Questões de Concursos Públicos - Libras
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Q54606
ADVISE - 2016 - Prefeitura de Conde - PB - Interprete de Libras
Ano: 2016
Órgão:
Prefeitura de Conde - PB
Banca:
ADVISE
Matéria:
Libras
Assunto: Educação dos Surdos
Sobre o pensamento educacional brasileiro do ensino aos surdos, qual a alternativa nomeia e define CORRETAMENTE uma das teorias existentes?
Q54605
ADVISE - 2016 - Prefeitura de Conde - PB - Interprete de Libras
Ano: 2016
Órgão:
Prefeitura de Conde - PB
Banca:
ADVISE
Matéria:
Libras
Assunto: Educação dos Surdos
Dentre os diferentes tipos de Identidades Surdas descritos por Perlin, em 1998, qual deles é definido pela dificuldade em identificar-se com o surdo e, seja pelo estereótipo ou pelo desconhecimento?
Q53247
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
A Lei nº 12.319, de 1º de setembro de 2010, regulamenta a profissão do tradutor e interprete da língua brasileira de sinais-libras e, em seu artigo 6o ,garante quais são as atribuições do tradutor e intérprete, no exercício de suas competências:
I - efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa;
II - interpretar, em Língua Brasileira de Sinais apenas o que lhe interessar na área de ensino nos níveis fundamental, médio e superior;
III - atuar nos processos seletivos para cursos na instituição de ensino e nos concursos públicos;
IV - atuar no apoio à acessibilidade aos serviços e às atividades-fim das instituições de ensino e repartições públicas; e
V - prestar seus serviços em depoimentos em juízo, em órgãos administrativos ou policiais.
Q53246
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Várias pessoas acreditam em coisas que não necessariamente sejam verdadeiras. Observamos nos discursos das pessoas que não conhecem os surdos e as línguas de sinais que há uma série de crenças que não correspondem à realidade. As pessoas pensam essas coisas sobre as línguas de sinais, porque por muitos anos houve ideias a respeito que foram disseminadas por questões filosóficas, religiosas, políticas e econômicas. Talvez você mesmo pense que essas coisas sejam verdadeiras. Não se sinta culpado, pois isso é fruto do desconhecimento. Apesar do impacto dessas concepções, as pesquisas avançaram muito e nos mostraram que tais concepções são equivocadas. Um Mito: “Haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas”.
Com base neste Mito, assinale a assertiva que corresponde a evidências que contribuem para desmistificar ideias equivocadas acerca do surdo e da língua de sinais, segundo Quadros e Karnopp (2004:31-37):
Q53245
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Segundo Ferreira (2010), fazendo referência aos trabalhos de Klima e Bellugi (1979), assim “como as línguas orais, as línguas de sinais exibem a dupla articulação, isto é, unidades significativas ou morfemas, constituídas a partir de unidades arbitrárias e sem significados ou fonemas”. Segundo essa autora, a estrutura fonológica das línguas de sinais se organiza a partir de parâmetros visuais. Esses são alguns aspectos próprios da fonologia das línguas que podemos identificar nas línguas de sinais.
É CORRETO afirmar que compõem um conjunto de unidades menores:
Q53244
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação. O intérprete está para intermediar um processo interativo que envolve determinadas intenções conversacionais e discursivas. Nessas interações, o intérprete tem a responsabilidade pela veracidade e fidelidade das informações. Assim, ética deve estar na essência desse profissional.
No Código de ética, capítulo 1 acerca dos princípios fundamentais, em seu Artigo 1 trata como deveres fundamentais do intérprete:
I - O intérprete deve ser uma pessoa de alto caráter moral, honesto, consciente, confidente e de equilíbrio emocional. Ele guardará: informações confidenciais e não poderá trair confidências, as quais foram confiadas a ele.
II - O intérprete deve manter uma atitude imparcial durante o transcurso da interpretação, evitando interferências e opiniões próprias, a menos que seja requerido pelo grupo a fazê-lo;
III - O intérprete deve interpretar fielmente e com o melhor da sua habilidade, sempre transmitindo o pensamento, a intenção e o espírito do palestrante. Ele deve lembrar dos limites de sua função e não ir além da responsabilidade;
IV - O intérprete deve reconhecer seu próprio nível de competência e ser prudente em aceitar tarefas, procurando assistência de outros intérpretes e/ou profissionais, quando necessário, especialmente em palestras técnicas;
V - O intérprete deve adotar uma conduta adequada de se vestir, sem adereços, mantendo a dignidade da profissão e não chamando atenção indevida sobre si mesmo, durante o exercício da função.
Q53240
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Em 1880, foi realizado o II Congresso Internacional, em Milão, que trouxe uma completa mudança nos rumos da educação de surdos e, justamente por isso, ele é considerado um marco histórico. O congresso foi preparado por uma maioria oralista com o firme propósito de dar força de lei às suas proposições no que dizia respeito à surdez e à educação de surdos. O método alemão vinha ganhando cada vez mais adeptos e estendendo-se progressivamente para a maioria dos países europeus, acompanhando o destaque político da Alemanha no quadro internacional da época. As discussões do congresso foram feitas em debates acaloradíssimos. Apresentaram-se muitos surdos que falavam bem, para mostrar a eficiência do método oral. Com exceção da delegação americana (cinco membros) e de um professor britânico, todos os participantes, em sua maioria europeus e ouvintes, votaram por aclamação a aprovação do uso exclusivo e absoluto da metodologia oralista e a proscrição da linguagem de sinais. Acreditava-se que o uso de gestos e sinais desviasse o surdo da aprendizagem da língua oral, que era a mais importante do ponto de vista social. As resoluções do congresso (que era uma instância de prestígio e merecia ser seguida) foram determinantes no mundo todo, especialmente na Europa e na América Latina.
É CORRETO afirmar que:
Q53238
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
As línguas de sinais foram se tornando cada vez mais estruturadas e, com o uso frequente pelos surdos dessa língua, foram surgindo alternativas educacionais orientadas para uma educação bilíngue. Essa proposta defende a ideia de que a língua de sinais é a língua natural dos surdos, que, mesmo sem ouvir, podem desenvolver plenamente uma língua viso-gestual. Assim, tem-se que o modelo de educação 22 bilíngue que se contrapõe ao modelo oralista porque considera o canal viso-gestual de fundamental importância para a aquisição de linguagem da pessoa surda. E contrapõe-se à comunicação total porque defende um espaço efetivo para a língua de sinais no trabalho educacional.
Marque aassertiva CORRETA:
Q53226
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
As pesquisas de Stokoe em American SignLanguage, ASL, constituíram-seno estatuto das línguas de sinais, consideradas línguas naturais desde então. Segundo Quadros e Karnop (2004), o pesquisador Stokoe apresentou um esquema linguístico estrutural para analisar a formação dos sinais e propôs a decomposição dos sinais na ASL em três principais aspectos, ou parâmetros, que não carregam significado isoladamente, a saber:
Q53225
IF-PA - 2016 - IF-PA - Tradutor e Intérprete de Linguagem de Sinais
Os articuladores primários das línguas de sinais são as mãos, que se movimentam no espaço em frente ao corpo e articulam sinais em determinadas locações nesse espaço. Um sinal pode ser articulado com uma ou duas mãos. Um mesmo sinal pode ser articulado tanto com a mão direita quanto com a esquerda; tal mudança, portanto, não é distintiva. Sinais articulados com uma mão são produzidos pela mão dominante (tipicamente direita para destros e a esquerda para canhotos), sendo que sinais articulados com as duas mãos também ocorrem e apresentam restrições em relação ao tipo de interação entre as mãos. (Quadros e Karnopp, 2004, p. 51).
No que se refere ao ponto de articulação (PA), alguns sinais são articulados no espaço diante do corpo, chamado de neutro ou os que se aproximam de uma determinada região do corpo. No sinal de difícil, e, triste tem-se respectivamente: