Questões de Concursos Públicos - FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
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Q175099
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Flora está deixando a escola Flora está deixando a escola. Flora é aluna transgênero. Seu nome civil é Willian, seu nome social
Flora. A escola já havia até mesmo adotado seu nome social nos documentos internos, como nos
diários dos professores, mas não foi o suficiente. Por isso, Flora está deixando a escola. Lidar com
o preconceito diário é doloroso; lutar contra a piadinha e o comentário depreciativos é doloroso;
lidar com a falta de apoio da comunidade escolar é doloroso; assim como é doloroso ser
invisibilizada nos primeiros minutos em que pisa a escola todos os dias. Ninguém vê Flora.
Ninguém escuta Flora. Por isso, Flora está deixando a escola. Para ela, a escola tornou-se um não
lugar. Agora, Flora está fora da escola. (MOTTA, Gláucio Rodrigues. Flora está deixando a escola. Mimeo: Vila Velha, ES, 2022.) A partir do texto sobre Flora e a escola, NÃO é coerente afirmar que:
Q175098
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Com base na sua experiência, João, o assistente de alunos, percebeu logo no início do seu
trabalho que a colaboração de todo o coletivo escolar é fundamental para o êxito da organização e
da manutenção do ambiente institucional. Como assistente de alunos, ele percebe, também, que
por estar mais próximo dos estudantes, tem a oportunidade de atuar sobre problemas cotidianos
que afetam esse ambiente, orientando a conduta dos alunos e alunas. Para isso, João sempre
mantém atualizada sua leitura sobre o Código de Ética e Disciplina do Corpo Discente.
Assim, pode-se afirmar que João toma o Código de Ética Discente como um documento que tem
como princípio fundamental:
Q175097
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Em seu artigo ‘Escola, uso de drogas e violência’, Augusto (2011) afirma que “dentre os
problemas tratados na vida escolar, está o uso de drogas e o comportamento violento dos
estudantes. São problemas colocados como prioritários geralmente relacionados à violência
exterior e à contemporânea difusão do uso de drogas ilícitas”. Todavia, segundo o autor, a escola
fecha os olhos para o uso cotidiano de medicamentos prescritos. Com base nas reflexões propostas pelo autor, pode-se afirmar que: I. em relação à escola, a discussão sobre drogas vai além das drogas não aceitas socialmente, chegando à questão da medicamentalização de estudantes com problemas de
comportamento e aprendizagem. II. nos diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar, constata-se baixo rendimento devido
ao consumo de álcool por adolescentes, porém esse consumo parece afetar mais os
comportamentos violentos de alunos. III. os medicamentos prescritos atendem a diagnósticos feitos a partir do desempenho escolar ou
com base na identificação de transtornos que interferem no rendimento do aluno ou na
convivência com os outros colegas. IV. a violência e o uso de drogas como fenômenos sociais, históricos, culturais e políticos
refletem no espaço escolar e interferem na prática pedagógica, devendo haver uma política
estratégica própria de medicamentalização. São CORRETAS apenas as afirmativas:
Q175096
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
O Código de Ética Discente do Ifes veda ao aluno qualquer ação que possa gerar “incidente de
violência grupal ou generalizada, inclusive o trote”. No Código, o trote se enquadra como ação
passível de ‘medida educativa disciplinar’, por ser caracterizado como um ‘ato infracional’. Em relação ao trote no Ifes, só NÃO é passível de sofrer medida educativa disciplinar o aluno ou a aluna que:
Q175095
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Analise o seguinte trecho.
Sobre sovas, peias e pisas
“Se na época da minha infância houvesse Lei Maria da Penha, mamãe e vovó teriam ido para a Ilha
Grande. Como era costume nos anos 1960, também recebi os meus safanões familiares. Havia a
pisa de cinto, o pancadão de mão aberta, o arremesso de sapato de bico fino, a chinelada e a
temida surra de palmatória. A de nosso apartamento ficava na área de serviço, pendurada num
prego em cima do tanque. Para chegar a apanhar de palmatória era preciso, no entanto, cometer
algum deslize muito grave. Algo como mentir, conspurcar imagens cristãs ou xingar membros da
família.”
(CASTELO, Carlos. Sobre sovas, peias e pisas. In: E+, 07 abr. 2022. Disponível em:
https://emais.estadao.com.br/blogs/cronica-por-quilo/sobre-sovas-peias-e-pisas/)
O trecho acima, extraído da crônica de Carlos Castelo, mostra um período histórico do Brasil em
que a prática dos castigos físicos era algo comum. No entanto, a Lei nº 8.069, de 13 julho de 1990
(Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA), trouxe um conjunto de regras protetivas à criança e
ao adolescente.
Em relação à escola, maus-tratos contra a criança ou o adolescente, a reiteração de faltas
injustificadas e de evasão escolar (esgotados os recursos escolares), e elevados níveis de
repetência devem ser obrigatoriamente comunicados pelos dirigentes de estabelecimentos de
ensino fundamental:
Q175094
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Barreiras à acessibilidade da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida são
quaisquer entraves, obstáculos, atitudes ou comportamentos que limitem ou impeçam todas as
situações abaixo, EXCETO:
Q175093
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
O Artigo 53 do Estatuto da Criança e Adolescente (Lei nº 8.069/1990) observa que “A criança
e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa,
preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”, assegurando-se-lhes um
conjunto de direitos. Analise as situações de direito abaixo e assinale em cada uma delas V, se verdadeiras, ou F, se
falsas. ( ) Márcia e Roberto tem 7 e 8 anos de idade, respectivamente. Eles têm o direito à igualdade de
condições para o acesso e permanência na escola. ( ) Luiz tem 9 anos de idade. Ele tem o direito de ser respeitado por seus educadores. ( ) Luana tem 10 anos de idade. Na escola, ela tem o direito de contestar critérios avaliativos,
podendo recorrer às instâncias escolares superiores. ( ) Cristiano tem 11 anos de idade. Ele tem o direito de organização e participação em entidades
estudantis. ( ) Viviane tem 12 anos de idade. Ela tem o direito ao acesso a uma escola pública ou privada
próxima de sua residência. A ordem CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Q175092
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Considere a situação a seguir.
Por três dias consecutivos, durante os intervalos de aula, o assistente de alunos, João, vem
percebendo que a aluna Maria está sempre sozinha em um banco no pátio e que sempre parece
tristonha. Mesmo os colegas que se aproximam dela logo saem, como se Maria não os quisesse
por perto. João, então, procura a pedagoga da escola e relata a ela sobre o comportamento de
Maria, que antes era muito comunicativa e risonha.
Com base nessa experiência e no conhecimento que João tem do Código de Ética discente, pode
se afirmar que João:
Q175091
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Entre as atividades desenvolvidas pelo assistente de alunos está assistir e orientar os alunos
nos aspectos de disciplina, lazer, segurança, saúde, pontualidade e higiene dentro das
dependências da escola, e ainda auxiliar nas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Assim, pode-se afirmar que, das ações abaixo, apenas uma NÃO deve ser executada pelo
assistente de alunos. Assinale-a.
Q175090
FACTO - 2022 - IF-ES - Assistente de Aluno
Para se propor um programa de combate à ‘intimidação sistemática’, o bullying, atingir alguns
objetivos é fundamental.
I. Em relação à assertiva acima, considere os objetivos abaixo.
II. Evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil.
Capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão,
prevenção, orientação e solução do problema.
III. Instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores.
IV. Pressionar os meios de comunicação de massa e as redes sociais como forma de forçá-los a identificar o problema para preveni-lo e combatê-lo.
V. Promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua.
Desses objetivos acima, aqueles que DEVEM compor uma estratégia pública de combate ao
bullying são: