Questões de Concursos Públicos - FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
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Q78311
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Na seguinte situação a investigação sorológica mencionada
para as infecções presumidas resulta em diagnóstico etiológico
claramente estabelecido:
Q78310
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Criança de 3 anos, sexo feminino, é trazida ao Serviço de
Emergência por apresentar, há dois dias, febre, cefaleia,
episódios de vômitos e diarreia moderada. A mãe informa ter
conhecimento de casos de febre e diarreia nas últimas duas
semanas, na creche que a criança frequenta.
A etiologia mais provável para o conjunto de achados clínicos,
epidemiológicos e laboratoriais é:
Q78309
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Homem de 35 anos é admitido em serviço de emergência,
referindo tosse seca persistente há duas semanas e início de
febre alta (40 oC) há cinco dias. Há dois dias com dispneia,
mesmo em repouso. Refere ainda emagrecimento de 6 Kg
nos últimos dois meses, atribuído em parte à dificuldade de
ingestão de alimentos sólidos por dor retroesternal. Sabe
ser portador de HIV há anos, mas não faz acompanhamento
médico nem faz terapia específica. Usuário de drogas ilícitas,
nos últimos seis anos, não mais usando a via intravenosa.
Na anamnese dirigida ainda foram evidenciados: diarreia
de até 10 evacuações diárias, sem muco, pus ou sangue;
ulceração perianal com mais um mês de duração; e alteração
de acuidade visual à direita. Ao exame, paciente emagrecido,
hipocorado ++/4, desidratado, taquipnéico, orofaringe com
placas esbranquiçadas superficiais em mucosa jugal e língua,
removíveis com espátula, e também de lesões raiadas,
brancas, nas bordas laterais da língua, não removíveis com
espátula. Presença de lesões violáceas de 1 cm de diâmetro
em região gengival e palato. FR 32 irpm, PA 110 x 50 mmHg,
PR 112 bpm. Pulmões com MV rude com estertores crepitantes
difusos bilateralmente. Fígado palpável a 2 cm do RCD.
Sem sinais meníngeos ou déficits neurológicos focais.
Cicatriz hipocrômica em região torácica seguindo o trajeto
intercostal restrito ao lado direito do corpo. Lesões cutâneas
máculo-papulares violáceas em tronco e membros inferiores.
Presença de lesão ulcerada em região perianal, de 4 cm de
diâmetro, dolorosa, de fundo limpo e bordas regulares.
Radiografia de tórax revela infiltrado intersticial difuso e
gasometria arterial mostra PaO2 de 50 mmHg. Fundoscopia
encontra focos de hemorragia sobre exsudato amarelado.
O número de manifestações oportunistas, ativas ou passadas,
apresentadas pelo paciente nesse quadro avançado de
síndrome de imunodeficiência adquirida, que pode ser
atribuído à família dos herpesvírus é:
Q78308
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Um paciente portador de infecção pelo HIV, em abandono de
terapia antirretroviral há 6 meses, é admitido num Serviço de
Infectologia com quadro respiratório a esclarecer. É colocado
em quarto privativo, em precaução de disseminação aérea e
medicado com sulfametoxazol + trimetoprim, em dose para
pneumocistose, e com a associação de ampicilina + sulbactam.
No quinto dia de internação, desenvolve um quadro de herpes
zoster na região torácica, simultaneamente à liberação do
resultado da pesquisa de BAAR em escarro induzido, que se
revelou negativa.
Além de iniciar tratamento antiviral específico para o paciente,
o conjunto de condutas imediatas mais adequado, que deve
ser implementado pelos profissionais de saúde, atuando
naquele setor, após o diagnóstico do herpes zoster é:
Q78307
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Interno de medicina, 24 anos, participa de uma cirurgia
ortopédica de urgência e se acidenta com espícula óssea,
resultando em uma lesão cortante profunda em sua mão
direita. Ao ser atendido e interrogado imediatamente após
o acidente, o interno refere ter feito “todas as vacinas da
infância no posto de saúde”, nega ter feito qualquer vacina
durante a adolescência e afirma ter recebido uma dose de
vacina contra hepatite B no ano que ingressou na faculdade.
O perfil sorológico para hepatite B, HIV e hepatite C do
paciente determina qual conduta deverá ser recomendada ao
interno. O conjunto de medidas de profilaxia pós-exposição
indicada para o interno seria:
Q78306
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Um jovem médico, convencido de que é extremamente
importante obter cultura para realização de TSA mesmo
nos casos mais simples de infecções de pele e subcutâneo,
visando tanto assegurar a eficácia da terapêutica individual,
quanto o conhecimento “real” do problema da resistência
antimicrobiana, adota como rotina, sempre que possível,
coletar amostra adequada para isolamento microbiológico.
O resultado de cultura e antibiograma exposto abaixo pertence
a um adolescente, com antecedente de reação anafilática
à sulfa na infância, e foi obtido dois dias antes a partir da
aspiração do centro de uma lesão compatível com furúnculo
em nádega esquerda e que apresentava halo circunjacente de
cerca de 7 cm.
Sabendo-se que o esquema antimicrobiano prescrito foi
clindamicina VO por 7 dias e que o paciente encontra-se
estável clinicamente e apresentou uma melhora parcial
da lesão, a melhor conduta a ser prescrita a partir deste
momento, terceiro dia após início de tratamento, com base na
evolução clínica e dos resultados laboratoriais dispostos seria:
Q78305
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Nas infecções associadas aos cuidados de saúde, diversos
são os fatores de risco associados ao seu desenvolvimento:
fatores relacionados ao hospedeiro, presença de dispositivos
e procedimentos, uso prévio de antibiótico, atuação dos
profissionais de saúde, qualidade do material usado na
assistência à saúde, além de fatores relacionados aos
microorganismos envolvidos. Entre os fatores relacionados
aos microorganismos, a maior resistência aos processos de
desinfecção é característica de:
Q78304
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Homem de 43 anos, portador de infecção pelo HIV há 6 anos,
atualmente em uso do seu primeiro esquema antirretroviral,
com tenofovir / lamivudina / efavirenz há 3 anos. Refere má
adesão à terapia, frequentemente deixando de tomar seu
esquema principalmente, mas não exclusivamente, nos finais
de semana. Últimos exames laboratoriais do ambulatório
mostram CD4 210 cél/mm3 (era 480 cél/mm3 há seis meses),
carga viral 10.200 cópias/ml (era indetectável há 6 meses).
Apresenta febre persistente, que cede com uso de antitérmicos
comuns, tosse não produtiva e surgimento de adenomegalias
cervicais bilateralmente. Ao exame, emagrecido, hipocorado,
hidratado, eupnéico. OF sem candidose. Adenomegalias
cervicais bilaterais, de 1 a 2 cm de diâmetro, não aderidas
aos planos profundos, algumas parecendo ter flutuação
à palpação. Radiografia de tórax mostra alargamento de
mediastino. Internado para investigação, foi submetido a
aspirado de gânglio cervical, que demonstrou pesquisa de
BAAR positiva. Escarro espontâneo analisado por GeneXpert
mostrou positividade e sensibilidade para a rifampicina.
Na impossibilidade de realizar exames laboratoriais adicionais,
a melhor conduta terapêutica para o paciente, considerando
as informações clínicas e laboratoriais disponíveis, é iniciar no
decorrer dos próximos dias esquema:
Q78303
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Homem de 70 anos evolui para coma após acidente vascular
cerebral. No 20º dia de internação em enfermaria de
neurologia de um hospital geral, apresenta insuficiência
respiratória pelo agravamento do quadro neurológico, sendo
intubado, colocado em ventilação mecânica e encaminhado à
UTI. No 4º dia de internação na UTI, desenvolve febre, evolui
com piora dos parâmetros ventilatórios, descompensação
hemodinâmica, aumento da secreção pelo tubo orotraqueal
e surgem leucocitose no hemograma e imagem radiológica
de condensação na radiografia de tórax no leito. Fez uso de
ciprofloxacino intravenoso por 7 dias durante o período que
esteve internado na enfermaria.
Diante da evolução clínica e laboratorial do paciente, é
necessário que:
Q78302
FUNRIO - 2017 - SESAU-RO - Médico Infectologista
Em dezembro de 2005, o Centro de Vigilância Epidemiológica
de São Paulo (CVE) recebeu notificação da vigilância
epidemiológica do município de Taboão da Serra (na Grande
São Paulo) sobre a internação de quatro casos, entre os quais,
um óbito, três adultos e uma criança, que pertenciam a uma
família de imigrantes chineses. Os sintomas apresentados
pelos pacientes foram: ptose palpebral (100%), vertigem
(75%), disfonia (75%), vômitos (75%), disfagia (50%), diplopia
(50%), insuficiência respiratória (50%), desorientação (25%),
disartria (25%), fraqueza muscular de membros superiores e
inferiores (50%). A investigação epidemiológica, que consistiu
de levantamento dos dados clínicos, histórico alimentar, coleta
de amostras de soro, lavado gástrico e fezes dos pacientes
internados, para exames laboratoriais específicos e tecidos/
vísceras do caso que evoluiu para óbito, provavelmente
resultou no diagnóstico de: