Questões de Concursos Públicos - UNIFAL-MG - 2024 - UNIFAL-MG - Técnico em Assuntos Educacionais
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Q217184
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Uma docente do curso de Engenharia Civil, interessada em utilizar metodologias ativas em sua sala de
aula, procurou a Técnica em Assuntos Educacionais Mariana para consultá-la sobre possíveis referenciais
teóricos que sustentassem sua prática docente. Ela estava particularmente interessada nas teorias de
David Ausubel, pois ouviu falar que elas podem ser interessantes para o que pretende propor.
De acordo com Bock (2023), qual conceito, proposto por Ausubel, Mariana poderia sugerir que a docente
pesquisasse?
Q217183
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Segundo Severino (2013), antes de ser realizado, um trabalho de pesquisa precisa ser planejado. O
Projeto é o registro desse planejamento.
Para elaborar o projeto, o pesquisador precisa ter bem claro:
I. O seu objeto de pesquisa, como ele se coloca e como ele está problematizado.
II. Quais hipóteses está levantando para resolver o problema.
III. Os elementos teóricos com que pode contar.
IV. De quais recursos instrumentais dispõe para levar adiante a pesquisa e quais etapas pretende
percorrer.
V. Subsidiariamente, também importam os elementos de suas leituras, dos cursos, dos debates,
enfim, de todas as contribuições do contexto acadêmico, profissional e cultural em que vive.
Está correto o que se afirma em:
Q217182
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Segundo o documento “Política de Extensão Universitária”, de 2012, as dimensões do sistema de
monitoramento e avaliação das ações extensionistas propostas pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão,
o FORPROEX, são as seguintes:
I. Política de Gestão.
II. Infraestrutura.
III. Relação Universidade – Sociedade.
I
V. Envolvimento da Pós-Graduação.
V. Produção Acadêmica.
Está correto o que se afirma em:
Q217181
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Questão complexa até os dias de hoje e diretamente relacionada ao contexto político-institucional econômico em que está inserido, o financiamento da educação superior pública sempre apresentou
momentos altos e baixos em sua história. Segundo Sguissardi (2021), entre 1989 e 2002 os recursos
destinados às instituições federais de ensino superior caíram de 0,97% para 0,61%.
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. O pano de fundo econômico-financeiro no período mencionado foi o ajuste neoliberal da economia,
em que se destacaram a abertura comercial, a liberalização financeira, a desregulamentação dos
mercados e das relações trabalhistas, a reforma previdenciária, a obtenção, a qualquer custo, do
equilíbrio orçamentário e do controle da inflação, via redução dos gastos públicos, aumento de
taxas de juros pelo Banco Central, o inadiável pagamento da dívida externa e a privatização das
empresas estatais, com transferência para a iniciativa privada de obrigações tradicionalmente de
responsabilidade do Estado.
II. Complementarmente, seu pano de fundo político-administrativo foi a reforma do aparelho do
Estado, pós-burocrática, declaradamente patrimonialista, apoiada em concepções de Estado
subsidiário, avaliador e controlador.
III. Como em muitos países centrais e periféricos, as políticas de educação superior caracterizam-se
pela redução permanente do financiamento estatal da educação superior pública.
IV. Nesse período houve uma expansão de matrículas no ensino superior federal de 63%, isto é, de
315 mil em 1989 para 522 mil em 2002; no ensino superior privado a expansão foi de 160%, isto é,
as matrículas passaram de 934 mil em 1989 para 2 milhões e 400 mil em 2002. No período 1994-
2002, a expansão foi de 37% nas matrículas no ensino superior federal (a das IES privadas foi de
112%), contra uma redução de 5% de seu corpo docente e de 21% de seu quadro de funcionários.
V. É oportuno também observar que essa política de educação superior federal se desenvolveu
quando o país possuía entre 7% e 9% da faixa etária da população de 18 a 24 anos (entre as
maiores taxas da América Latina) frequentando algum dos cursos das 1.800 instituições de ensino
superior no país, das quais apenas 160 universidades e dois terços delas privadas, e destas quase
metade com fins lucrativos.
Segundo Sguissardi (2021), está correto o que se afirma em:
Q217180
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No que se refere à estrutura de um projeto de pesquisa de acordo com a metodologia do trabalho
científico, analise as afirmativas a seguir.
