Questões de Concursos Públicos - CEMIG - MG
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Q100244
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
No Art. 3º da Resolução Normativa no 696, de 15/12/2015, a ANEEL determina a
classificação das barragens destinadas à geração de energia elétrica, segundo
matriz de traços reproduzida abaixo:
Sobre o disposto na RN 696/2015, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. As categorias de risco que compõem a matriz final de classificação de uma
dada barragem são estimadas em termos de variáveis como o volume total
do reservatório, o potencial de perda de vidas humanas, o impacto ambiental
e o impacto socioeconômico em caso de ruptura.
II. O dano potencial associado é dependente de fatores como as características técnicas da estrutura, seu estado de conservação e a consistência do
plano de segurança da barragem, incluindo desde a documentação do projeto até os relatórios de inspeção e monitoramento.
III. O impacto ambiental, na composição do cálculo final da classe de uma dada
barragem, decorre da possibilidade de atribuição de interesse ambiental relevante à área afetada pela barragem ou da existência de legislação específica a proteger a área afetada pela barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100243
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Geologia
Assunto: Aspectos Legais e Burocráticos na Geologia
Sobre o mesmo tema, fazem-se as seguintes afirmações:
I. A extensão e o detalhamento do Plano de Segurança devem ser proporcionais à complexidade da barragem e suficientes para garantir as condições
adequadas de sua operação, exigindo-se, em função da classe do empreendimento, estudos de rompimento e de propagação da cheia associada.
II. A área de abrangência dos estudos implicados no Plano de Segurança de
uma barragem de classe A ou B deve compreender barramentos de jusante
que ofereçam capacidade volumétrica e estrutura para amortecimento de
cheias associadas ao rompimento da barragem a montante. III. Inspeções de segurança regulares devem ser realizadas sempre que houver
alteração do nível de segurança de uma barragem; entretanto, mesmo que
conduzidas com a periodicidade estabelecida na RN 696/2015, é indispensável monitorar contínua e sistematicamente a barragem.
Está CORRETO o que se afirma em:
Q100242
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
PORTUGUÊS INSTRUMENTAL Do moderno ao pós-moderno Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00 A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos
ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão,
sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa. Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora,
olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da
Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida
cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores. Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo
do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante
que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação. O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura
de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a
nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei.
Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente
incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham
iguais direitos e oportunidades. Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que
análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos
captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso
processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e
pluralismo. A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de
consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse
Heidegger, caminhando por veredas perdidas. Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do
Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o
mais forte faz com as próprias mãos. Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores,
um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum
dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um
país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais
forte. A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra
barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural,
o caráter de globocolonização. (Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018) São vários os interdiscursos que “dialogam” no artigo de opinião de Frei Betto,
como fonte de evidências para sua argumentação. Abaixo se apontaram alguns
deles, com uma exemplificação. Assinale a opção em que NÃO haja correspondência entre a nomeação e a exemplificação:
Q100241
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
PROVA DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTO PORTUGUÊS INSTRUMENTAL Do moderno ao pós-moderno Frei Betto / 14/05/2017 - 06h00 A morte da modernidade merece missa de sétimo dia? Os pais da modernidade nos deixaram de herança a confiança nas possibilidades da razão. E nos ensinaram a situar o homem no centro do pensamento e a acreditar que a razão, sem dogmas e donos, construiria uma sociedade livre e justa. Pouco afeitos ao delírio e à poesia, não prestamos atenção à crítica romântica da modernidade – Byron, Rimbaud, Burckhardt, Nietzsche e Jarry. Agora, olhamos em volta e o que vemos? As ruínas do Muro de Berlim, a Estátua da Liberdade tendo o mesmo efeito no planeta que o Cristo do Corcovado na vida cristã dos cariocas, o desencanto com a política, o ceticismo frente aos valores. Somos invadidos pela incerteza, a consciência fragmentária, o sincretismo do olhar, a disseminação, a ruptura e a dispersão. O evento soa mais importante que a história e o detalhe sobrepuja a fundamentação. O pós-moderno aparece na moda, na estética, no estilo de vida. É a cultura de evasão da realidade. De fato, não estamos satisfeitos com a inflação, com a nossa filha gastando mais em pílulas de emagrecimento que em livros, e causanos profunda decepção saber que, neste país, a impunidade é mais forte que a lei. Ainda assim, temos esperança de mudá-lo. Recuamos do social ao privado e, rasgadas as antigas bandeiras, nossos ideais transformam-se em gravatas estampadas. Já não há utopias de um futuro diferente. Hoje, é considerado politicamente incorreto propagar a tese de conquista de uma sociedade onde todos tenham iguais direitos e oportunidades. Agora predominam o efêmero, o individual, o subjetivo e o estético. Que análise de realidade previu a volta da Rússia à sociedade de classes? Resta-nos captar fragmentos do real (e aceitar que o saber é uma construção coletiva). Nosso processo de conhecimento se caracteriza pela indeterminação, descontinuidade e pluralismo. A desconfiança da razão nos impele ao esotérico, ao espiritualismo de consumo imediato, ao hedonismo consumista, em progressiva mimetização generalizada de hábitos e costumes. Estamos em pleno naufrágio ou, como predisse Heidegger, caminhando por veredas perdidas. Sem o resgate da ética, da cidadania e das esperanças libertárias, e do Estado-síndico dos interesses da maioria, não haverá justiça, exceto aquela que o mais forte faz com as próprias mãos. Ingressamos na era da globalização. Graças às redes de computadores, um rapaz de São Paulo pode namorar uma chinesa de Beijing sem que nenhum dos dois saia de casa. Bilhões de dólares são eletronicamente transferidos de um país a outro no jogo da especulação, derivativo de ricos. Caem as fronteiras culturais e econômicas, afrouxam-se as políticas e morais. Prevalece o padrão do mais forte. A globalização tem sombras e luzes. Se de um lado aproxima povos e quebra barreiras de comunicação, de outro ela assume, nas esferas econômica e cultural, o caráter de globocolonização. (Disponível em: http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/frei-betto-1.334186/domoderno-ao-p%C3%B3s-moderno-1.464377. Acesso 05 jan. 2018) Anteponha V (verdadeiro) ou F (falso) às asserções, levando em consideração a
argumentação do articulista:
( ) Para o autor, a crença no racionalismo, base da reflexão que sustentava a
contraposição a dogmas e possibilitava a liberdade, hoje foi suplantada pela incerteza de uns, e pela alienação de outros.
( ) Segundo o autor, na contemporaneidade, o caráter de imediatismo e individualismo da nossa sociedade é fruto do sincretismo religioso do povo brasileiro e da
falta de conhecimento da história do Brasil.
( ) A globalização, que se constitui como fenômeno inescapável, apresenta tanto
aspectos positivos quanto negativos: no âmbito dos avanços tecnológicos, ao
mesmo tempo aproxima e isola pessoas; no econômico, promove grande circulação monetária para uns e desigualdades gritantes, para outros povos.
( ) Em decorrência do apagamento de fronteiras culturais e econômicas, notamse interferências nos preceitos morais dos diversos grupos sociais, sobretudo dos
países “colonizados”.
( ) Para Frei Betto, o ceticismo e o hedonismo consumista, marcantes no mundo
pós-moderno, construíram uma nova postura ética, uma nova utopia que rejeita o
“politicamente incorreto”.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Q100240
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Geólogo JR
Discutindo uma mesma temática, há, como semelhanças entre os textos I (escrito
por um teólogo) e II (escrito por um professor), os seguintes aspectos, EXCETO:
Q100239
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Técnico de Projetos e Obras Civis I
As repercussões de um projeto podem ir além de suas consequências ecológicas.
Ações humanas repercutem sobre as pessoas, quer no plano econômico, quer no
social, quer no cultural. Uma maneira de tratar a cultura emprega a noção de “patrimônio cultural”, que, na atualidade, é um conceito muito abrangente, abarcando
um sem-número de criações humanas passadas ou presentes (SANCHEZ, p. 23).
Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial
expressos abaixo, EXCETO:
Q100238
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Técnico de Projetos e Obras Civis I
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Auditoria de Obras Públicas
Assunto: Licenciamento Ambiental em Auditoria de Obras Públicas
Um plano de monitoramento é imprescindível na gestão ambiental, pois fornece a
base de informações sobre o desempenho do empreendimento e sobre o comportamento do meio (SANCHÉZ, p. 357/8).
O plano de monitoramento deve apresentar, no mínimo:
Q100237
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Técnico de Projetos e Obras Civis I
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Direito Ambiental
Assunto: Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente
Pode-se definir “Processo de Avaliação de Impacto Ambiental como um conjunto
de procedimentos concatenados de maneira lógica, com a finalidade de analisar a
viabilidade ambiental de projetos, planos e programas, e fundamentar uma decisão
a respeito” (SANCHÉZ, p. 92). Uma das características mais marcantes do processo de avaliação de impacto ambiental é a importância que tem a participação do público (SANCHÉZ, p. 404).
É um benefício da consulta pública, de acordo com o World Bank (SANCHÉZ, p.
412):
Q100236
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Técnico de Projetos e Obras Civis I
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Direito Ambiental
Assunto: Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente
A qualidade dos estudos de impactos ambiental – EIAs no Brasil foi analisada em
um certo número de estudos retrospectivos. Teixeira et al. (1994) revisaram sete
dos dez primeiros Relatórios de Impactos ao Meio Ambiente – RIMAs preprados
para empreendimentos hidrelétricos no Brasil, entre 1986 e 1988, encontrando inúmeras deficiências importantes (SANCHÉZ, p. 394).
Considerando as deficiências encontradas em estudos de impacto ambiental no
Brasil, a alternativa na qual o elemento EIA corresponde à deficiência encontrada
é:
Q100235
FUMARC - 2018 - CEMIG - MG - Técnico de Projetos e Obras Civis I
Ano: 2018
Órgão:
CEMIG - MG
Banca:
FUMARC
Matéria:
Auditoria de Obras Públicas
Assunto: Licenciamento Ambiental em Auditoria de Obras Públicas
O planejamento de um projeto de engenharia se faz em etapas de progressivo
detalhamento, partindo-se de uma ideia, intenção ou conceito até chegar-se a um
projeto executivo ou construtivo detalhado. É natural que, na avaliação de impacto
ambiental, se proceda de maneira compatível, ou seja, com sucessivo aprofundamento, conforme o projeto vá se mostrando viável (SANCHÉZ, p. 356).
Como os empreendimentos sujeitos ao processo de AIA dependem de uma Licença Ambiental, assinale em qual das licenças o EIA é exigível.