do mundo, por
meio dos usos da língua.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
Q251017
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
No processo ensino-aprendizagem de Língua
Portuguesa, a partir da concepção enunciativo-discursiva
e com foco no caráter dialógico da linguagem e de sua
natureza sócio-histórica e ideológica, há quatro eixos de
integração das práticas de linguagem, a saber: a leitura,
a produção de textos, a oralidade e a prática de análise
linguística/semiótica. Nesse sentido, o trabalho com a
compreensão e a produção textual são centrais. Tendo
isso como ponto de partida, analise as sentenças a
seguir:
I.A leitura e a escuta precisam considerar as dimensões
social e verbal dos gêneros do discurso, contemplando
questões contextuais, em sentido mais amplo, tanto
quanto aspectos referentes à materialidade textual, uma
vez que a atenção do sujeito leitor para os recursos
linguísticos empregados pelo autor do texto é
fundamental na ampliação das vivências com o ato de
ler. Isso reflete um movimento de autoria nos processos
de compreensão.
II.Na produção textual, vinculada tanto à oralidade
quanto à escrita, deve-se criar condições para que os
sujeitos revelem aquilo que têm a dizer, a partir da sua
realidade, projetando a relação entre o local e o global e
possibilitando que assumam a posição de autores de
seus próprios textos; são oportunidades, entre outras, de
"dar voz", de os alunos assumirem posições, de
ampliarem a atuação social, tendo em vista que isso
potencializa uma inserção mais efetiva deles na
diversidade de espaços sociais em que as práticas de
linguagem têm papel central.
III.Tanto na compreensão quanto na produção, a
oralidade deve ocupar um lugar secundário, ainda que
seja uma prática que contribua efetivamente para a
inserção dos estudantes nas diferentes interações
sociais. Isso se deve ao fato de que, no ambiente
escolar, há "diferentes vozes", mas nem todos os
estudantes estão aptos ou confortáveis a se expor
oralmente, produzindo textos de gêneros típicos da
oralidade. Forçá-los não favorece sua constituição como
sujeitos da cidadania.
É correto o que se afirma em:
Q251016
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
Em sentido amplo, a _______________ se faz presente
em todo e qualquer texto, como componente decisivo de
suas condições de produção, não sendo gratuita, mas
estratégica, revestida de finalidade e de significações.
Ela é condição mesma da existência de textos,
indissociável dos processo de escrita e de leitura, pois
todo texto é um mosaico de outros dizeres que o
antecederam e lhe deram origem.
Assinale a alternativa que completa corretamente a
lacuna no excerto:
Q251015
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
Leia o texto a seguir:
Analise as sentenças a seguir, tendo como referência a
leitura da tirinha:
I.O sentido não está no texto, ele é construído a partir
da interação autor-texto-leitor. Essa interação acontece
tanto pela materialidade linguística, e no caso da tirinha,
também pelo texto não verbal, apresentados pelo autor,
quanto pelos conhecimentos prévios que o leitor
mobiliza.
II.No processo de construção dos sentidos em um texto,
o autor pode lançar mão de diversos recursos, entre eles
as figuras de linguagem, construindo sentidos distintos
do literal. Na tirinha, há uma metáfora e uma
personificação, respectivamente nos 2º e 7º quadrinhos.
III.Na tirinha, Armandinho deixa explícito que não pode
sujar o uniforme nas poças de lama. Na sequência de
quadros, o leitor é convocado, como parte do processo
de construção de sentidos, a identificar um pressuposto
a partir das falas dos personagens: está implícito no
texto que criança não resiste a uma poça de lama. Esse
pressuposto é estabelecido ou posto pela construção
linguística "Eu não consegui".
É correto o que se afirma em:
Q251014
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
O Novo Acordo Ortográfico, implementado desde 2009 e
obrigatório desde 2016, apresenta regras quanto ao uso
de hífen. Associe a segunda coluna de acordo com a
primeira, relacionando as regras de uso de hífen com os
exemplos:
Primeira coluna: regras
1.Emprega-se o hífen nas palavras compostas por
justaposição que não contêm formas de ligação e cujos
elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou
verbal, constituem uma unidade sintagmática e
semântica e mantêm acento próprio.
2.Emprega-se o hífen para ligar duas ou mais palavras
que ocasionalmente se combinam, formando não
propriamente vocábulos, mas encadeamentos
vocabulares.
3.Emprega-se o hífen nas palavras compostas que
designam espécies botânicas e zoológicas (com ou sem
formas de ligação).
Segunda coluna: exemplos
(__)Rio-Niterói; teoria-prática; ensino-aprendizagem.
(__)bem-me-quer; abóbora-menina; erva-doce;
cobra-d´água.
(__)anos-luz; afro-asiático; segunda-feira; conta-gotas;
amor-perfeito.
Assinale a alternativa que apresenta a correta
associação entre as colunas:
Q251013
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
A elaboração do texto escrito envolve uma série de
decisões relativas ao emprego dos sinais gráficos. Eles
têm papéis variados, seja para fins propriamente
estéticos, para indicação de pausas, para sinalizar a
entoação da frase ou ainda para individualizar algum
segmento. A pontuação gráfica, dependo do sinal
utilizado, colabora também para a coesão e a coerência
do texto. É o caso da vírgula. Analise o uso da vírgula
nas sentenças a seguir, observando: a) o correto uso em
todas as ocorrências caso haja mais de uma no mesmo
período; b) a possível ausência de vírgula em contexto
que pedia seu uso:
I."De repente um traço ligeiro rasgara o céu para os
lados da cabeceira do rio, outros surgiram mais claros, o
trovão roncava perto, na escuridão da meia-noite rolaram
nuvens cor de sangue." (Graciliano Ramos) II.Inimigo de tanta gente na faixa dos 40 a 50 anos, o
colesterol já não pode ser considerado a causa principal
de problemas cardíacos.
III."Não só por observação direta e pessoal como por
entreouvir comentários de parentes e amigos, fiquei
sabendo que a Farmácia Brasileira ia de mal a pior."
(Erico Veríssimo)
O uso ou não da vírgula foi corretamente empregado em:
Q251012
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
Entendida como um princípio de interpretabilidade, diz
respeito ao modo como os elementos expressos na
superfície textual e aqueles que se encontram
implicitados vêm a permitir às pessoas envolvidas com o
texto, quem produz e quem lê, a construção de um
sentido, devido à atuação de uma série de fatores de
ordem cognitiva, sociocultural, situacional, interacional,
entre outros. A respeito da definição apresentada no excerto, ela se
refere a:
Q251011
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
Leia o texto a seguir:
Literatura interativa para jovens leitores
"Outras versões de nós", da escritora espanhola
Esperanza Luque, é um livro dedicado a reafirmar as
possibilidades diversas do amor
Partindo das questões que cercam o "final feliz" das
histórias de amor, a escritora espanhola Esperanza
Luque convida o público jovem a embarcar em uma
narrativa colaborativa pelo passado, presente e futuro de
Charlotte, personagem principal de Outras versões de
nós, sua obra mais recente.
Publicado no Brasil pela Mood, selo de literatura jovem
do grupo Ciranda Cultural, o livro de Luque se apossa do
gênero livro-jogo através do conceito de "escolha sua
própria aventura". Popularizado nos Estados Unidos
durante as décadas de 1980 e 1990, esse tipo de livro
permite que os próprios leitores participem ativamente da
construção da história através de escolhas que mudam o
decorrer da narrativa. De maneira geral, é bem simples. Após algumas páginas
de leitura, o livro lhe dá diferentes escolhas sobre como
a trama deve seguir e indica a página que deve ser lida
em seguida, com base na sua escolha. Seguindo assim
pelas diversas situações, o leitor pode escolher as
versões da história de sua preferência, até chegar ao
final. Depois, caso deseje, pode ler o livro tomando
novas decisões e assim descobrir versões diferentes da
anterior.
Em Outras versões de nós, a protagonista é Charlotte,
uma artista de coração partido que encontra uma
misteriosa vidente que lhe permite mudar decisões
tomadas no passado. A partir desse cenário, os leitores
podem percorrer até seis diferentes tramas que variam
entre comédia romântica, história natalina e enredo
escolar. Para somar ainda mais à experiência, fica na
mão dos leitores se tudo isso vai se passar na Era
Vitoriana, durante a Segunda Guerra Mundial ou outro
período temporal.
Através de cada escolha é possível questionar definições
e conceitos próprios, permitindo que o livro funcione
como um espelho e assim, propor reflexões íntimas. Ao
escrever uma obra interativa, Esperanza Luque passa
aos seus leitores a mensagem de que não existe apenas
um final feliz e sim, diversos caminhos a serem
percorridos e vivenciados com autenticidade.
(Disponível em:
https://www.pernambucorevista.com.br/secoes/noticias/literatura-interat
iva-para-jovens-leitores. Acesso em: 30 out. 2025.)
Os fatores de coesão textual são aqueles que dão conta
da estruturação da sequência superficial do texto, não se
tratando de princípios meramente sintáticos, mas de uma
espécie de semântica da sintaxe textual, ou seja, dos
mecanismos formais de uma língua que permitem
estabelecer entre os elementos linguísticos do texto,
relações de sentido. A coesão não constitui condição
necessária nem suficiente para que um texto seja um
texto, porém, o uso de elementos coesivos dão ao texto
maior legibilidade.
Tendo essa definição como referência, analise as
sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F,
para falsas: (__)Um dos recursos coesivos mais eficientes na
construção de um texto é a progressão realizada por
meio de expressões nominais. Um exemplo disso está
nas expressões "literatura interativa" (no título),
"narrativa colaborativa" (1º parágrafo), "esse tipo de livro"
(2º parágrafo), "o livro" (3º parágrafo). Eles retomam o
mesmo macro assunto (o gênero literário) e possibilitam,
além da articulação das ideias, a progressão delas,
apresentando ao leitor informações novas, mas
retomando o que já fora tratado.
(__)No 5º parágrafo, a expressão "Ao escrever uma obra
interativa" retoma não o gênero literário livro-jogo, mas a
obra específica de Esperanza Luque, Outras versões de
nós. Desse modo, é possível ao leitor saber quando o
texto trata do gênero e quando trata da obra em si.
(__)No 3º parágrafo, a expressão "De maneira geral, é bem simples" tem papel importante no texto: estabelecer
uma progressão sequencial, usando o recurso do
parafraseamento, isto é, o autor do texto explica ou
esclarece para o leitor algo que foi dito anteriormente.
Nesse caso, o autor amplia o conceito ou a explicação
do que seja gênero livro-jogo, tratado introdutoriamente
no parágrafo anterior. Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
Q251010
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
Leia e analise os excertos a seguir:
I."Sempre em todos os tempos teve duas línguas, a
língua geral e a língua literária, aquela falada e esta
escrita. Sei que esta distinção inda pode ser mais
especializada e que são mais numerosas ainda as
línguas simultâneas duma fala só porém essa divisão
primeira me basta pra argumentar. Enfim [...] sucede que
a maioria pra escrever veste fraque, alguns casacas e o
resto o paletó de domingo, ao passo que eu me dispo
até do paletó semanal. E não é falta de educação não.
Porque se uma tentativa destas se generaliza toda gente
creio que está em condições de compreender que daí
em diante, maleducado vai ficar o que veste casaca,
fraque ou paletó domingueiro, ao passo que o em
mangas de camisa é que fica o que está certo, o que
está com todos, o que está na moda. E a linguagem em
mangas de camisa é que fica a língua literária, a língua
eternizada e a língua nobre duma raça num dos seus
períodos".
(Mário de Andrade, A gramatiquinha da fala brasileira (obra póstuma),
2022, p.109. Foi respeitada a redação dada pelo autor em seus
manuscritos.)
II."Uma derivação do mito da língua 'primitiva' é a ideia
de que as pessoas que não têm educação formal e não
se valem das formas linguísticas padronizadas e
prescritas pela tradição gramatical falam 'tudo errado'.
[...] muitas pessoas das camadas dominantes da
sociedade consideram que os pobres, os analfabetos, os
habitantes da zona rural (e, em alguns lugares, as
mulheres, os jovens, os negros, os judeus, os imigrantes
etc.) não sabem falar, têm vocabulário pobre e são
incapazes de raciocínio lógico".
(Marcos Bagno, Gramática pedagógica do português brasileiro, 2012,
p. 96.)
Apesar da distância que separam os dois textos, é
correto afirmar que ambos tecem uma crítica concreta:
Q251009
FURB - 2025 - SED-SC - Professor - Língua Portuguesa e Literatura - Edital nº 3.021
"Entendo aqui por humanização (já que tenho falado
tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles
traços que reputamos essenciais como o exercício da
reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para
com o próximo, o afinamento das emoções, a
capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso
da beleza, a percepção a complexidade do mundo e dos
seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós
a quota de humanidade na medida em que nos torna
mais compreensivos e abertos para a natureza, a
sociedade, o semelhante."
(Antonio Candido, O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de
Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011, p. 180.)
"[...] Minha mãe diz que comecei a ler aos dois anos de
idade, embora eu ache que quatro deva estar mais
próximo da verdade. Eu me tornei leitora cedo, e o que
lia eram livros infantis britânicos e americanos.
Também me tornei escritora cedo. Quando comecei a
escrever, lá pelos sete anos de idade — textos escritos a
lápis com ilustrações feitas com giz de cera que minha
pobre mãe era obrigada a ler —, escrevi exatamente o
tipo de história que lia: todos os meus personagens eram
brancos de olhos azuis, brincavam na neve, comiam
maçãs e falavam muito sobre o tempo e sobre como era
bom o sol ter saído.
Escrevia sobre isso apesar de eu morar na Nigéria. Eu
nunca tinha saído do meu país. Lá, não tinha neve,
comíamos mangas e nunca falávamos do tempo, porque
não havia necessidade. Meus personagens também
bebiam muita cerveja de gengibre, porque os
personagens dos livros britânicos que eu lia bebiam
cerveja de gengibre. Não importava que eu não fizesse
ideia do que fosse cerveja de gengibre. [...]
Como eu só tinha lido livros nos quais os personagens
eram estrangeiros, tinha ficado convencida de que os
livros, por sua própria natureza, precisavam ter
estrangeiros e ser sobre coisas com as quais eu não
podia me identificar. Mas tudo mudou quando descobri
os livros africanos. [...] Percebi que pessoas como eu,
meninas com pele cor de chocolate, cujo cabelo crespo
não formava um rabo de cavalo, também podiam existir na literatura. [...]
Eu amava aqueles livros americanos e britânicos que lia.
Eles despertaram minha imaginação. Abriram mundos
novos para mim, mas a consequência não prevista foi
que eu não sabia que pessoas iguais a mim podiam
existir na literatura. O que a descoberta de escritores
africanos fez por mim foi isto: salvou-me de ter uma
história única sobre o que são os livros. [...]
É assim que se cria uma história única: mostre um povo
como uma coisa, uma coisa só, sem parar, e é isso que
esse povo se torna."
(Chimamanda Ngozi Adichie, O perigo de uma história única. São
Paulo: Companhia das Letras, 2009.)
A partir da leitura dos excertos e de seus conhecimentos
a respeito de letramentos literários, do ensino de
literatura e das legislações e documentos que estruturam
a educação básica no Brasil, analise as sentenças a
seguir:
I.O ensino de literatura deve organizar-se a partir das
obras canônicas, uma vez que há, no cânone, uma
presença diversa de autores contemplando a diversidade
étnico-racial que compõe o país. Desse modo, tem-se
representatividade na literatura afro-brasileira a partir de
escritores consagrados, como Machado de Assis, Lima
Barreto e o poeta catarinense Cruz e Souza.
II.O ensino de literatura tem papel relevante dentro do
contexto multicultural que forma o Brasil. A experiência
literária nos permite saber da vida por meio da
experiência, do olhar e da cultura do outro, assim como
vivenciar essa experiência, ou seja, por meio da literatura
é possível encontrar olhares diversos sobre a sociedade,
a cultura e o próprio indivíduo representado,
corroborando a construção de uma sociedade
organizada horizontalmente em valores que abrangem
todas as camadas sociais culturais.
III.Enquanto objeto de estudo das aulas de literatura, é
importante que a diversidade cultural seja vista sob uma
ótica teórico-crítica, reconhecendo-a como um objeto de
valor e não como uma produção excêntrica. Portanto, é
preciso sair das produções sobre os negros e indígenas
para uma produção dos negros e dos indígena. É correto o que se afirma em: