Q5669
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Nos estudos de poluição atmosférica, energia eólica e aplicações
de engenharia, modelos de mesoescala baseados na física do
escoamento newtoniano, tais como: ARPS, RAMS, MM5 e WRF
vêm sendo adaptados para escalas mais resolutas, incorporando o
tensor de difusividade turbulenta adequado e abordagens híbridas
RANS–LES, em função da chamada “Terra Incógnita”. Esse termo
descreve o intervalo de transição em que a escala de comprimento
característico de energia e fluxo turbulento (l), contido nas
parametrizações da turbulência incorporados aos modelos, torna-se da mesma ordem de grandeza da escala espacial vertical do modelo (Δz). Enquanto na modelagem RANS tem-se tipicamente l ≪ Δz e em LES l ≫ Δz, na zona intermediária (l ≈ Δz), ou seja, na
“Terra Incognita”, os modelos de subescala (SFS – subfilter-scale),
concebidos para regimes bem separados, perdem validade. Com
base nesse contexto, analise os itens a seguir: I. O método DNS (Direct Numerical Simulation) resolve todas as
escalas de movimento descritas pelas equações de Navier–
Stokes, sem necessidade de modelos de fechamento. Seu
custo computacional é extremamente elevado, tornando-o
impraticável para escoamentos geofísicos em domínios
numéricos globais. II. No método RANS (Reynolds Averaged Navier–Stokes
equations), a modelagem enfrenta o problema de fechamento
dos fluxos turbulentos, exigindo o uso de esquemas
semiempíricos, como os modelos de viscosidade turbulenta e
de camada de mistura, além do modelo de ordem 1,5-TKE.
III. Em LES (Large-Eddy Simulation), as equações de Navier–Stokes
são filtradas para descrever apenas as grandes estruturas
turbulentas, através do tensor de Leonard, enquanto as
escalas subgrade são modeladas. Essa técnica baseia-se na
teoria de similaridade de Kolmogorov.
E stá correto o que se afirma em
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