Q218792
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Fisioterapeuta
Durante a Guerra da Criméia, em meados de 1850, Florence Nightingale, no seu processo empírico do
cuidar, começou a separar os doentes mais graves. Esse acontecimento foi primordial para o surgimento
das primeiras Unidades de Terapia Intensiva (UTI), que aconteceu nos primórdios do século XX,
chegando ao Brasil por volta da década de 1970, sendo implementadas, primeiramente, no hospital Sírio
Libanês, em São Paulo, com apenas 10 leitos. Apresentam-se como unidades hospitalares cujo objetivo
é atender pacientes em condições críticas, que necessitam de assistência médica e de enfermagem de
maneira contínua e especializada (CASTRO et al., 2021). Atualmente, no Brasil, o funcionamento dessas
unidades é regido pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Tomando por base essa Resolução, analise as
afirmativas a seguir.
I - A unidade deve dispor de registro das normas institucionais e das rotinas dos procedimentos
assistenciais e administrativos realizados na unidade, as quais devem ser elaboradas em conjunto
com os setores envolvidos na assistência ao paciente grave, assinadas e aprovadas pelas
lideranças da unidade, revisadas a cada cinco anos e disponibilizadas para todos os profissionais
da UTI.
II - Deve ser formalmente designado um responsável técnico médico, um enfermeiro coordenador da
equipe de enfermagem e um fisioterapeuta coordenador da equipe de fisioterapia, assim como seus
respectivos substitutos, sendo permitido assumir responsabilidade técnica ou coordenação em, no
máximo, 02 (duas) UTIs.
III - A evolução do estado clínico, as intercorrências e os cuidados prestados devem ser registrados
pelas equipes médica, de enfermagem e de fisioterapia, no prontuário do paciente, ao menos uma
vez ao dia, atendendo às regulamentações dos respectivos conselhos de classe profissional e às
normas institucionais.
IV - Todo paciente grave deve ser transportado com o acompanhamento contínuo, no mínimo, de um
médico e de um enfermeiro, ambos com habilidade comprovada para o atendimento de urgência e
emergência. Em caso de transporte intra-hospitalar, os dados do prontuário devem estar
disponíveis para consulta dos profissionais do setor de destino. No transporte inter-hospitalar, o
paciente deverá ser acompanhado de um relatório de transferência.
V - Devem ser monitorados e mantidos registros de avaliações do desempenho e do padrão de
funcionamento global da UTI, assim como de eventos que possam indicar necessidade de melhoria
da qualidade da assistência, com o objetivo de estabelecer medidas de controle ou redução dos
mesmos. Os registros desses dados devem estar disponíveis mensalmente, em local de fácil
acesso.
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