Questões de Concursos Públicos - Prefeitura de Cacimbinhas - AL - 2015 - Prefeitura de Cacimbinhas - AL - Professor de Ciências
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Q37816
Prefeitura de Cacimbinhas - AL - 2015 - Prefeitura de Cacimbinhas - AL - Professor de Ciências
No contexto do período “Sob os escombros do
passado, o personagem nos contará as tentativas de
acerto de contas com antigos fantasmas materializados
nas mulheres marcantes de sua vida: a mãe do melhor
amigo de infância, a sobrinha de uma empregada do
colégio de padres, uma prostituta de luxo em Istambul –
todas presentes também, de alguma maneira, na figura
atormentada da ex-mulher desaparecida (...),os dois pontos assumem um sentido equivalente ao da seguinte
expressão:
Q37815
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No contexto do período “Continuou a conversa
interrompida com a senhora gorda ,que tinha muitos
brilhantes ,mas uma terrível falta de ouvido, porque não
se pode ter tudo”. A relação básica expressa pela
conjunção em negrito é de :
Q37814
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Rios sem discurso- João Cabral de Melo Neto.
Quando um rio corta, corta-se de vez
o discurso-rio de água que ele fazia;
a água se quebra em pedaços,
poços de água, em água paralítica.
Em situação de poço, a água equivale
a uma palavra em situação dicionária:
isolada, estanque no poço dela mesma,
e porque assim estanque, estancada;
e mais: porque assim estancada, muda,
e muda porque com nenhuma comunica,
porque cortou-se a sintaxe desse rio
o fio de água por que ele discorria.
O curso de um rio, seu discurso-rio,
chega raramente a se reatar de vez;
um rio precisa de muito fio de água
para refazer o fio antigo que o fez.
Salvo a grandiloquência de uma cheia
lhe impondo interina outra linguagem,
um rio precisa de muita água em fios
para que todos os poços se enfrasem:
se reatando, de um para outro poço,
em frases curtas, então frase e frase,
até a sentença-rio do discurso único
em que se tem voz a seca ele combate.
MELO NETO, João Cabral de. Antologia Poética. 7. ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio, 1989
Sobre o poema Rios sem discurso de João Cabral de
Melo Neto, podemos inferir que:
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Catar Feijão
Catar feijão se limita com escrever:
joga-se os grãos na água do alguidar
e as palavras na folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo:
pois para catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.
Ora, nesse catar feijão entra um risco:
o de que entre os grãos pesados entre
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a como o risco.
João Cabral de Melo Neto
MELO NETO, João Cabral de. Antologia Poética. 7. ed. Rio de Janeiro: J.
Olympio, 1989.
Analisando o poema catar feijão, de João Cabral de
Melo Neto ,compreendemos que :
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Texto 1
Já era tarde. Augusto amava deveras, e pela primeira vez
em sua vida; e o amor, mais forte que seu espírito,
exercia nele um poder absoluto e invencível. Ora, não há
ideias mais livres que as do preso; e, pois, o nosso
encarcerado estudante soltou as velas da barquinha de
sua alma, que voou, atrevida, por esse mar imenso da
imaginação; então começou a criar mil sublimes quadros
e em todos eles lá aparecia a encantadora Moreninha,
toda cheia de encantos e graças. Viu-a, com seu vestido
branco, esperando-o em cima do rochedo, viu-a chorar,
por ver que ele não chegava, e suas lágrimas queimavam-lhe o coração. (Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha. São Paulo:
Ática, 1997, p. 125. )
Texto 2
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o
convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto
Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade. Reunião. Rio de Janeiro: José Olympio,
1973, p. 19.)
Nos textos 1 e 2, uma mesma temática é
trabalhada, com tratamentos diversos, no entanto. Em
relação à percepção de amor evidente nos textos de Joaquim Manuel de Macedo e de Carlos Drummond de
Andrade relacionam-se todas as assertivas, exceto :
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Analise a foto abaixo:
Folha de São Paulo Após a vitória, Tancredo Neves recebe os cumprimentos
de José Sarney e correligionários no Congresso Nacional
Em 2015 o Brasil comemora 30 anos do início da
Redemocratização. Sobre esse período da história
brasileira, é correto afirmar que:
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Ano: 2015
Assunto: História e Geografia do Estado de Alagoas
“Pois não se pode falar em história das Alagoas sem
referir o açúcar; não se pode escrever o passado
econômico ignorando a presença do açúcar; não se pode
descrever a sociedade colonial ou imperial sem ligá-la ao
domínio do açúcar; enfim, não se pode ignorar, na
história das Alagoas, qualquer a dimensão que se a
estude ou a interprete, esta presença imperial,
soberanamente dominante, quase absorvente, como o
próprio massapé da terra que alimentou os canaviais: a
do açúcar.” Manoel Diegues Júnior
Sobre a importância da cana-de-açúcar para a história de
Alagoas, é correto afirmar que: