Questões de Concursos Públicos - FUVEST - 2024 - USP - Educador - Especialidade: Pedagogia - Edital nº 7
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Q223382
FUVEST - 2024 - USP - Educador - Especialidade: Pedagogia - Edital nº 7
“Considerar a vivência significa imergir e buscar identificar,
conhecer e compreender o significado e o sentido dos
acontecimentos escolares. Pressupõe conhecer as pessoas
envolvidas e também o significado e o sentido que elas dão
aos acontecimentos vivenciados. [...] De que forma o
reconhecimento do vivido como fonte da compreensão de
dada realidade e de um acontecimento pode ajudar o
professor?”
PENIN, Sonia, MARTÍNEZ, Miguel. Profissão Docente. (Org. Valéria Amorim
Arantes). São Paulo: Summus, 2009, p. 33-34
Q223381
FUVEST - 2024 - USP - Educador - Especialidade: Pedagogia - Edital nº 7
As diretrizes e bases da educação nacional promulgadas pela
Lei 9394 de 1996 estabelecem no Título VI, sobre os
profissionais da Educação, no parágrafo único do item V do
art. 61, que: “A formação dos profissionais da educação, de
modo a atender às especificidades do exercício de suas
atividades, bem como aos objetivos das diferentes etapas e
modalidades da educação básica, terá como fundamentos: I –
a presença de sólida formação básica, que propicie o
conhecimento dos fundamentos científicos e sociais de suas
competências de trabalho; II – a associação entre teorias e
práticas, mediante estágios supervisionados e capacitação e
serviço”. As normas para realização dos estágios são dadas pela Lei
11788 de 2008 e, tendo em vista os fundamentos da LDB,
estabelecem como obrigações da Instituição de Ensino:
Q223380
FUVEST - 2024 - USP - Educador - Especialidade: Pedagogia - Edital nº 7
José Mário Pires Azanha, em “Educação: temas polêmicos”,
analisa o processo histórico de estigmatização da escola
pública e aponta que, diferentemente do que o senso comum
aponta, a visão estereotipada da escola pública é resultado
Q223379
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“As práticas de aprendizagem social e emocional são
heterogêneas e precisam de contextualização adequada. Elas
exigem experiências de aprendizagem conscientemente
elaboradas, vínculo com os professores, experiências
positivas entre pares, compreensão intergeracional e
envolvimento da comunidade. A atenção plena (mindfulness),
a compaixão e a investigação critica apoiam uma poderosa
aprendizagem social e emocional. Deve-se reconhecer, no
entanto, que essa aprendizagem impõe exigências extras aos
professores e que eles devem ser apoiados para realizar esse
trabalho. Ao olharmos para 2050, não podemos nos dar ao
luxo de investir pouco na aprendizagem social e emocional –
ela é fundamental para a criatividade humana, moralidade,
julgamento e ação para enfrentar os desafios futuros.”
Comissão Internacional sobre os futuros da educação. Reimaginar nossos
futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: UNESCO e
Fundação SM, 2022, p. 66
Como a integração entre conhecimento e sentimento pode
promover a diversidade e heterogeneidade do ambiente de
aprendizagem?
Q223378
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“Os professores estão por demais preocupados com suas
metodologias. Seguidamente solicitam ‘receitas de avaliação’.
No entanto, de nada valem as orientações metodológicas se
não estiverem fundamentadas em uma concepção
libertadora de avaliação. O ‘como fazer’ é decorrente do ‘por
que fazer’. Então, a pergunta fundamental é ‘por que
avaliamos? ’ ou ‘a serviço de quem avaliamos?’ Se a resposta
a essas questões não tiver como enfoque principal o
educando como ser social e político, sujeito do seu próprio
desenvolvimento, de nada valerão as inovações que vierem a
ser introduzidas”.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito & Desafio. Porto Alegre: Educação e
Realidade. 10ª ed. 1993, p. 93
“Entre as metodologias sugeridas para desenvolver o
currículo inscrevem-se a necessidade de se propor aos alunos
tarefas de aprendizagem mais diversificadas e relacionadas
com a vida real, a utilização de materiais manipulativos, o
envolvimento em projetos destinados a resolver situações
problemáticas ou o recurso ao trabalho de grupo. A
concretização dessas recomendações exige novas formas de
avaliar. Uma prática de avaliação tradicional, quase
exclusivamente baseada em testes de papel e lápis, seria
insuficiente e até totalmente desajustada, pois tenderia a
ignorar todas as competências que vão além da aquisição de
conhecimentos”.
FERNANDES, Domingos. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e
políticas. SP: Editora da Unesp, 2009, p. 91
Ambos os excertos convergem para uma concepção de
avaliação
Q223377
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“A educação pode ser vista em termos de um contrato
social: um acordo implícito entre os membros de uma
sociedade para cooperar para alcançar um benefício comum.
Um contrato social é mais do que uma negociação, pois reflete
normas, compromissos e princípios que apresentam um
caráter legislativo formal e que estão culturalmente
incorporados. O ponto de partida é uma visão compartilhada
dos propósitos públicos da educação. Este contrato consiste
nos princípios fundamentais e organizacionais que estruturam
os sistemas educacionais, bem como no trabalho distribuído
que se realiza para construir, manter e refinar esses
princípios.” (grifos no original)
Comissão Internacional sobre os futuros da educação. Reimaginar nossos
futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: UNESCO e
Fundação SM, 2022, p. xii
Qual alternativa expressa adequadamente o princípio que
sustenta o novo contrato social para a educação de acordo
com o documento publicado pela UNESCO?
Q223376
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“A função da literatura está ligada à complexidade da sua
natureza, que explica inclusive o papel contraditório, mas
humanizador (talvez humanizador porque contraditório).
Analisando-a, podemos distinguir ao menos três faces: 1) ela
é uma construção de objetos autônomos como estrutura e
significado; 2) ela é uma forma de expressão, isto é, manifesta
emoções e a visão do mundo dos indivíduos e dos grupos; 3)
ela é uma forma de conhecimento, inclusive como
incorporação difusa e inconsciente.”
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca
de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 139-140.
O direito à literatura deve ser assegurado como um direito à
educação, no âmbito abrangente dos direitos humanos,
porque, segundo Candido, a literatura
Q223375
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“A questão central é a conquista de uma educação escolar
de qualidade para todas as crianças e jovens, capaz de garantir
sua permanência na escola e apropriação/produção de
conhecimento, tendo como alvo possibilitar-lhes participação
na sociedade.”
SOUSA, S. Z. L.; PRIETO, R. G. A Educação Especial. In: OLIVEIRA, Romualdo
P., ADRIÃO, Theresa. Organização do ensino no Brasil: níveis e modalidades
na Constituição Federal e na LDB. São Paulo: Xamã, 2ª ed., 2007, p. 124
Tendo em vista o direito à educação, a educação especial na
perspectiva da educação inclusiva é compreendida como
Q223374
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A coordenação do trabalho no ambiente educacional
efetivada pelo coordenador pedagógico deve “favorecer a
tomada de consciência dos professores sobre suas ações e o
conhecimento sobre o meio em que atuam e assim promover
o desenvolvimento profissional dos professores”.
PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador
pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003, p. 25
Embora o coordenador pedagógico seja responsável por
múltiplas tarefas no ambiente educacional, há atividades que
o desviam de sua função, como as expressas a seguir:
Q223373
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“Identificar se as práticas construídas na escola configuram ou
não um projeto pedagógico pode nos levar a problematizar a
própria ideia de ‘projeto pedagógico’. Afinal, as práticas
escolares – em muitos casos genuínas e criativas – devem ser
reformuladas para atender a algum modelo de projeto
pedagógico? Onde é fabricado este modelo e por quem?”
MATE, Cecilia H. O coordenador pedagógico e as relações de poder na
escola. PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador
pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003., p. 146
Ao propor tais indagações sobre a construção e
desenvolvimento do Projeto Pedagógico, Cecília Hanna Mate
chama atenção para as relações de poder na escola e a
dicotomia entre a construção de um projeto vinculado a uma
dada realidade e os modelos preestabelecidos por uma
tradição escolar. Para evitar essa dicotomia e construir um
Projeto Pedagógico adequado, deve-se
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