Questões de Concursos Públicos - FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
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Q5674
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A instrutora de um curso de capacitação promovido por uma
indústria foi questionada por um dos alunos, funcionário do setor
ambiental, sobre o comportamento da pluma de um poluente
emitido por uma chaminé. Considerando uma atmosfera neutra e
seca, ela fez uma analogia comparando a pluma a um balão de ar
quente mantido estacionário a certa altura na atmosfera.
Solicitou, então, que os funcionários imaginassem duas colunas de
ar: uma do lado de fora e outra dentro do balão, sendo a coluna
interna ligeiramente mais alta a externa. A instrutora destacou
que, apesar da diferença de altura, a pressão é a mesma no topo
das duas colunas.
Assim, é correto afirmar que
Q5673
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma indústria em Salvador – BA, construída a mais de 50 anos e situada a cerca de 20 km da linha de costa, está passando por um processo de modernização para atender as novas exigências tecnológicas e legislações vigentes. Entre as medidas, busca-se avaliar a dispersão dos poluentes na região, de forma a evitar impactos à saúde de uma comunidade de pescadores localizada mais adentro do continente, a aproximadamente 40 km da costa. Para isso, um meteorologista contratado pela indústria foi solicitado a estimar a aceleração do vento associado à brisa marítima. Sem dispor de um histórico de dados in situ, ele adotou um modelo simplificado de circulação da brisa e utilizou dados de satélite para estimar a temperatura média da camada de ar sobreo mar e sobre a terra . Além disso, ele determinou, por meio de GPS, a altura da célula de circulação da brisa (h) e a extensão horizontal da brisa (L). Considerando o teorema da circulação de Kelvin aplicado a uma circulação absoluta no plano vertical da brisa, dado por é a constante dos gases para o ar seco, é a temperatura média da camada de ar e d(lnp) representa o diferencial do logaritmo natural da pressão (de p0 na superfície até p1 no nível h), determine a expressão da aceleração do vento associada à brisa marítima, sabendo que Ca: = onde U é a velocidade do vento, dl é a variação infinitesimal ao longo do perímetro do circuito fechado, que representa a célula de circulação da brisa (vide figura) e α é o ângulo entre vetores U e dl.
Q5672
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Um meteorologista descobriu que se uma pluma circular, de um determinado poluente convencional, de raio 200 km, centrada na linha do polo sul (90°), inicialmente em repouso em relação à Terra, for levada para linha do equador (0°), ao longo de uma superfície isobárica (barotropia), conservando a sua área, a circulação relativa em torno da circunferência, na latitude do equador C = Cf, pode ser calculada pela expressão derivada do teorema de Bjerknes: C = C0 − 2 Ω A(sen(latitudefinal) −s en(latitudeinicial)), onde C0 é a circulação inicial (no polo sul) e A é a área circular da pluma. Sabendo que o valor da velocidade de rotação da Terra Ω é aproximadamente igual a 7,292 x 10-5
rad s-1
, e que por definição é o vetor velocidade do vento e é vetor variação infinitesimal ao longo da pluma circular, determine o
valor aproximado da velocidade tangencial da pluma e o tipo de
rotação que ela adquiriu.
Q5671
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
De acordo com a Norma CNEN-NN-3.01 – Requisitos Básicos de
Radioproteção e Segurança Radiológica de Fontes de Radiação,
incluindo situações em que condições meteorológicas podem
influenciar na segurança radiológica, e considerando seus
desdobramentos práticos em situações de exposição de
emergência, é incorreto afirmar que
Q5670
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma pluma de poluentes, misturada ao ar úmido, é forçada a subir
por uma encosta montanhosa devido à direção do escoamento, à
geometria da topografia e à conservação de massa. Ao atingir o
topo, a 3000 m de altitude, a temperatura local é de 0 °C. Em
seguida, a pluma desce a sotavento, onde o ar se aquece e se torna
seco em razão do efeito föhn.
Assinale a opção que apresenta o valor aproximado da
temperatura da pluma quando ela atinge a superfície, ao nível
médio do mar.
Q5669
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Nos estudos de poluição atmosférica, energia eólica e aplicações
de engenharia, modelos de mesoescala baseados na física do
escoamento newtoniano, tais como: ARPS, RAMS, MM5 e WRF
vêm sendo adaptados para escalas mais resolutas, incorporando o
tensor de difusividade turbulenta adequado e abordagens híbridas
RANS–LES, em função da chamada “Terra Incógnita”. Esse termo
descreve o intervalo de transição em que a escala de comprimento
característico de energia e fluxo turbulento (l), contido nas
parametrizações da turbulência incorporados aos modelos, torna-se da mesma ordem de grandeza da escala espacial vertical do modelo (Δz). Enquanto na modelagem RANS tem-se tipicamente l ≪ Δz e em LES l ≫ Δz, na zona intermediária (l ≈ Δz), ou seja, na
“Terra Incognita”, os modelos de subescala (SFS – subfilter-scale),
concebidos para regimes bem separados, perdem validade. Com
base nesse contexto, analise os itens a seguir: I. O método DNS (Direct Numerical Simulation) resolve todas as
escalas de movimento descritas pelas equações de Navier–
Stokes, sem necessidade de modelos de fechamento. Seu
custo computacional é extremamente elevado, tornando-o
impraticável para escoamentos geofísicos em domínios
numéricos globais. II. No método RANS (Reynolds Averaged Navier–Stokes
equations), a modelagem enfrenta o problema de fechamento
dos fluxos turbulentos, exigindo o uso de esquemas
semiempíricos, como os modelos de viscosidade turbulenta e
de camada de mistura, além do modelo de ordem 1,5-TKE.
III. Em LES (Large-Eddy Simulation), as equações de Navier–Stokes
são filtradas para descrever apenas as grandes estruturas
turbulentas, através do tensor de Leonard, enquanto as
escalas subgrade são modeladas. Essa técnica baseia-se na
teoria de similaridade de Kolmogorov.
E stá correto o que se afirma em
Q5668
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Uma indústria está preocupada em quantificar o fluxo de CO2
proveniente de uma área adjacente de restinga, que apresenta
vegetação arbustiva e acúmulo de serapilheira, para garantir que
as licenças ambientais estejam em conformidade. Para isso, foi
solicitado um estudo que permite distinguir a contribuição das
emissões biogênicas da restinga daquelas originadas pela própria
indústria. No entanto, uma fase pré-analítica foi conduzida por um
meteorologista júnior, considerando amostras (ver tabela) de três
pares de dados instantâneos da componente vertical de
velocidade do vento (w) e da concentração de CO2 (CCO2 em ppm),
coletados em escala de segundos, para o cálculo do fluxo de CO2, isto é, é a densidade média do ar úmido para o período de medição; K (= 1,5×10−6 kg ⋅ kg-1
⋅ ppm-1
) é o fator de conversão molar de unidades (ppm para kg/kg) para o é a covariância, média do produto entre a flutuação da componente vertical de velocidade do vento (w′) e
a flutuação da concentração de CO2 (CCO2
′
). Reproduza o cálculo do fluxo de CO2 (Fc) em kg/m2s realizado pelo
do meteorologista júnior, e assinale a opção que contenha o valor
do fluxo e a justificativa mais adequada para o cenário.
Q5667
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
Um meteorologista visionário, vinculado ao setor de pesquisa de
um complexo industrial, reflete sobre um cenário climático crítico,
no qual a temperatura média global ultrapassa permanentemente
2,0 °C acima dos níveis pré-industriais, limiar associado à
transgressão de tipping points. Neste cenário projeta-se mudanças
significativas nos padrões da Circulação Geral da Atmosfera (CGA),
aumento na frequência e persistência de ondas de calor urbanas,
intensificação de eventos atmosféricos extremos (ciclones,
tempestades severas, tornados), dentre outros. A Camada Limite
Urbana (CLU), especificamente, tornar-se-ia mais instável durante
o dia (maior turbulência), e as inversões térmicas noturnas tornarse-iam mais intensas e duradouras, agravando a retenção de
poluentes. Paralelamente, discutem-se a substituição de
termelétricas fósseis por matrizes nucleares, eólicas e solares para
descarbonização. Considerando as teleconexões entre os fenômenos de grandes
escalas, a dinâmica da Camada Limite Atmosférica (CLA), o
transporte de poluentes (convencionais e radiológicos) e a cascata
de energia turbulenta de Kolmogorov, que rege a transferência da
energia dos grandes aos pequenos turbilhões (eddies) e a
consequente dispersão de substâncias na atmosfera, a avaliação
mais adequada para o cenário de presságio do meteorologista é
de que
Q5666
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A formação do ozônio troposférico (O3), componente principal do
smog fotoquímico, é um desafio complexo que envolve
modelagem numérica, Climatologia, Meteorologia, qualidade do
ar, saúde pública, dentre outros. Diferente dos efluentes de uma
usina nuclear (regidos por normas como a CNEN NN 1.22), que
envolveriam a difusão de radionuclídeos, o O3 é um poluente
secundário formado por reações fotoquímicas, envolvendo
precursores como NOx e compostos voláteis (COVs). De acordo
com o contexto sobre fatores que afetam a concentração de
ozônio na baixa atmosfera, e o papel da camada de mistura em
relação a dispersão desses poluentes, analise os itens a seguir: I. A formação de O3 troposférico é favorecida em dia de forte
insolação e ventos calmos, pois a radiação solar fornece
energia para as reações fotoquímicas e a ausência de ventos
reduz a dispersão e difusão dos poluentes, permitindo seu
acúmulo.
II. À noite, a camada de mistura dá lugar a camada limite estável,
onde apesar de ter uma altura mais baixa, apresenta
escoamento intermitente, desafiador para os esquemas de
parametrização da turbulência. Principalmente em condições
de inversão térmica, o volume de ar disponível pode
concentrar poluentes primários perto do solo, mesmo que
haja formação de jato noturno de baixos níveis, mas inibe a
formação de ozônio que requer luz solar.
III. O ozônio na troposfera é benéfico, pois contribui para a
proteção contra a radiação UV, e não interfere no efeito
estufa, o que ajuda a mitigar o aquecimento global. IV. Existem resoluções que estabelecem padrões de qualidade do
ar para o ozônio e que, quando ultrapassados, indicam a
necessidade de ações de controle de emissões, mesmo em
situações de forte mistura dentro da Camada Limite Urbana.
Entre essas emissões destacam-se as provenientes de tráfego
de veículos, importantes fontes móveis de COVs e NOx que
podem ser reduzidas por medidas com o rodízio de
automóveis nas grandes cidades.
Está correto o que se afirma em
Q5665
FGV - 2026 - AMAZUL - Meteorologista
A figura a seguir apresenta o campo de concentração média (20
anos - mês de fevereiro) de radionuclídeos normalizados pela
intensidade da fonte (χ/Q, em s·m⁻³), em torno (20 km x 20 km) de
uma instalação nuclear hipotética, simulada segundo metodologia
compatível com os Regulatory Guides 1.111 e 1.145 da U.S. NRC e
com a norma CNEN NN 1.22 – Programas de Meteorologia de
Apoio a Usinas Nucleares. As áreas hachuradas representam a distribuição de χ/Q, enquanto
as isolinhas contínuas em preto representam a topografia (altitude
em metros).
Com base nas informações fornecidas e nos princípios de
dispersão atmosférica, analise os itens a seguir: I. Os maiores valores de χ/Q ocorrem nas áreas próximas à fonte
emissora e indicam maior potencial de dose para receptores
localizados a jusante da direção do vento predominante.
II. O formato alongado das regiões hachuradas sugere vento
predominante de sudeste e noroeste durante o período
simulado.
III. A presença de relevo mais elevado, destacado pelo forte
gradiente das isoípsas, pode influenciar a dispersão,
canalizando ou bloqueando parcialmente a pluma de
poluentes.
IV. A norma CNEN NN 1.22 e o Regulatory Guide 1.145
recomendam o uso de dados meteorológicos locais e
modelagem de dispersão em função da estabilidade
atmosférica e da topografia local.
Está correto o que se afirma em
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