Q218692
NUCEPE - 2024 - UESPI - Residência Multiprofissional em Atenção à Terapia Intensiva - Psicólogo
Analise o seguinte o caso: Amélia de 40 anos recebe diagnóstico de glioblastoma multiforme avançado e
inoperável. Ao questionar “do que se trata”, sem hesitar (e confiante de que está garantindo sua postura
ética de “jamais mentir a um atendido”), o neurocirurgião responde: “um câncer cerebral maligno que irá
matá-la em pouco tempo”. Como paliativo, indica quimioterapia, capaz de prolongar a vida do paciente
“por alguns meses”. Amélia fica inconformada (acabara de fazer financiamento de um apartamento
próprio) e decide nada fazer, pois “de nada iria adiantar”. A paciente entra em depressão, abreviando o
tempo de vida que lhe resta. Nesse cenário, qual seria a conduta adequada da equipe de saúde?
I. O psicólogo poderia acompanhar o médico no momento da notícia, levando em conta os conceitos
da bioética de beneficência e de não-maleficência, para que pudessem, no momento da informação,
pensar na qualidade de vida da paciente.
II. Do ponto de vista da bioética, a conduta médica foi adequada, pois se preservou a veracidade do
diagnóstico, como também foram feitas as indicações terapêuticas.
III. Em se tratando da equipe multidisciplinar no ambiente hospitalar, é preciso que a equipe seja
acionada, e o caso seja discutido, para posterior comunicação do diagnóstico e do tratamento da
paciente.
IV. Tendo em vista as considerações do caso, a paciente está exercendo seu princípio de autonomia, ao
decidir sobre sua vida e tratamento, pois, no Brasil, é permitida a recusa terapêutica, que é um direito
do paciente, devendo ser respeitado pela equipe, desde que o paciente tenha plena capacidade civil
e que esteja ciente dos riscos e consequências de sua decisão.
Assinale a alternativa CORRETA:
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