Q250438
FUVEST - 2025 - USP - Técnico de Laboratório (Bioquímica)
Transgênicos na lupa
Entre 1998 e 2019, a CTNBio aprovou 152 produtos
geneticamente modificados no Brasil, sendo a agricultura um
dos segmentos da economia mais beneficiados. É
praticamente impossível para um brasileiro não consumir ao
menos algum derivado de planta geneticamente modificada
todos os dias.
A visão de que é possível utilizar transgênicos com
segurança é compartilhada pela maioria dos membros da
CTNBio, mas a questão não está pacificada, apesar do
consumo desses alimentos não ter causado nenhum malefício
à saúde nesses 25 anos. Quando se transfere um gene para outro organismo, isso
pode afetar outras expressões além das características
pretendidas e ter consequências de longo prazo, que
precisam ser monitoradas.
Ao contrário do que se prometia, os transgênicos não
reduziram o uso de agroquímicos na agricultura, ao contrário
hoje há plantas transgênicas resistentes a vários herbicidas e
o lançamento no solo de misturas tóxicas sobre as quais há
pouca informação.
O uso de transgênicos pode produzir impactos que ainda
não são mensurados. Por exemplo, a presença de um gene
inseticida que mata lagartas em um cultivar de milhões de
hectares, leva à morte as lagartas e seus predadores, após
um período as lagartas podem adquirir resistência e encontrar
um ambiente com poucos predadores.
Economicamente, para pequenos produtores, comprar
sementes transgênicas impõe um custo adicional que não é
compensado por um aumento de rendimento.
Entretanto, uma das atribuições da CTNBio é acompanhar
a evolução das tecnologias e propor normas adequadas para
novas realidades. Revista Pesquisa FAPESP. Ed. 303. Maio/2021 (adaptado).
Segundo o texto, a introdução de plantas geneticamente
modificadas na agricultura de larga escala traz debates
importantes sobre a segurança dos alimentos e impactos
socioambientais como:
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