Questões de Concursos Públicos - IV - UFG
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Q48292
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
Ano: 2015
Órgão:
UFG
Banca:
IV - UFG
Matéria:
Comunicação Social
Assunto: Gêneros e Formatos Jornalísticos
A entrevista como técnica de apuração da notícia e obtenção da informação, segundo Lage (2001), pode ser classificada de acordo com as circunstâncias. A que é considerada a entrevista por excelência ocorre em ambiente controlado, sem hierarquia imposta pela disposição de móveis
ou outros aparatos. Nela, o tom da conversa é estabelecido por entrevistador e entrevistado, o que permite o aprofundamento e detalhamento dos pontos abordados. Essa
descrição refere-se à entrevista
Q48291
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
Ano: 2015
Órgão:
UFG
Banca:
IV - UFG
Matéria:
Comunicação Social
Assunto: Rotinas Produtivas do Jornalismo
A apuração e a investigação jornalística requerem um processo de abordagem das fontes de informação. Um dos
métodos que indica o passo a passo da apuração pela ordem de importância foi proposto por Jacques Mouriquand,
conhecido como método caracol ou círculos informacionais (PEREIRA JUNIOR, 2006, p. 85). Nesse método, as
fontes devem ser consultadas na seguinte ordem de
abordagem:
Q48290
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
No jornalismo impresso, a entrevista, além de técnica de
apuração, dependendo do tratamento (edição) que sofre,
torna-se, ela própria, um gênero jornalístico. Pereira Junior
(2006, p. 109) apresenta quatro formas básicas de edição
de entrevistas. O tipo de entrevista em que o jornalista assume o lugar de ghost writer da fonte consultada é a seguinte:
Q48289
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
O lead se caracteriza por ser o relato principal de um fato,
hierarquizado pelo que é mais importante ou mais interessante. A estrutura interna do lead, segundo Lage (2002, p.
31), como proposição completa, está nucleada em sintagma verbal, contém um sujeito, complementos do verbo e
quatro ou cinco circunstâncias. A ordenação desses elementos, que começa pelo sintagma nominal ou circunstancial mais importante, caracteriza o lead
Q48288
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Francisco Karam (2007), em seu texto “A antiguidade
greco-romana, o lead e a contemporânea narrativa jornalística”, afirma que, ao contrário do que preconizam alguns
manuais, o lead não é prerrogativa exclusiva do jornalismo
norte-americano ou inglês. A esse respeito, leia o texto a
seguir.
“Em Roma, filósofos retomam a tradição grega da Retórica, entre eles o exímio orador Marco Túlio Cícero. Os retores, entre os quais Platão, Aristóteles e Protágoras (cerca de 400 anos antes da era cristã), na Grécia Antiga, já
haviam consolidado a ideia de que o discurso deveria ser
bem articulado e acessível às massas. A técnica (technikós) já representava a habilidade em fazer, a arte de fazer e, hoje, situa-se como o ‘conjunto de regras práticas ou
procedimentos adotados em um ofício de modo a se obter
os resultados visados’. A persuasão, que integra o processo de argumentação retórica, já envolvia um modelo de organização do discurso que expunha os fatos, os demonstrava e concluía.
No discurso, para os filósofos gregos e, posteriormente,
para os filósofos, oradores e juristas romanos antigos, havia já três qualidades essenciais: a brevidade, a clareza e
a verossimilhança”. Para que a exposição fosse completa,
exigia-se, no entanto, alguns elementos essenciais. Cícero, em Inventione, relacionou os aspectos essenciais para
que o texto se tornasse completo. Para o famoso orador
romano, era preciso responder as perguntas quem? O
quê? Onde? Como? Quando? Com que meios ou instrumentos? E por quê?
TEMÁTICA REVISTA ELETRÔNICA. Disponível em: . Acesso em: 12 maio 2015. (Adaptado).
Nessa perspectiva, o lead, mais do que designação de um
ritmo e uma técnica de produção do discurso jornalístico,
implica um sentido filosófico, caracterizando a
Q48287
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
O livro-reportagem, segundo Lima (2009), é um veículo
impresso de comunicação jornalística que apresenta reportagens em grau de amplitude, tratamento do tema e liberdade de abordagem superior ao praticado no jornalismo diário. Nesse sentido, ao se considerar as leis fundamentais do jornalismo preconizadas por Otto Groth, ele se
diferencia dos demais periódicos jornalísticos em dois aspectos:
Q48286
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
Segundo Vilas Boas (1996), o texto para revista, de característica autoral, necessita de um bom planejamento e
deve combinar elementos linguísticos que o diferenciam
de um texto do jornalismo diário. Nesse caso, a escolha da
linguagem apropriada ao tema abordado é a definição de
Q48285
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Leia as três citações apresentadas a seguir.
“consiste em juntar todos os dados pertinentes, ainda mais
os ocultos, para que o leitor se inteire da verdade. Pode
ser definido como a busca da verdade oculta ou mesmo
como uma reportagem em profundidade” (LOPES; PROENÇA, 2003, p. 12).
o que o “diferencia dos demais setores da atividade são as
circunstâncias, normalmente mais complexas, dos fatos,
sua extensão noticiosa e o tempo de duração que, necessariamente, deve ser maior, embora quase sempre exercido sobre pressão” (FORTES, 2005, p. 35).
“não se limita a informar o factual, mas visa esmiuçar os
acontecimentos e denunciar situações que prejudicam a
sociedade, em busca da ‘verdade jornalística’, levando o
profissional a lançar mão de estratégias que os jornalistas
de atualidade não costumam empregar” (SEQUEIRA,
2005, p. 74).
Essas citações delimitam um campo da reportagem especializada denominado:
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Ano: 2015
Órgão:
UFG
Banca:
IV - UFG
Matéria:
Comunicação Social
Assunto: Gêneros e Formatos Jornalísticos
“O valor-notícia é um conjunto de características que desperta atenção, provoca o interesse ou confere relevância a
determinados fatos que serão reunidos sob forma de um
produto específico do jornalismo, a notícia” (MENDONÇA
JORGE, 2008, p. 28). O valor-notícia, ou critério de noticiabilidade, de acordo com Pena (2005), que se pauta pela importância ou pelo destaque das pessoas na sociedade, é a
Q48283
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Matéria do dia seguinte, que dá continuidade a um assunto anterior. A descrição refere-se à definição de: