Q48288
CS-UFG - 2015 - UFG - Jornalista
Francisco Karam (2007), em seu texto “A antiguidade
greco-romana, o lead e a contemporânea narrativa jornalística”, afirma que, ao contrário do que preconizam alguns
manuais, o lead não é prerrogativa exclusiva do jornalismo
norte-americano ou inglês. A esse respeito, leia o texto a
seguir.
“Em Roma, filósofos retomam a tradição grega da Retórica, entre eles o exímio orador Marco Túlio Cícero. Os retores, entre os quais Platão, Aristóteles e Protágoras (cerca de 400 anos antes da era cristã), na Grécia Antiga, já
haviam consolidado a ideia de que o discurso deveria ser
bem articulado e acessível às massas. A técnica (technikós) já representava a habilidade em fazer, a arte de fazer e, hoje, situa-se como o ‘conjunto de regras práticas ou
procedimentos adotados em um ofício de modo a se obter
os resultados visados’. A persuasão, que integra o processo de argumentação retórica, já envolvia um modelo de organização do discurso que expunha os fatos, os demonstrava e concluía.
No discurso, para os filósofos gregos e, posteriormente,
para os filósofos, oradores e juristas romanos antigos, havia já três qualidades essenciais: a brevidade, a clareza e
a verossimilhança”. Para que a exposição fosse completa,
exigia-se, no entanto, alguns elementos essenciais. Cícero, em Inventione, relacionou os aspectos essenciais para
que o texto se tornasse completo. Para o famoso orador
romano, era preciso responder as perguntas quem? O
quê? Onde? Como? Quando? Com que meios ou instrumentos? E por quê?
TEMÁTICA REVISTA ELETRÔNICA. Disponível em: . Acesso em: 12 maio 2015. (Adaptado).
Nessa perspectiva, o lead, mais do que designação de um
ritmo e uma técnica de produção do discurso jornalístico,
implica um sentido filosófico, caracterizando a
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