Questões de Concursos Públicos - Meteorologia
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Q5678
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
O esquema abaixo representa ventos horizontalmente
balanceados, ou seja, ventos que se aproximam do vento
realmente observado, seja em níveis superiores da atmosfera ou
em níveis da Camada Limite Atmosférica, no mesmo horário, em 6
pontos que simulam a localização de estações meteorológicas. Isso
faz parte da tecnologia de monitoramento adotado para subsidiar
a modelagem matemática da dispersão atmosférica de potenciais
poluentes e efluentes, conforme exigido pelas normas ambientais
e de segurança (incluindo diretrizes que se alinham à CNEN-NN3.01 para instalações nucleares). Observa-se que os pontos 1 e 4
estão sobre uma mesma isógona, assim como os pares de pontos
2-5 e 3–6. Além disso, notam-se isóbaras paralelas (linhas
contínuas) na região. Com base nessas informações e nos princípios das escalas
meteorológicas, assinale a opção correta.
Q5677
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma empresa que apoia um complexo de usinas nucleoelétricas
enviou um dos seus meteorologistas para um treinamento nos
Estados Unidos, com o objetivo de capacitá-lo e ampliar sua
experiência em diferentes regiões do planeta. Após algumas aulas
de Meteorologia Sinótica, foi aplicado um teste prático que
envolvia aspectos da circulação atmosférica. A figura a seguir
representa o campo de pressão ao nível médio do mar sobre os
Estados Unidos. Considerando a aproximação geostrófica, assinale a opção que
indica corretamente a direção do vento nos pontos I e II marcados
na figura.
Q5676
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A temperatura potencial é a temperatura que uma parcela de ar
teria se fosse expandida ou comprimida adiabaticamente de um
nível de pressão qualquer até um nível de pressão de referência
tomado como 1000 mb. Esse conceito é fundamental para
determinar a estabilidade atmosférica, que rege a dispersão de
poluentes. Nos gráficos abaixo é possível observar o
comportamento da temperatura potencial e o valor dos
respectivos gradientes. De acordo com essas informações, assinale a opção correta para
os itens I, II e III, respectivamente, desde que a afirmação
associada a essa classificação também seja verdadeira.
Q5675
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A norma CNEN NN 1.22 adota a classificação de estabilidade atmosférica de Pasquill-Gifford, baseada nas condições de turbulência e na estrutura térmica da Camada Limite Atmosférica. A seguir, estão representadas as curvas de Taxa de Variação Vertical da Temperatura (TVVT), também conhecida como lapse-rate, tanto do ambiente (Γ) quanto da parcela de ar (Γa). Considerando a hipótese de uma atmosfera estática e seca, é
correto afirmar que
Q5674
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A instrutora de um curso de capacitação promovido por uma
indústria foi questionada por um dos alunos, funcionário do setor
ambiental, sobre o comportamento da pluma de um poluente
emitido por uma chaminé. Considerando uma atmosfera neutra e
seca, ela fez uma analogia comparando a pluma a um balão de ar
quente mantido estacionário a certa altura na atmosfera.
Solicitou, então, que os funcionários imaginassem duas colunas de
ar: uma do lado de fora e outra dentro do balão, sendo a coluna
interna ligeiramente mais alta a externa. A instrutora destacou
que, apesar da diferença de altura, a pressão é a mesma no topo
das duas colunas.
Assim, é correto afirmar que
Q5673
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma indústria em Salvador – BA, construída a mais de 50 anos e situada a cerca de 20 km da linha de costa, está passando por um processo de modernização para atender as novas exigências tecnológicas e legislações vigentes. Entre as medidas, busca-se avaliar a dispersão dos poluentes na região, de forma a evitar impactos à saúde de uma comunidade de pescadores localizada mais adentro do continente, a aproximadamente 40 km da costa. Para isso, um meteorologista contratado pela indústria foi solicitado a estimar a aceleração do vento associado à brisa marítima. Sem dispor de um histórico de dados in situ, ele adotou um modelo simplificado de circulação da brisa e utilizou dados de satélite para estimar a temperatura média da camada de ar sobreo mar e sobre a terra . Além disso, ele determinou, por meio de GPS, a altura da célula de circulação da brisa (h) e a extensão horizontal da brisa (L). Considerando o teorema da circulação de Kelvin aplicado a uma circulação absoluta no plano vertical da brisa, dado por é a constante dos gases para o ar seco, é a temperatura média da camada de ar e d(lnp) representa o diferencial do logaritmo natural da pressão (de p0 na superfície até p1 no nível h), determine a expressão da aceleração do vento associada à brisa marítima, sabendo que Ca: = onde U é a velocidade do vento, dl é a variação infinitesimal ao longo do perímetro do circuito fechado, que representa a célula de circulação da brisa (vide figura) e α é o ângulo entre vetores U e dl.
Q5672
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Um meteorologista descobriu que se uma pluma circular, de um determinado poluente convencional, de raio 200 km, centrada na linha do polo sul (90°), inicialmente em repouso em relação à Terra, for levada para linha do equador (0°), ao longo de uma superfície isobárica (barotropia), conservando a sua área, a circulação relativa em torno da circunferência, na latitude do equador C = Cf, pode ser calculada pela expressão derivada do teorema de Bjerknes: C = C0 − 2 Ω A(sen(latitudefinal) −s en(latitudeinicial)), onde C0 é a circulação inicial (no polo sul) e A é a área circular da pluma. Sabendo que o valor da velocidade de rotação da Terra Ω é aproximadamente igual a 7,292 x 10-5
rad s-1
, e que por definição é o vetor velocidade do vento e é vetor variação infinitesimal ao longo da pluma circular, determine o
valor aproximado da velocidade tangencial da pluma e o tipo de
rotação que ela adquiriu.
Q5671
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01 – Requisitos Básicos de
Radioproteção e Segurança Radiológica de Fontes de Radiação,
incluindo situações em que condições meteorológicas podem
influenciar na segurança radiológica, e considerando seus
desdobramentos práticos em situações de exposição de
emergência, é incorreto afirmar que
Q5670
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma pluma de poluentes, misturada ao ar úmido, é forçada a subir
por uma encosta montanhosa devido à direção do escoamento, à
geometria da topografia e à conservação de massa. Ao atingir o
topo, a 3000 m de altitude, a temperatura local é de 0 °C. Em
seguida, a pluma desce a sotavento, onde o ar se aquece e se torna
seco em razão do efeito föhn.
Assinale a opção que apresenta o valor aproximado da
temperatura da pluma quando ela atinge a superfície, ao nível
médio do mar.
Q5669
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Nos estudos de poluição atmosférica, energia eólica e aplicações
de engenharia, modelos de mesoescala baseados na física do
escoamento newtoniano, tais como: ARPS, RAMS, MM5 e WRF
vêm sendo adaptados para escalas mais resolutas, incorporando o
tensor de difusividade turbulenta adequado e abordagens híbridas
RANS–LES, em função da chamada “Terra Incógnita”. Esse termo
descreve o intervalo de transição em que a escala de comprimento
característico de energia e fluxo turbulento (l), contido nas
parametrizações da turbulência incorporados aos modelos, torna-se da mesma ordem de grandeza da escala espacial vertical do modelo (Δz). Enquanto na modelagem RANS tem-se tipicamente l ≪ Δz e em LES l ≫ Δz, na zona intermediária (l ≈ Δz), ou seja, na
“Terra Incognita”, os modelos de subescala (SFS – subfilter-scale),
concebidos para regimes bem separados, perdem validade. Com
base nesse contexto, analise os itens a seguir: I. O método DNS (Direct Numerical Simulation) resolve todas as
escalas de movimento descritas pelas equações de Navier–
Stokes, sem necessidade de modelos de fechamento. Seu
custo computacional é extremamente elevado, tornando-o
impraticável para escoamentos geofísicos em domínios
numéricos globais. II. No método RANS (Reynolds Averaged Navier–Stokes
equations), a modelagem enfrenta o problema de fechamento
dos fluxos turbulentos, exigindo o uso de esquemas
semiempíricos, como os modelos de viscosidade turbulenta e
de camada de mistura, além do modelo de ordem 1,5-TKE.
III. Em LES (Large-Eddy Simulation), as equações de Navier–Stokes
são filtradas para descrever apenas as grandes estruturas
turbulentas, através do tensor de Leonard, enquanto as
escalas subgrade são modeladas. Essa técnica baseia-se na
teoria de similaridade de Kolmogorov.
E stá correto o que se afirma em