Questões de Concursos Públicos - INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1
Resolva questões gratuitas da INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1. Banco com 82 perguntas de concursos. Prepare-se com simulados e estatísticas de acerto.
Q51869
INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1
Uma mulher com 34 anos de idade comparece ao
ambulatório de Clínica Médica de atenção terciária,
com vistas a esclarecer quadro caracterizado por
hepatoesplenomegalia, linfadenopatia e alterações
persistentes no hemograma. De acordo com a Ficha de
Referência, o quadro teve início há 2 meses com mal-estar,
dor de garganta e febre baixa; o exame físico evidenciou
linfoadenomegalia cervical e hepatoesplenomegalia; o
hemograma realizado na ocasião revelou linfocitose,
além de anemia leve e trombocitopenia; a hipótese
diagnóstica foi de mononucleose infecciosa; as pesquisas
de anticorpos heterófilos contra o vírus Epstein-Barr (EBV)
e de anticorpos anticapsídeo viral de EBV foram negativas
na ocasião do primeiro atendimento e 2 semanas depois.
Ao exame físico, a paciente apresenta-se levemente
hipocorada, com discretas equimoses nos membros
inferiores e superiores, com linfonodos palpáveis em
todas as cadeias cervicais, baço palpável a cerca de
4 cm do rebordo costal esquerdo e fígado palpável a
2 cm do rebordo costal direito, na linha hemiclavicular. Os
linfonodos cervicais são pequenos, com cerca de 1 cm de
diâmetro, indolores e móveis. Novo hemograma mantém
o padrão do resultado do exame anteriormente descrito.
Nesse caso, a hipótese diagnóstica e a conduta para a
investigação diagnóstica são
Q51868
INEP - 2016 - INEP - Exame Nacional de Revalidação 2016/1
Em um município foram registradas epidemias de dengue
em 2004, 2010 e 2014, associadas à introdução do vírus
dengue (DEN-V) dos tipos 3, 2 e 4, respectivamente.
Em 2016, há notificação de casos de zika e chikungunya.
Na Unidade Básica de Saúde desse município, foi
atendida uma mulher com 23 anos de idade e 16 semanas
de gestação relatando febre não medida, cefaleia e
mialgia de início abrupto e com piora progressiva de
intensidade até a manhã do dia do atendimento, quando
acordou melhor e notou a pele avermelhada; o quadro
teve início há 4 dias. Não apresenta queixa de artralgia,
sangramentos ou qualquer outro sinal de alarme.
Relata ter tido dengue clássica há 4 anos.
Nega comorbidades e uso recente de medicamentos.
O cartão vacinal da paciente encontra-se em dia.
Ao exame físico, apresenta-se afebril e com discretos
exantemas máculo-papulares por todo o corpo,
sem outras alterações; a prova do laço teve
resultado negativo. O resultado dos exames revela
hematócrito = 41% (valor de referência: 33,0 a 47,8%);
hemoglobina = 13,1 g/dL (valor de referência: 12,0 a
15,8 g/dL); plaquetas = 108.000/mm3 (valor de referência:
130.000 a 450.000/mm3); leucócitos = 4.800/mm3 (valor
de referência: 3.600 a 11.000/mm3); eosinófilos = 3%
(valor de referência: 0 a 7%); segmentados = 53% (valor de
referência: 40 a 70%), linfócitos = 35% (valor de referência:
20 a 50%), monócitos = 9% (valores de referência: 3 a
14%); AST = 43 U/L (valor de referência: inferior a 34 U/L);
ALT = 38 U/L (valor de referência: 10 a 49 U/L);
ureia = 43 mg/dL (valor de referência: 19 a 49 mg/dL);
creatinina = 1,1 mg/dL (valor de referência: 0,53 a
1,00 mg/dL). No exame de ultrassonografia, observa-se
que o feto está ativo e normal. Esse caso deve ser notificado à Vigilância Epidemiológica
e a mãe deve ser tranquilizada com a informação de que
está tudo bem com ela e com o feto, que apenas uma
minoria dos recém-nascidos é afetada nesses casos e que
a Equipe de Saúde da Família irá acompanhá-la durante
toda a gestação. Que outras condutas devem ser adotadas pelo médico?
« Anterior
Próximo »