Questões de Concursos Públicos - EBSERH
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Q230961
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Após a otimização da terapia antimicrobiana, o paciente evoluiu
com insuficiência respiratória com necessidade de intubação
orotraqueal e ventilação mecânica invasiva.
Em relação à abordagem inicial da ventilação mecânica, a opção
abaixo mais adequada para o paciente é:
Q230960
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Cerca de 12 horas após ajuste da ventilação mecânica, o paciente
evoluiu com hipoxemia persistente e piora radiológica com
infiltrado pulmonar bilateral. A PEEP foi colocada em 12 cmH2O.
Nova gasometria arterial revelou: pH 7.31 | pCO2 42 | pO2 59 |
HCO3 19.8 | SO2 97% com FIO2 100%. A relação PaO2/FiO2 é de 59.
Nesse momento, a melhor estratégia para o suporte ventilatório é:
Q230959
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Um trabalhador de uma mineradora de 55 anos de idade, com
histórico de exposição prolongada à poeira de sílica por mais de
20 anos, apresenta sintomas como tosse persistente, febre baixa
diária, dispneia aos esforços e perda de peso significativa nos
últimos seis meses. Além da história ocupacional, refere ser
tabagista 35 anos-maço. Ao exame físico, observa-se
baqueteamento digital. A radiografia de tórax revela a presença
de opacidades nodulares em ambos os pulmões, principalmente
nos lobos superiores.
Diante do quadro acima, a conduta mais adequada para o
referido paciente é:
Q230958
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Uma paciente de 20 anos, branca, encaminhada da unidade
básica de saúde para consulta com pneumologista, apresenta
falta de ar com opressão no peito e tosse com secreção mucoide.
Relata chiado no peito durante a noite. Está em uso de beta 2 de
longa ação e corticoide inalatório, salbutamol spray 100 mcg
4 puffs, de 4 em 4 horas. Fez uso de corticoide oral por 3 vezes no
último ano. Há 3 meses, está sem corticoide oral. Refere uso de
loratadina 10mg 1cp diariamente, por conta própria, para
melhorar os sintomas da rinite alérgica. Nega febre. Pacientes
portadores de asma alérgica com características como as acima
ilustradas, têm os seguintes biomarcadores principais que
caracterizam a inflamação Th2:
Q230957
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Um paciente de 42 anos, casado, engenheiro, apresenta-se com
queixa de dispneia aos médios esforços há 1 ano, sendo por ele
atribuída à falta de condicionamento físico. Ex-tabagista há 12
anos, fez uso de cigarro de palha dos 25 aos 30 anos de idade.
Relata infecções respiratórias no último ano, tratadas com
antibióticos, sendo a última com necessidade de internação
hospitalar há 4 meses. Nega perda ponderal. Na história familiar,
seu pai é transplantado de fígado, embora a causa específica da
doença hepática não seja conhecida. Realizou espirometria que
revelou CVF normal, VEF1 de 58 % e VEF1/CVF 68% pós BD. Prova
broncodilatadora negativa ao salbutamol spray. Hemograma
recente com série vermelha normal, leucócitos dentro do limite
da normalidade e com eosinófilos de 180/ml. Ao exame físico:
PA 120 X 80 mmHg, f- 20 irpm, Sat 97% em ar ambiente. O mMRC
era de 2 CAT 11 e sem esforço respiratório em repouso. A
ausculta pulmonar mostra MV diminuído universalmente e sem
ruídos adventícios.
De acordo com os critérios do GOLD 2024, o tratamento
inalatório proposto para esse paciente é:
Q230956
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Leandro José da Silva, PVHIV, 33 anos, em uso de inibidor de
protease na TARV, relata ter contato intradomiciliar com pessoa
portadora de tuberculose pulmonar, o qual apresenta, no exame
de escarro, baciloscopia positiva (BAAR ++), TRM-TB: Mtb
(Mycobacterium tuberculosis) é detectável e sensível à
Rifampicina. No momento, Leandro encontra-se assintomático do
ponto de vista respiratório. Nega febre, emagrecimento e
sudorese noturna. Informa uso correto da TARV, porém
apresenta CD4<350 células/mm³. O médico da unidade básica
solicitou prova tuberculínica, sendo o resultado de 4mm, e
radiografia de tórax, que tem laudo normal.
O esquema mais adequado para o tratamento da infecção latente
pelo Mtb para o paciente em questão é:
Q230955
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Uma mulher de 28 anos, gestante de 30 semanas (G3P2A0), com
histórico de asma desde a infância e rinite alérgica, fazia uso de
beclometasona HFA spray 200mcg, 1 jato de 12/12h. Parou o uso
quando descobriu a gestação. Realizou a mesma conduta nas
duas gestações anteriores, sem maiores consequências e sem
crise de asma. Nega tabagismo e etilismo. Nega HAS, DM e
alergia medicamentosa. Frequenta regularmente as consultas de
pré-natal. Sorologias para HIV, hepatites e sífilis são não
reagentes. No momento, relata dispneia com tosse e chiado no
peito 5 vezes por semana, após contato com poeira e mofo no
guarda-roupa. Nega febre e despertares noturnos.
