Q6852
UECE-CEV - 2026 - Prefeitura de Crato - CE - Professor de História
Ano: 2026
Órgão:
Prefeitura de Crato - CE
Banca:
UECE-CEV
Matéria:
História
Assunto: História do Brasil
A ocupação colonial da Capitania do
Ceará, conforme argumenta Francisco José Pinheiro, foi
tardia e menos regulada pelos modelos produtivos previamente consolidados em outras regiões da América portuguesa. A transição entre formas de uso e significação
da terra evidencia disputas não apenas econômicas, mas
ontológicas, envolvendo diferentes regimes de territorialidade: para muitos povos indígenas, como os Tabajara e
os Tabajara da Ibiapaba, a terra constituía um território
de pertença, vida, cosmopercepção e inscrição identitária,
enquanto para os colonos lusitanos a terra gradualmente
se estruturava como mercadoria e propriedade privada.
No ensino de História da Educação Básica, a BNCC orienta que docentes desenvolvam habilidades como a análise
das dinâmicas territoriais e dos conflitos entre grupos sociais (EFO7HI09; EFOSHII4), a compreensão dos sistemas econômicos coloniais e suas conexões inter-regionais
(EF09HI06; EF09HIO7), além da capacidade de comparar diferentes perspectivas sobre natureza, cultura, trabalho e território em processos históricos (EM13CHS101;
EMI13CHS102). Leia as afirmativas abaixo e, em seguida, marque a alternativa que contenha a correta orientação de como os
processos de ocupação e confronto territorial no Ceara
colonial devem ser ensinados: I. O confronto entre indígenas e lusitanos pode ser compreendido a partir do projeto expansionista português de
domínio territorial e reordenação produtiva do espaço colonial. II. A pecuária, embora economicamente relevante no interior, foi inicialmente compreendida pela administração colonial
como atividade subsidiária à produção açucareira concentrada em áreas litorâneas do Nordeste. III. Segundo a tradição oral Tabajara da Serra da Ibiapaba, no
início do século XVII ocorreram fluxos migratórios de grupos indígenas oriundos do litoral da Bahia para a Capitania
do Ceará, em razão do avanço colonial e da pressão sobre
territórios tradicionais. IV. O conceito de território assume sentidos distintos quando
comparados os regimes de territorialidade indígenas, baseados na pertença e no simbólico, e a lógica colonial
portuguesa, orientada pela propriedade privada e pela
mercantilização da terra.
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