Questões de Concursos Públicos - História
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Q6861
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
No Egito Antigo, especialmente entre
o Antigo e o Médio Império, a estruturação do Estado não pode ser dissociada das condições materiais
impostas pelo vale do rio Nilo. A regularidade das
cheias, o domínio das técnicas de irrigação, o controle politico da distribuição da d'água e a capacidade de
organização de trabalho coletivo em larga escala permitiram a consolidação de um poder centralizado, teologicamente legitimado, economicamente tributário e
administrativamente burocratizado. Esse modelo estatal integrou religião, economia e politica, produzindo
instituições, cosmologias e práticas de governo que moldaram a sociedade egípcia por milénios. A partir dessa
compreensivo, avalie as alternativas e marque a correta.
Q6859
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Durante o período medieval europeu, especialmente entre os séculos IX e XIII, consolidou-se
um modelo de organização econômica e social conhecido
como feudalismo. Esse sistema estruturava-se a partir de
relações de dependência entre diferentes grupos sociais,
baseadas em obrigações recíprocas e fortes vínculos de fidelidade. Nesse contexto, a produção agrícola e a posse da
terra assumiam papel central, sustentando política, economia e hierarquias sociais.
Considerando esse sistema, qual característica foi essencial para o funcionamento econômico da Europa
feudal?
Q6858
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
A pintura A Redenção de Cam (1895),
criada pelo artista plástico espanhol Modesto Brocos
(1852-1936) faz parte do acervo do Museu Nacional de
Belas Artes, no Rio de Janeiro durante sua passagem pelo
Brasil enquanto professor na Escola Nacional de Belas
Artes, e foi mobilizada no início do século XX como
evidência visual de um projeto politico e cientifico de
nação que deveria embranquecer e civilizar-se. Observe
atentamente a imagem, na qual é possível observar uma
imagem a mostrar quatro gerações representadas como trajetória do processo de embranquecimento, articulada ao
discurso cientifico da época, usado como prova visual por
Lacerda no Congresso das Raças, em Londres, sustentando
a ideologia do branqueamento. Em seguida, leia atentamente o excerto do ensaio: A libertação de Cam — discriminar para igualar. Sobre a questão racial brasileira, das
historiadoras brasileiras Maria Bernardete Ramos Flores e
Sabrina Fernandes Melo: Figura 1. A Redenção de Cam. 1895, óleo sobre tela. Modesto Brocos. Museu Nacional de Belas Artes, Rio de
Janeiro A obra pictórica Redenção do Cam (1895) de Modesto
Brocos y Gomes já serviu a diversos cientistas sociais, antropólogos, historiadores, para ilustrar a ideologia do branqueamento do Brasil. O quadro retrata uma avó negra, a
filha mulata, o genro e o neto brancos. De fato, trata-se
de uma representação acabada da política de miscigenação
apregoada para fazer desaparecer o negro brasileiro, sem
destruir Cam, o filho amaldiçoado de Noé (Gênesis 9: 18-
19), e sem desaguar na violência que marcou o fim da escravidão nos Estados Unidos. Quando o diretor do Museu Nacional, João Batista de Lacerda, foi participar do
Congresso Universal das Raças (1911), em Londres, levou
consigo o quadro de Brocos y Gomes para demonstrar sua
tese Sur les métis au Brèsil [Sobre os mestiços do Brasil].
Nesta, impressa, há uma reprodução de Redenção do Cam,
acompanhada da seguinte legenda: “O negro passando ao
branco, na terceira geração, por efeito do cruzamento de
raças” (Seyfeth, 2011, p.62-67).
Ao considerar a figura A Redenção de Cam e o excerto
de Bernardete Flores e Sabrina Melo, assim como o
contexto intelectual, racial e social do contexto retratado, e a cena representada no quadro, assinale a alternativa correta:
Q6856
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
A Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, na então província da Bahia, em 1835, se insere no
ciclo de insurreições escravas e libertas do Brasil Império,
mas apresenta singularidades que a tornam um marco do
pensamento politico afrodiaspórico no século XIX. Diferentemente de revoltas provinciais como Cabanagem, Sabinada ou Balaiada, que mobilizaram disputas entre grupos elitizados, demandas federalistas ou tensões territoriais, os Malês constituíram uma rebelião eminentemente urbana, planejada por africanos escravizados e libertos, majoritariamente muçulmanos oriundos de regiões islamizadas da África Ocidental, como o antigo Império do Mali,
os territórios haussás e iorubás islamizados. O movimento
articulou alfabetização em árabe, circulação de escritos
religiosos e políticos, sociabilidade em espaços urbanos,
organização em células, e sentido compartilhado de pertencimento étnico e espiritual, convertendo a fé islâmica
em linguagem politica de mobilização, de planejamento e
de projeto de liberdade. Exemplos dessa dimensão letrada
incluem o uso de amarraduras escritas (papéis com trechos
do Alcorão) como proteção simbólica, e bilhetes em árabe
que circularam entre insurgentes, revelando a presença de
uma cultura escrita de resistência. De acordo com o website (historia.uff.br) da Universidade Federal Fluminense, reservado para arquivamento e
popularização de documentos, artefatos e relíquias importantes da história do Brasil, em 25 de janeiro de 1835, foi
encontrado um pequeno livro amarrado junto ao pescoço
de um “rebelde” morto durante a Insurreição dos Malês na
Província da Bahia (1821-1891), atualmente cidade do Salvador. O livro pertence ao acervo do Instituto Histórico e
Geográfico do Brasil (IHGB). Ainda no website é possível
ler o seguinte texto: “Na madrugada de 25 de janeiro de
1835 aconteceu em Salvador uma rebelião organizada por
muçulmanos, principalmente de origem iorubá, chamados
nagôs na Bahia. A predominância nagô foi traduzida no
nome dado ao movimento: Revolta dos Malês, pois o
termo malê deriva de imalê, que significa muçulmano em
iorubá. Participaram cerca de 600 combatentes, que deixaram a cidade em polvorosa por algumas horas. Durante
o combate, mais de setenta rebeldes e cerca de uma dúzia
de oponentes foram mortos. Vencidos, dezenas de africanos foram condenados a penas de açoite, prisão, degredo
e morte. Não sabemos detalhes do que pretendiam os rebeldes, se vitoriosos. Certo era que a Bahia malê seria
uma nação controlada pelos africanos, tendo à frente os
muçulmanos. De toda maneira, não foi um levante sem
direção, fruto do desespero, mas um movimento dirigido à
tomada do poder”.
(Disponível em: ¡/¿ https://www.historia.uff.br/impressoesrebeldes/revolta/revolta-dos-males/ ¡/¿. Acesso em 1 nov.
2025). A partir do contexto histórico elaborado, considerando
as questdes sécio-politicas do Brasil imperial oitocentista, marque a alternativa correspondente:
Q6855
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
O coronelismo, estruturado no Brasil durante a Primeira Republica, não foi um resíduo
folclórico do poder rural, mas um sistema politico articulado à arquitetura institucional do regime republicano federativo, baseado no voto aberto, na descentralização administrativa e na fragilidade do Estado no interior. Esse arranjo de poder combinou propriedade fundiária, influência
econômica, capital simbólico, controle das forças policiais locais e domínio eleitoral, operando como mediação
privada do publico, e como engrenagem fundamental da
politica dos governadores. Exemplos emblemáticos incluem o domínio eleitoral dos coronéis na Bahia e no
Ceará, a instrumentalização de jagunços e milícias para coagir adversários, o uso do “curral eleitoral” para direcionar
votos em troca de favores, e a submissão de intendentes,
delegados e juízes as redes de mando local, como na oligarquia Accioly no Ceará, ou nas alianças coronelísticas
que sustentaram governadores por meio da reciprocidade
entre poder regional e poder central. Esse sistema nao negava a República, ao contrário, valia-se de suas brechas
institucionais para privatizar a autoridade estatal e garantir a continuidade das oligarquias no interior, convertendo
dependência econômica e assimetria social em domínio
politico.
Considerando essa contextualização, marque a alternativa correspondente:
Q6854
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
A mineração aurífera na Capitania
de Minas Gerais, com epicentro em Ouro Preto (então
Vila Rica), integra o debate historiográfico sobre a
constituição do mundo capitalista, especialmente no que
se refere à acumulação primitiva de capital e aos limites impostos pelo sistema colonial. O ouro extraído
na América portuguesa foi incorporado a uma economia
global estruturada pelo pacto colonial, que, a0 mesmo
tempo em que dinamizou mercados internos na colônia,
impediu a autonomização capitalista local, canalizando
excedentes para a metrópole e para centros industriais emergentes, como a Inglaterra. A BNCC orienta
que o ensino de Historia na Educação Básica desenvolva habilidades para analisar a relação entre sistemas
econômicos e formas de dominação politica (EFO8HI14;
EF09HI06; EFO9HI07), compreender a interiorização da
ocupação colonial e seus impactos na configuração territorial e produtiva (EFO7HI09; EFO9HIO8), além de comparar processos históricos em diferentes escalas espaciotemporais, articulando economia, sociedade e cultura visual (EM13CHS101; EM13CHS103).
Considerando a mineração como objeto de reflexão
histórica e de transposição didática para o Ensino
Básico, marque a alternativa correta:
Q6853
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
A constituição do mundo capitalista,
acelerada entre os séculos XVIII e XIX, articulou uma
nova gramática social do trabalho, da técnica e do pensamento, a partir da convergência entre a Revolução Industrial e os fundamentos filosóficos da modernidade. Esse
processo implicou a reconfiguração das relações produtivas, a naturalização da racionalidade instrumental e a
consolidação de uma ciência comprometida com a ideia de
progresso, eficiência e domínio da natureza. No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes promovam competências como a análise critica dos s.
temas econômicos (EFO9HIO7), a problematização do impacto das tecnologias na organização do trabalho e da vida
social (EFOSHIO3), além do desenvolvimento da habilidade de relacionar transformações produtivas às mudanças
nas ideias e visões de mundo (EM13CHS101). Considerando esse enquadramento normativo e sua
aplicação prática na formação histórica dos estudantes da rede básica de ensino da cidade do Crato, Ceará,
é correto afirmar que o capitalismo moderno se consolidou e deve ser ensinado, segundo a BNCC, como um
processo que:
Q6852
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
A ocupação colonial da Capitania do
Ceará, conforme argumenta Francisco José Pinheiro, foi
tardia e menos regulada pelos modelos produtivos previamente consolidados em outras regiões da América portuguesa. A transição entre formas de uso e significação
da terra evidencia disputas não apenas econômicas, mas
ontológicas, envolvendo diferentes regimes de territorialidade: para muitos povos indígenas, como os Tabajara e
os Tabajara da Ibiapaba, a terra constituía um território
de pertença, vida, cosmopercepção e inscrição identitária,
enquanto para os colonos lusitanos a terra gradualmente
se estruturava como mercadoria e propriedade privada.
No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes desenvolvam habilidades como a análise
das dinâmicas territoriais e dos conflitos entre grupos sociais (EFO7HI09; EFOSHII4), a compreensão dos sistemas econômicos coloniais e suas conexões inter-regionais
(EF09HI06; EF09HIO7), além da capacidade de comparar diferentes perspectivas sobre natureza, cultura, trabalho e território em processos históricos (EM13CHS101;
EMI13CHS102). Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os
processos de ocupação e confronto territorial no Ceara
colonial devem ser ensinados: I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de
domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial. II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial
como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste. III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no
início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania
do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre
territórios tradicionais. IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando
comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial
portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela
mercantilização da terra.
Q6851
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
No Brasil das primeiras décadas do
século XX, especialmente no ciclo de greves gerais
entre 1917 e 1919, o movimento operário expressou
tensões estruturais da modernização capitalista periférica: urbanização acelerada, precarização das condições de trabalho fabril, fortalecimento do ideário anarcossindicalista
e emergência de novas formas de organização coletiva da
classe trabalhadora. Em São Paulo, principal centro industrial do país, elites patronais e o governo estadual mobilizaram narrativas de “desordem social” para solicitar
intervenção federal, evidenciando o alinhamento entre interesses oligárquico-industriais e o aparato repressivo do
Estado republicano. Para a formação de professores de
História que atuarão no Ensino Básico, a BNCC estabelece como essencial a análise crítica das transformações
do mundo do trabalho, das formas de contestação social
e do papel do Estado na mediação ou repressão de conflitos (EFO8HI14; EFO9HIO6; EFO9HIO7; EM13CHS101;
EMI13CHS103; EM13CHS201). Nesse enquadramento,
o docente deve reconhecer as greves como fenômeno
histórico de agência coletiva, disputa por direitos sociais
e critica as assimetrias do capitalismo brasileiro, articulando escalas locais, regionais e nacionais, sem reforçar
estere6tipos ou anacronismos sobre grupos sociais subalternizados.
A partir dessa chave historiogrifica e pedagégica, marque a alternativa correta:
Q5820
Avança SP - 2026 - Prefeitura de Potim - SP - Professor II de Educação Básica II - História - Edital nº 1
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Potim - SP
Banca:
Avança SP
Matéria:
História
Assunto: História Geral
Observe o enunciado abaixo e assinale a
alternativa que apresenta o termo que preenche
corretamente a lacuna:
Os primeiros séculos medievais conheceram uma
cristalização da hierarquia __________,
fenômeno que na verdade já se desenvolvia
anteriormente, mas que se completou apenas no
século IV.