Além das medidas de controle ambiental, a paciente acima deve
ser orientada a realizar o seguinte tratamento:
Q230954
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Um homem de 76 anos, advogado, natural do Rio de Janeiro e
residente em SP, há 3 meses, queixa-se de dispneia aos esforços,
progressiva, acompanhada de tosse com expectoração amarelada
e febre não aferida. Tinha história de tabagista de 60 anos-maço
e etilista de destilados aos fins de semana. Ao exame físico,
apresentava: PA = 120 x 80 mmhg, temp.axilar = 38,3 °C,
FC = 100 bpm, FR = 22 irpm, SatO2 = 96%. Na ausculta pulmonar,
apresentava expansibilidade diminuída à direita, FTV aumentado
no 1/3 médio à direita. Percussão: som claro e atimpânico em
ambos os hemitórax. MV difusamente diminuído, sobretudo no
1/3 médio à direita. Presença de roncos e sibilos esparsos e
estertores crepitantes discretos no 1/3 médio à direita. Exames
complementares: HCT 40% e hg 14 g/dl, leucócitos: 13800 (1200
bastões). Plaquetas: 300mil. TAP/PTT e INR normais. Radiografia
de tórax em PA e perfil E: opacidade arredondada, sugestiva de
massa escavada, justa hilar D, estendendo-se até LM, onde
também se observa infiltrado alveolar ao redor. A tomografia de
tórax mostrava presença de massa pulmonar medindo 6 cm, justa
hilar, envolvendo a emergência do brônquio fonte direito e dos
brônquios dos segmentos anterior do LSD e medial do LM com
infiltrado alveolar. Linfonodomegalia hilar D também era
observada. Na tomografia de abdômen havia múltiplos nódulos
densos e hipercaptantes no fígado e imagem nodular e irregular
medindo 4 cm em topografia de adrenal direita.
Nesse contexto clínico, a conduta inicial para obtenção de
material para o diagnóstico histopatológico seria a realização de:
Q230953
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Uma paciente de 77 anos, relata tosse há 6 meses com
expectoração branca e piora da dispneia que, no momento,
ocorre aos pequenos esforços. Nega febre. Refere
emagrecimento de 3kg nesse período, perda do apetite e dor em
região costal E. Ex-tabagista há 10 anos. CT 50 anos-maço. Trouxe
TC de tórax, que evidenciou: enfisema parasseptal e
centrolobular difuso mais extenso em lobos superiores. Havia
também uma opacidade de contorno irregular medindo
3,1 x 3,0 x 3,5 cm, localizada em língula com extensão pleural.
Nódulo subpleural em LID de contorno lobulado de 8,0 mm.
Linfonodos mais evidentes que o habitual no mediastino de
7,0 mm, situados no espaço pré-vascular. A parede torácica
apresentava irregularidade da cortical no 4º e 5º arcos costais à
esquerda. Em uma segunda consulta, trouxe o resultado do
exame de função pulmonar com estudo da difusão de monóxido
de carbono (DLCO). Esse exame mostrava distúrbio ventilatório
obstrutivo evidenciado pela redução VEF1/CVF (50% do previsto)
pós BD e VEF1 de 48%, com CVF normal. Prova broncodilatadora
negativa. A difusão de CO estava acentuadamente reduzida
(DLCO hb) = 19% do previsto; o KCO (Hb) muito baixo (24% do
previsto) sugere redução do leito capilar pulmonar por enfisema
pulmonar extenso. O VA normal, a despeito da obstrução de vias
aéreas, sugere presença de hiperinsuflação pulmonar. Para a
lingulectomia (ressecção de 2 dos 19 segmentos pulmonares)
VEF1 ppo = 0,84L (45% do previsto) e
DLCO (Hb)ppo = 2,54 ml/min/mmHg (16% do previsto). Realizou
biópsia por punção transtorácica na língula e o histopatológico
revelou carcinoma de pulmão não pequenas células (invasivo)
moderadamente diferenciado.
Considerando o caso clínico acima, o planejamento terapêutico
mais adequado para essa paciente é realizar:
Q230952
FGV - 2024 - EBSERH - Área de Atuação - Pneumologia Pediátrica
Um paciente de 66 anos, casado, aposentado, durante consulta
com nefrologista em unidade de referência secundária, relatou
tosse há 40 dias, inicialmente seca. Após 1 semana, evoluiu com
expectoração amarelada. Refere febre vespertina e perda
ponderal de 3kg no período. HPP: DM há 12 anos em uso de
glimepirida 4 mg dia e metformina 500 mg 2cp no café e 2cp no
jantar. HAS há 12 anos, em uso de enalapril 10 mg 2x ao dia,
hidroclorotiazida 25 mg dia. Doença renal crônica em tratamento
conservador. HS: ex-tabagista há 10 anos. CT 20 anos-maço.
Quando jovem, aos 22 anos, relatou “água na pleura” que
melhorou sem tratamento específico. Nos exames laboratoriais:
glicemia de jejum 268 mg/dl, HbA1c 8,1%, UR 194 mg/dl e
CR 2,8 mg/dl sem critério para hemodiálise. O nefrologista
solicitou exame de escarro: teste rápido molecular para
tuberculose (TRM- TB) e baciloscopia (pesquisa de BAAR), além
de radiografia de tórax. A enfermeira checou os resultados:
BAAR (+), TRM - TB detectável e sensível à rifampicina. O paciente
foi encaminhado ao pneumologista, sendo solicitados cultura
para micobactéria, identificação e TSA.
Considerando-se o quadro clínico e laboratorial desse paciente, a
conduta mais adequada para o tratamento é: