Questões de Concursos Públicos - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO
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Q716
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Geografia
O processo de verticalização, caracterizado pelo
crescimento dos edifícios de múltiplos andares em áreas
urbanas, tem sido intensificado em diversas cidades
brasileiras. Esse fenômeno está associado a qual fator
socioespacial?
Q715
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de Geografia
A compreensão da rede urbana é essencial para analisar a
organização territorial brasileira. No contexto do Ensino
Básico, ao trabalhar esse conceito com os estudantes,
busca-se que eles compreendam que as cidades
Q713
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo
explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da
batalha para a produção de sentidos e significados, que são
constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e
suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras
questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília:
MEC, 2018, p. 397.
O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para
a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado
evidencia uma oposição à concepção de história
Q711
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da
Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital
inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos
historiográficos replicados e cultivados na memória histórica
ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos
atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca
do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis
venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533
é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que
se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América,
embora essa ideia também possua uma notória presença entre
as populações dos demais países de nosso continente, como
no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se
nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas
hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI,
como as famosas Historia verdadera de la conquista de la
Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera
Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez.
Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica
ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em
abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e
médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao
ensino de História, além de também caracterizarem pinturas
artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e
documentários dedicados ao tema.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem
e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas
em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora
UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.
O processo descrito no excerto se refere a uma transposição
didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
Q710
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
No cinema, as representações de Octaviano/Augusto tendem a
recuperar e confirmar este tipo de episódios retratados na
cultura e nas artes, a partir de visões literárias e pictóricas
compostas em torno dos amores de Marco Antônio e de
Cleópatra, remetendo invariavelmente a história de Augusto
para segundo plano. [...]. É preciso não descurar este aspecto
fundamental: o que chegou ao cinema e à televisão é o
resultado de ficções e/ou mitos fundados e forjados inicialmente
pela própria Cultura Clássica.
MENDES, Elsa Maria Carneiro. Narrativas audiovisuais sobre a Antiguidade
Clássica: a representação do Imperador Augusto no cinema e na TV.
ICONO14, Julio-diciembre, 2019, Volumen 17, Nº 2, p. 63. Sobre a reprodução de imagens da Antiguidade na cultura
histórica do tempo presente, o excerto evidencia que os
mitos são
Q709
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
A educação inclusiva é o resultado de um longo processo de
evolução no entendimento dos direitos humanos e do papel da
educação na promoção da equidade. Ao longo dos anos, a
sociedade tem passado por mudanças significativas em relação
à forma como as pessoas com deficiência são vistas e tratadas,
movendo-se de uma abordagem segregacionista para uma
mais inclusiva, onde todos têm o direito de participar
plenamente da vida em comunidade, incluindo o acesso à
educação regular.
LIMA, Rafael Santos et al. Estratégias pedagógicas para inclusão de alunos
com deficiência intelectual em salas regulares. Revista Foco, v.17 n.11, 2024,
p. 4. Na docência em História, professores e professoras que
trabalham na perspectiva de uma educação inclusiva
utilizam estratégias de ensino e aprendizagem que
Q708
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
No tempo que governavam os três estados, começaram a
levantarem-se uns tipos de gentes que se chamavam
companheiros e que saqueavam a todos que levavam cofres.
Digo que os nobres do reino da França e os prelados da santa
Igreja começaram a se cansar da empresa e da ordem dos três
estados. Deixaram atuar o preboste dos comerciantes e alguns
burgueses de Paris, mas intervinham mais do que desejavam.
Sucedeu um dia que o duque da Normandia estava em seu
palácio com grande quantidade de cavaleiros e o preboste dos
comerciantes reuniu também grande quantidade de comunas
de Paris que eram de sua seita e de seu partido. Todos levavam
gorros iguais para reconhecerem-se. Este preboste se dirigiu
ao palácio rodeado por suas gentes e entrou na câmara do
duque. Com grande acrimônia requereu que se ocupasse dos
assuntos do reino e mantivesse conselho, de modo que o reino
que devia herdar estaria bem protegido daqueles companheiros
que o dominavam, saqueando e roubando por todo o país. O
duque respondeu que se ocuparia com muito gosto, se
obtivesse sentença de assim fazê-lo, mas que correspondia
decidir o que determinava os ditames e juízos do reino. Não sei
por que nem como sucedeu, mas as palavras foram crescendo
tanto e tão alto que, na presença do duque da Normandia
mataram os três maiores de seu conselho, tão próximo dele,
que sua vestimenta ficou ensanguentada. O mesmo correu um
grande perigo, mas lhe deram um dos gorros e concedeu
perdoar a morte daqueles três cavaleiros, dois de armas e o
terceiro de leis. Um deles se chamava meu senhor Robert de
Clermont, um homem nobre e muito gentil; o outro, senhor de
Conflans, marechal de Champagne e cavaleiro de leis, meu
senhor Simon de Bucy. Foi uma grande pena que ali
morressem, por falar e aconselhar bem a seu senhor.
FROISSART, Jean. Crônicas (c. 1337-1410). Disponível em:
https://www.ricardocosta.com/extratos-de-documentos-medievais-sobre-ocampesinato-secs-v-xv#extrato-43. Acesso em: 14 nov. 2025.
Sobre as relações medievais presentes no trecho das
Crônicas de Froissart, identifica-se uma sociedade
Q707
IV - UFG - 2026 - Prefeitura de Gameleira de Goiás - GO - Professor de História
Leia o texto a seguir.
Segundo meu avô – gosto sempre de repetir – o único tempo
que temos é o tempo presente. Ele até perguntava com certa
frequência: por que o presente se chama presente? Dava um
pouco de tempo e depois respondia: é porque é um presente
que ganhamos do Criador. Quem ganha um objeto de presente
tem que abrir na mesma hora para poder dar alegria a quem o
deu. A vida é o presente que o Grande Espírito nos dá todos os
dias, e viver esse presente alegra o coração do nosso Pai
Primeiro. Meu avô era como um sábio que possuía todo o
conhecimento de nossa gente. Qualquer coisa que a gente
queria saber era só recorrer a ele que logo tinha uma história
para contar. Foi ele que me ensinou que era preciso, de vez em
quando, mudar. Disse isso pensando no rio. Fez-me olhar o rio
que corria.
MUNDURUKU, Daniel. Antologia de contos indígenas de ensinamento: tempo
de histórias. São Paulo: Moderna, 2005, p.19.
O trecho citado foi extraído de uma obra que compõe um
conjunto de narrativas, textos, poemas, cantos, mitos,
histórias orais, performances e produções escritas
elaboradas por autores e autoras pertencentes aos diversos
povos indígenas. Ela se caracteriza por expressar
cosmovisões próprias, valores, memórias coletivas, modos
de viver, relações com a natureza, com o território e com o
sagrado, além de refletir questões políticas, históricas e
identitárias desses povos. Trata-se da literatura