I. O projeto, em seus vários pontos, pode ser alterado no decorrer da pesquisa.
II. Os itens do roteiro podem ser reduzidos, ampliados ou estruturados em outra ordem, de acordo
com a natureza da pesquisa a ser desenvolvida.
III. A estruturação é flexível e seus elementos devem ser distribuídos em conformidade com as
exigências lógicas da própria pesquisa.
IV. Projeto de pesquisa confunde-se com plano de trabalho, uma vez que, nos dois casos, há
provisoriedade.
V. É sempre necessário escrever um capítulo para explicar qual é o quadro teórico. Assim, o leitor
compreenderá em qual quadro teórico o autor se apoiou.
De acordo com Severino (2013), está correto o que se afirma em:
Q217179
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Segundo o documento “Política de Extensão Universitária”, de 2012, compõem as diretrizes que devem
orientar a formulação e implementação das ações de Extensão Universitária, pactuadas no Fórum de PróReitores de Extensão, o FORPROEX: a interação dialógica, a interdisciplinaridade e a
interprofissionalidade, a indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, o impacto na formação do estudante
e, finalmente, o impacto e a transformação social.
Considerando essas diretrizes, é adequado afirmar que:
Q217178
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A inserção da Extensão Universitária no Decreto nº 7.233, de 2010, que regulamenta a matriz de alocação
de recursos para as universidades federais, no âmbito do Ministério da Educação (MEC), vai ao encontro
das diretrizes que devem orientar a formulação e implementação das ações de Extensão Universitária,
pactuadas no FORPROEX. Segundo o documento “Política de Extensão Universitária”, de 2012, deve-se
priorizar o financiamento de projetos e programas, de forma a superar a fragmentação e o caráter eventual
do financiamento, maximizando-se, assim, sua utilização.
Quatro outras iniciativas, propugnadas por essa Política e amplamente discutidas no âmbito do
FORPROEX, também podem favorecer a garantia de recursos públicos para as ações extensionistas, com
exceção da:
Q217177
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Com a promulgação da Lei Federal 13.005/2014, a curricularização da atividade extensionista tornou-se
obrigatória para os cursos de graduação em todo o país.
Assim, segundo Miguel (2023, p. 18-19), “uma universidade sintonizada com as necessidades do
desenvolvimento humano, social, científico, cultural e sustentável consolida a sua função social pela
elaboração e articulação de políticas públicas nas quais a extensão universitária fomenta maior integração
entre a universidade e a comunidade que a subsidia”.
Diante desse pensamento, analise as seguintes proposições para se efetivar a curricularização da
atividade extensionista.
I. Formação geral, em dimensão humanista, e formação profissional comprometida com a
consolidação de uma sociedade democrática e inclusiva pautada nos princípios de equidade,
igualdade, alteridade e justiça social.
II. Fortalecimento de ações que considerem a diversidade cultural, o respeito às diferenças, a
interculturalidade e as prerrogativas e garantias relativas aos direitos humanos.
III. Melhoria da infraestrutura de extensão universitária e de vivência acadêmica com vistas ao
incremento dos espaços de formação profissional, construção e socialização de conhecimento de
forma a contemplar as demandas dos demais setores da sociedade.
IV. Consolidação das políticas de permanência estudantil, fomentando ações para desenvolvimento
pessoal e profissional na perspectiva de inclusão social.
V. Planejamento de ações com vistas à gestão ambiental que atenda às exigências da
sustentabilidade e do desenvolvimento que respeita a natureza.
Está correto o que se afirma em:
Q217176
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Desde a inclusão da pós-graduação, em 1961, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, o foco
tem sido a formação de docentes e pesquisadores para as Universidades e Instituições de Pesquisa.
Ainda que mestres e doutores já viessem sendo formados em modelos informais desde a década de 1940
no Brasil, foi após a lei referida que a pós-graduação passa a ser constituída formalmente, conforme o
parecer Sucupira em 1965, tendo sido regulamentada definitivamente em 1969, segundo informações do
Plano Nacional de Pós-Graduação - PNPG 2011-2020.
Nesse sentido e segundo consta no Relatório Final 2019 da Comissão do Plano Nacional de PósGraduação (PNPG) 2011-2020, analise as afirmações a seguir:
I. O Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) consolidou-se ao longo das últimas décadas
ganhando visibilidade nacional e internacional. O sistema estava formado no final de 2019 por
cursos de pós-graduação acadêmicos distribuídos por todas as áreas do conhecimento, segundo o
GeoCAPES, com previsão para iniciar cursos profissionais ainda no decênio 2021-2030.
II. Considerando o tamanho da população brasileira, em termos comparativos com os países de maior
desenvolvimento em educação, ciência, tecnologia e inovação, estamos longe de atingir o número
compatível de pessoal pós-graduado com as necessidades e aspirações do país no cenário global.
Apesar de ter sido observado um importante aumento na proporção de doutores titulados em
relação à população, essa deve ser melhorada em face aos desafios nacionais. Além disso, como
grande desafio, perdura a necessidade de ampliar o número de doutores atuando em segmentos
não acadêmicos da sociedade.
III. Enquanto em 1998 cientistas brasileiros publicaram pouco menos que 12 mil artigos em revistas
internacionais com revisão de pares, número que colocava o país em 20º lugar no ranking mundial;
menos de vinte anos depois, saltamos para a 13º posição, com mais de 65 mil artigos, de acordo
com os dados fornecidos pela Web of Science/Clarivate Analytics (2019).
IV. Apesar dos avanços observados na década 2011-2020, com aumento no número de Programas de
Pós-Graduação (PPG) principalmente em regiões menos consolidadas, cabe observar que
permanecem assimetrias regionais e mesorregionais. De fato, excetuando-se os grandes centros, o
Sistema não está adequadamente atendido, deixando amplos espaços sociogeográficos sem oferta
de capacitação em nível de pós-graduação.
V. Em que pesem os bons resultados obtidos pelo SNPG, o atual sistema avaliativo requer
aperfeiçoamentos conceituais e operacionais. Demandas de várias ordens emergem, como
aquelas relacionadas à consolidação, à internacionalização, à inovação e à interação estruturada
do SNPG com setores extra-acadêmicos, em especial aqueles diretamente conectados com o
processo de transferência de conhecimento para a sociedade e maior protagonismo no processo
de desenvolvimento socioeconômico, bem como na redução das assimetrias regionais.
Está correto o que se afirma em:
Q217175
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Os serviços de Apoio aos Estudantes, ou Assuntos Estudantis, são entendidos, internacionalmente, como
aqueles organizados para “possibilitar e capacitar os alunos a se concentrarem mais intensamente em
seus estudos e crescimento pessoal” (Ludeman & Schreiber, 2020, p.10 apud DIAS e TOTI, 2023, p. 209).
Incluem-se os aspectos cognitivos e emocionais, aqueles que se associam a melhorias no processo de
aprendizado e, consequentemente, impactam a decisão de permanecer no ensino superior. (DIAS; TOTI,
2023, p. 209). A expansão do Ensino Superior criou condições para ampliação desses serviços como
estratégia institucional de promoção da permanência.
Nesse contexto, muitos servidores foram contratados nas Instituições Federais de Educação Superior para
atuarem em serviços de apoio ao estudante que podem se organizar em apoio psicológico, apoio
pedagógico, orientação financeira e legal, promoção da inclusão, serviços de saúde, orientação de carreira
e suporte aos ingressantes entre outros, dependendo da instituição.
A concepção de atendimento integral do estudante, presente no PNAES, impactou a constituição desses
novos serviços, dando-lhes uma característica de atendimento multiprofissional.
Dias, C. E. S. B.; Toti, M. C. S. Serviços de Assuntos Estudantis no Brasil: Fundamentos e Profissionalização. In:
Andréia Osti; Camila Fior; Cláudia Patrocinio Pedroza Canal; Leandro S. Almeida.. (Org.). Ensino Superior:
mudanças e desafios na perspectiva dos estudantes. 1 ed.São Carlos - SP: Pedro & João Editores, 2023, p. 209-238. Disponível em: . Acesso em: 15 out. 2024. .
Por sua natureza, três áreas profissionais se tornaram as mais presentes nesses serviços, sendo elas as
áreas: