Questões de Concursos Públicos - UFU-MG - 2023 - UFU-MG - Assistente em Administração
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Q193746
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A partir da leitura do texto, e considerando o trecho “E este texto literário vale por si, não necessitando
para o seu conhecimento ou apreciação de uma panóplia de exercícios e atividades que o limitam, o
desmembram, o desvirtuam, ou o reduzem àquilo que ele nunca foi nem nunca será.” (parágrafo 1), é
INCORRETO afirmar que os autores
Q193745
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No trecho “[...] só o livro permite uma relação eficaz e frutífera entre o texto e os seus múltiplos paratextos,
para que a comunicação literária de fato se estabeleça” (parágrafo 2; grifo acrescido), a expressão negritada
“para que” introduz um trecho que expressa a relação de
Q193744
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No terceiro parágrafo, a repetição da expressão negritada “Educar literariamente é” cumpre a função,
EXCETO de
Q193743
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No trecho “Elas [as pessoas] gracejam, riem, caçoam. Cantam e dançam. Decoram superfícies. Executam
rituais.” (parágrafo 1), o recurso à sequência de períodos curtos separados por ponto final produz, no texto, um
efeito de
Q193742
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O trecho “... quanto mais biologicamente frívola e vã é uma atividade, mais as pessoas a exaltam”
(parágrafo 2) expressa uma relação de sentido de
Q193741
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Conforme Koch (2002, p. 40), “a coesão sequencial diz respeito aos procedimentos linguísticos por meio
dos quais se estabelecem, entre segmentos do texto (enunciados, partes de enunciados, parágrafos e
sequências textuais), diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas, à medida que se faz o texto
progredir”. Essa progressão textual pode se dar por meio da sequenciação frástica e/ou da sequenciação
parafrástica.
Com base nessa informação, assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre o recurso de
sequenciação e sua respectiva designação.
Q193740
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Fragmento 1
Desde o início da história da música no Brasil é possível observar a circularidade entre as culturas erudita
e popular. O historiador Carlo Ginzburg pensa a relação entre o erudito e o popular e fala da circularidade entre
as culturas das classes dominantes e as das classes subalternas. É um relacionamento feito de influências
recíprocas, que se move de baixo para cima e de cima para baixo. A música brasileira foi gestada por meio
desse relacionamento circular feito de influências recíprocas, com circulação de elementos de vários povos.
ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 26. [Fragmento adaptado].
Fragmento 2
O violão, presente no cotidiano dos brasileiros, seja nas ruas, nos morros, nas salas de concertos ou nas
escolas de música, viveu entre o preconceito da popularidade e o prestígio da erudição no início da sua história
no Brasil, quando era considerado vulgar e sem valor artístico. Sobre esta história ainda há muito a escrever:
uma história rica, que envolve encontro de etnias, de sons e de ritmos que chegaram ao país. A presença de
personagens que marcaram fatos e a trajetória do instrumento nos mostram e nos levam a compreender uma
realidade social e as características da cultura no nosso país.
ALFONSO, Sandra Mara. O violão: da marginalidade à Academia. Uberlândia: EDUFU, 2009. p. 19. [Fragmento adaptado].
Considerando os fragmentos recortados do livro de Alfonso (2009), assinale a alternativa que apresenta
a asserção INCORRETA a respeito da relação entre os dois fragmentos.
Q193739
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Um livro existe sem leitor? Ele pode existir como objeto, mas, sem leitor, o texto do qual ele é portador é
apenas virtual. Será que o mundo do texto existe quando não há ninguém para dele se apossar, para dele fazer
uso, para inscrevê-lo na memória ou para transformá-lo em experiência? Paul Ricoeur lembrou muitas vezes o
fato de que um mundo de textos que não é conquistado, apropriado por um mundo de leitores, não é senão um
mundo de textos possíveis, inertes, sem existência verdadeira.
CHARTIER, Roger. A aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo: Editora da UNESP, 1998. p.
154. [Fragmento adaptado].
É correto afirmar que a pergunta “Um livro existe sem leitor?” cumpre, no texto, a função de
Q193738
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O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro foi palco das comemorações do centenário da Independência
do Brasil. Tornou-se guardião de nossa tradição histórica desde 1838, quando se iniciaram as atividades
voltadas para sedimentar o corpo da memória nacional. O instituto procurava estabelecer um laço de
continuidade entre a história do Brasil e a história europeia, fixando, dessa maneira, o Brasil na tradição
civilizatória europeia. A partir da memória escrita por Von Martius, o IHGB inicia a obra de coligir, organizar e
interpretar a marcha dos acontecimentos históricos brasileiros com base no estudo das três raças formadoras
da nacionalidade. Entretanto, nota-se um visível empenho em aprofundar o estudo da atuação dos portugueses
no período colonial. Em relação aos indígenas, abre-se uma polêmica acerca da sua identificação como
portadores da identidade nacional. Varhagen critica largamente tal pretensão, presente sobretudo nos
escritores românticos. Para o instituto, o indígena deveria ser tomado como objeto de pesquisa histórica e
etnográfica, atestando a superioridade da raça branca e mesmo sugerindo o seu aproveitamento como mãode-obra. Quanto aos negros, pouco havia a pesquisar. Lamentavam-se, como em quase todos os discursos
ilustrados à época, os males oriundos da escravidão, delineando, sob o signo da ausência, a participação do
negro em nossa história. SANDES, Noé Freire. A invenção da Nação: entre a Monarquia e a República. Goiânia: Editora UFG, 2000. p. 81. [Fragmento adaptado]. Os termos negritados promovem, no texto, EXCETO, o efeito de
Q193737
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O poder da atitude Como duas mulheres venceram uma batalha contra o governo da África do Sul Uma chuva leve e fina caía nas ruas da Cidade do Cabo, África do Sul, quando as ativistas ambientais
Makoma Lekalakala e Liz McDaid saíram do Supremo Tribunal Ocidental. Do alto dos degraus do tribunal elas
receberam os aplausos dos apoiadores que as aguardavam. “Vitória do povo!”, declarou triunfante Liz, de 55 anos, com Makoma, de 52, em pé a seu lado. “Como
resultado da ação judicial, o povo da África do Sul terá de ser consultado”. Era 26 de abril de 2017. As duas mulheres tinham acabado de liderar uma coalizão de organizações
populares de toda a África do Sul em uma longa batalha judicial ao estilo de Davi versus Golias. Elas haviam
processado os mais altos poderes do país a fim de invalidar um acordo de energia nuclear secreto, celebrado
entre o governo e a Rússia, que custaria 76 bilhões de dólares. As duas argumentaram que o governo não
podia fazer acordos de energia sem consulta pública e debate democrático.
E elas venceram! MULLENS, Anne. O poder da atitude. Seleções. Rio de Janeiro, Rhada Brasil Edições, p. 38, fev/2019. [Fragmento]. No texto, a referência à história de Davi e Golias, em que Davi, de forma muito improvável, vence Golias,
é uma forma de
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